12 de julho de 2010

Os eruditos das coisas (anti) Portuguesas

"Depois, pensei. Coitado, não sabe o erudito estudioso das coisas [anti]portuguesas no Oriente que Macau teve no Colégio de São Paulo de Macau a primeira universidade ocidental na Ásia, que a Escola Médico-Cirúrgica de Goa, criada em 1842, formou até à invasão indiana do Estado Português da Índia mais de 3000 médicos, que os portugueses estabeleceram em Macau a primeira tipografia de caracteres móveis em 1585, que na Etiópia funcionou a primeira prensa editorial desde 1515, que no Japão se imprimiram os primeiros livros em 1598, graças ao saber técnico dos nossos missionários, que Macau teve na Abelha na China o primeiro jornal do continente, que em Évora se ensinavam em finais do século XVI as grandes línguas do sub-continente indiano. Depois, esqueceu-se o sábio que os missionários não ensinavam o catecismo em português, mas em "lingua japónica", em "língua chin", em malaio, siamês, concani, tamil, abexim, swaili e "lingoa conga" (de Congo). Estou cada vez mais farto da conspiração de estupidez que rodeia os escritos - pagos e editados pelas nossas agências estatais - e se limitam a insistir na lenda negra do Portugal fanático, colonialista, belicista e "inquisitorial". Coisas da geração de 60, dos seus filhos e netos que matam tudo em que tocam."

Miguel Castelo Branco, in Combustões

1 comentário:

Bunny disse...

Blog porreiro

deixo aki o meu caso keiram visitar XP

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