30 de junho de 2010

Implodiu


Um rapaz que joga à bola, que gosta de mostrar as cuecas em anúncios e que é ídolo de milhões disse que ia explodir no mundial. Pelo meio falou em "Ketchup". Estão a ver o género literário que o rapaz gosta de ler! Dizer estas coisas sem pensar é um disparate e pode revelar-se um "atentado" principalmente quando o alvo é um país frustado e (des)cansado pela "felicidade" que tresanda deste regime. Pelo que se viu houve vítimas. Só que o rapaz implodiu.

26 de junho de 2010

Um "principio" sem fim

Em Arcos de Valdevez decidiram homenagear Mário Soares. Lamber-lhe os chinelos. As figurinhas deste regime correm para lá não vá chegarem tarde à fotografia. Um conhecido advogado definiu o homem:Filho dilecto e descendente moderno da revolução francesa. Pelo meio de debates, teatros e descerramento de pinturas o sr. Soares vai inaugurar a exposição "Quem fez a República e Mário Soares, um princípio sem fim". Realmente nunca vi um título mais apropriado a este ano de centenário. Por mais lavagens e mentiras que queiram proferir a república foi feita por "cidadãos" sem "principios", sem ética, escumalha sem problemas em perseguir e matar, gente sem calibre moral mas de arma em punho a defender os bolsos cheios; acho piada colarem o sr. Soares a este cenário. Assumi-lo só lhes fica bem. Pena que o país continue a adular um "principio" sem fim à vista.

20 de junho de 2010

Digam o que disserem


Tenho dó de um regime incoerente que freta um avião militar para ir buscar o corpo defunto de um português a Espanha mas é incapaz de ir buscar os restos mortais dos soldados portugueses mortos em combate em África. A culpa não é de Saramago, a quem reconheço, pelo menos, o valor da transmissão da língua portuguesa. Esta é uma república que se diz igualitária mas que no tratamento social comporta-se pior que os excessos nobiliárquicos de distantes monarquias. Por estes dias vê-se a coerência dos comunistas sempre prontos a erguer estátuas desiguais em prol dos que lhe beneficiam o "estatuto". Saramago era comunista na teoria. Nunca o vi refilar pela critica lhe prestar vassalagem, nunca o vi refilar pela sobranceria, por ter uma fundação financiada com dinheiros dos contribuintes, de trabalhadores mais pobres do que ele, e para os quais ele, nunca deu esmolas; desconheço o lado benemérito de Saramago. Chegou de avião com honras de estado, terá direito a mil e duas homenagens, por parte deste regime histérico por "calmantes" que apaziguem os sérios problemas, mas concerteza a "família" vai querer sepultar as cinzas de uma forma muito "sóbria", conveniente. A culpa não é de Saramago. Nem do Fidel Castro que pediu aos seus camaradas para comprarem flores pela Cuba livre. A culpa não é dos milhões de cidadãos portugueses que nunca leram uma linha dos seus livros. A culpa não é desta República, que deve e não paga os crimes da sua história. A culpa da coerência não existe. A culpa é minha por já ter visto morrer muitos Portugueses de magnânimo valor sem que lhe fosse prestada qualquer homenagem de estado.

18 de junho de 2010

O revolucionário dia do aDeus

Morreu Saramago. Não me deixa saudades. Também, nunca lhe desejei, nem desejaria, a sua morte. Afastei-me do agraciado com um Nobel (ainda hoje penso como este grande "igualitarista" gostava tanto das distinções em foro próprio) pelo que ele escrevia, pelo que ele pensava. Morreu "distante" de mim. Aceito que muito próximo de outros.
Por cá o derrame das carpideiras já começou. A única voz que eu queria escutar disse isto: “Construtor de Abril, enquanto interveniente ativo na resistência fascista, ele deu continuidade a essa intervenção no período posterior ao Dia da Liberdade como protagonista do processo revolucionário que viria a transformar profunda e positivamente o nosso país”. Falou o Jerónimo de Sousa, secretário do PCP, pois claro, o empreiteiro dos comunistas de quem nunca ouviremos assumir abertamente os crimes do Comunismo e de comunistas. Já li algures que o estado vai enviar um avião C-130 para trazer o corpo de um homem que se afastou perentóriamente deste país em vida. Não falta quem queira explorar os dividendos dos restos mortais. Sei que Saramago não previa os seus restos imortais. "Revolucionário" (mesmo que calcando os ansejos dos outros), a sua prosa nunca alcançou, ou tangiu, sequer a única revolução para que devemos estar preparados: o revolucionário dia posterior ao Dia do aDeus.

17 de junho de 2010

Contos de "fadas"

A jornalista Isabel Coutinho escreveu no jornal Público o seguinte artigo: "A Suécia moderna gosta de contos de fadas". E diz, "Será um paradoxo um país moderno acreditar num conto de fadas?". Subtraindo o desconhecimento do que são hoje os países – "modernos"– monárquicos, a jornalista regala-nos com a sua interjeição "modernista", a sua visão do mundo contemporâneo, a sua surpresa pelos povos atrasados que ainda acreditam em "lendas". A jornalista deve estar bem contente em viver num país real cujo povo acorda para a realidade todos os dias, sem paradoxos! É esta "sabedoria", pró-república, de quem sabe tudo e sabe pelos outros que me perplexa. Muito mais do que os "contos" que no caso de Portugal nunca foram de fadas... se foram, por agora, de facto, isto assemelha-se a uma novela rasca cheia de fadas "madrinhas" a satisfazer os desejos dos borralheiros.


Cenas da vida nacional


Um dos exemplos do péssimo jornalismo é esta (não)notícia: Linda Perestrelo aprova cenas porno do filho. Pelo texto ficamos a saber que após a morte do marido os filhos tiveram de deixar os estudos e o jovem actor está a fazer tudo para assumir as "rédeas" da família. Será que esta actividade foi o único trabalho que o filho arranjou? Não podia ter tentado o comércio? Ou ganha-se pouco? E porque é que a mãe aprova as cenas (porno)? Não deveria apenas aprovar a independência do filho? Tudo questões para que o brilhante jornalismo nacional nos remete! Tudo questões que, de certo modo, se interligam com o actual panorama da política nacional.

11 de junho de 2010

Ó Pátria Mãe - Dia de Portugal

O que é o dia de Portugal? Na televisão uns paineleiros tentavam explicar. Na rua uns entrevistadores tentavam levar-nos a "perceber" com uma série de entrevistas próprias de programas de humor. Uns "apresentadores" davam-nos com o Eduardo Lourenço a dizer que "éramos" um povo orgânico. Em Faro, no dia 10 de Junho – que se convencionou ser o "Dia de Portugal" sem o famigerado e nojento adjectivo de "República" colado – Portugal explicava-se com a parada militar. Aí. Por breves momentos o povo em casa e na praça não precisou de explicações. Sentiu. O desfile das nossas forças armadas carrega a paralela descrição dos valores pátrios, da abegnação, do altruísmo, eleva e actualiza a nossa memória – a nossa história – e devolve-nos o heroísmo da partida – morte – pela mais nobre das causas: o sacrifício (também esse que hoje tanto nos pedem!). Por isso é bom o povo ver a parada neste dia. Não só pelos rapazes-homens que desfilam mas pela rusticidade e ascese moral que nos incute. Chorei quando ouvi os páraquedistas cantar os cânticos que se entoavam na base de Tancos, quando lá estive em 1986: Ó Pátria Mãe/ Por ti dou a vida/ Há sempre alguém/ Que não te quer perdida.

Por fim o desfile dos veteranos de guerra. Por fim. Ver os veteranos a marchar como se estivessem em serviço pelo país (será que alguma vez deixaram de estar?) foi uma bofetada assente na camarilha complexada que tem votado ao desprezo as vidas dos antigos combatentes em prol da conveniência e censura ideológica. Por mais que os releguem serão sempre Heróis da nossa Pátria.

Imagem tirada do site da Presidência da República

Dia de Portugal

Um dos cronistas que mais admiro escreve no blogge "Estado Sentido". Chama-se Nuno Castelo Branco e tenho o prazer de o conhecer. Em muitos momentos as suas são como minhas palavras. Para evocação do Dia de Portugal escolho estes sentimentos da inteligência de quem sabe porque viveu e é um português africano - um africano português:

Dois trisavós, um bisavô, um avô, tios avós e primos enterrados na antiga Lourenço Marques. Avós, tios e tias avós, pai, mãe, tios primos e primas de várias gerações, todos, tal como eu e os meus irmãos, nascidos naquela terra. Interesso-me por tudo o que diga respeito a Moçambique.
Hoje, a sua valorosa selecção de futebol - com um guarda-redes que dará que falar - enfrentou a sua congénere portuguesa, num jogo de preparação para o Mundial da África do Sul. Na véspera, tive o prazer de ouvir o seleccionador moçambicano declarar a sua vontade de evitar qualquer tipo de lesão nos jogadores portugueses, porque ..."no Mundial seremos todos portugueses". Nada de espantoso, pois conhecendo bem a característica generosidade dos moçambicanos, a afirmação foi proferida com toda a naturalidade e sem qualquer tipo de complexo politicamente correcto.
Mais sintomática foi a reacção da claque de Moçambique, quando já fora do estádio de Joanesburgo, abertamente confraternizou com os portugueses e agitando bandeiras, gritava sem cessar "Portugal! Portugal!"
São estas pequenas vinganças que atiram para a incineradora, resmas e resmas de discursos daquele tipo de indesejável gente que nos entra pela casa adentro à hora do telejornal. E entretanto, continuamos a ser exclusivamente europeus. Para quê?

2 de junho de 2010

"Aliado amigo"


Nunca ouvi o PCP falar sobre os milhões de mortos tombados pelos regimes comunistas. Nunca ouvi o PCP falar das vítimas do comunismo. Como aqui em Portugal os comunistas lutaram contra uma ditadura acham-se mais puros que os outros. Acham-se credores... Mas daí a dizer que a morte de Rosa Coutinho é a perda de um "aliado e amigo" de Portugal é escarrar-nos em cima. A acção de Rosa Coutinho no processo de descolonização – um vendalho – afectou severamente milhares de portugueses, continentais e africanos, e levou a uma guerra civil. Devem ser esses os amigos do defunto a que se refere o dirigente do PCP!!