20 de junho de 2010

Digam o que disserem


Tenho dó de um regime incoerente que freta um avião militar para ir buscar o corpo defunto de um português a Espanha mas é incapaz de ir buscar os restos mortais dos soldados portugueses mortos em combate em África. A culpa não é de Saramago, a quem reconheço, pelo menos, o valor da transmissão da língua portuguesa. Esta é uma república que se diz igualitária mas que no tratamento social comporta-se pior que os excessos nobiliárquicos de distantes monarquias. Por estes dias vê-se a coerência dos comunistas sempre prontos a erguer estátuas desiguais em prol dos que lhe beneficiam o "estatuto". Saramago era comunista na teoria. Nunca o vi refilar pela critica lhe prestar vassalagem, nunca o vi refilar pela sobranceria, por ter uma fundação financiada com dinheiros dos contribuintes, de trabalhadores mais pobres do que ele, e para os quais ele, nunca deu esmolas; desconheço o lado benemérito de Saramago. Chegou de avião com honras de estado, terá direito a mil e duas homenagens, por parte deste regime histérico por "calmantes" que apaziguem os sérios problemas, mas concerteza a "família" vai querer sepultar as cinzas de uma forma muito "sóbria", conveniente. A culpa não é de Saramago. Nem do Fidel Castro que pediu aos seus camaradas para comprarem flores pela Cuba livre. A culpa não é dos milhões de cidadãos portugueses que nunca leram uma linha dos seus livros. A culpa não é desta República, que deve e não paga os crimes da sua história. A culpa da coerência não existe. A culpa é minha por já ter visto morrer muitos Portugueses de magnânimo valor sem que lhe fosse prestada qualquer homenagem de estado.

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