25 de outubro de 2010

Sem esperar


Os portugueses (os média!) não conseguem ver mais nada no país que não o "Orçamento de Estado". Todos tiritam de medo, de apreensão com o que aí vem. No fundo este povo está à espera. E vai estar e continuar a estar. Só no dia em que houver políticos e Homens em Portugal que deixem de estar à espera é que a coisa vai mexer. A novela política é meramente um espelho da preguiça caseira, do sedentarismo mental e burguês em que nos encarceraram nas últimas décadas. Eu nada espero que mude. Não vai ser a "democracia" a resolver os problemas que tantos "esperam"! Ao lado deste cenário, entretanto, vivo uma vida feliz apesar de, assumo, ela ser uma coisa muito, muito, privada num mundo que não espero abrir. Viver o amor que a família me dá tem sido uma das reservas para ultrapassar as contrariedades que me deparam. Esse amor, fundamental, não vem no "Orçamento", a esperança, que me empurra, não vem nos orçamentos, a alegria das coisas simples não são passíveis de orçamentar, talvez por isso, não estou cativo dos duodécimos que estas sucessiveis e indecorosas governações reservam aos que, sozinhos, lutam livres, sem pretender esperar.

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