11 de junho de 2010

Ó Pátria Mãe - Dia de Portugal

O que é o dia de Portugal? Na televisão uns paineleiros tentavam explicar. Na rua uns entrevistadores tentavam levar-nos a "perceber" com uma série de entrevistas próprias de programas de humor. Uns "apresentadores" davam-nos com o Eduardo Lourenço a dizer que "éramos" um povo orgânico. Em Faro, no dia 10 de Junho – que se convencionou ser o "Dia de Portugal" sem o famigerado e nojento adjectivo de "República" colado – Portugal explicava-se com a parada militar. Aí. Por breves momentos o povo em casa e na praça não precisou de explicações. Sentiu. O desfile das nossas forças armadas carrega a paralela descrição dos valores pátrios, da abegnação, do altruísmo, eleva e actualiza a nossa memória – a nossa história – e devolve-nos o heroísmo da partida – morte – pela mais nobre das causas: o sacrifício (também esse que hoje tanto nos pedem!). Por isso é bom o povo ver a parada neste dia. Não só pelos rapazes-homens que desfilam mas pela rusticidade e ascese moral que nos incute. Chorei quando ouvi os páraquedistas cantar os cânticos que se entoavam na base de Tancos, quando lá estive em 1986: Ó Pátria Mãe/ Por ti dou a vida/ Há sempre alguém/ Que não te quer perdida.

Por fim o desfile dos veteranos de guerra. Por fim. Ver os veteranos a marchar como se estivessem em serviço pelo país (será que alguma vez deixaram de estar?) foi uma bofetada assente na camarilha complexada que tem votado ao desprezo as vidas dos antigos combatentes em prol da conveniência e censura ideológica. Por mais que os releguem serão sempre Heróis da nossa Pátria.

Imagem tirada do site da Presidência da República

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