26 de outubro de 2010

Mais um anti-colonialista anti-fascista


Um professor universitário escreveu um artigo no Público a exasperar pelo culto de um "homem difícil". No fim de alguma prosa diz isto: "Mas não nos podemos esquecer que a ausência de um interesse em criar as condições necessárias para uma carreira académica mais consequente a um homem que nos habituámos a considerar de difícil, sem nunca nos interrogarmos sobre as razões sociológicas que determinaram esse mesmo qualificativo, nunca foram subvertidas pela figura em causa. Ou seja, Margarido nunca se arranjou - ou colocou - , evocando o seu passado anticolonial e antifascista."
Mais um! Este país é um rancho de anti-fascista-anti-colonialistas. Mas que porra intelectual pode advir deste título que certa gente ousa distribuir? Porque purga este professor?

Aparte o cancionismo ao difícil Alfredo Margarido, será que este mesmo professor se sente igualmente perturbado pelo alheamento a que o meio académico votou a Amorim de Carvalho (um filósofo, poeta e esteta com obra) o único intelectual português que teve a coragem de dissertar em âmbito filosófico sobre o percurso de descolonização? Ou o "meio" só reconhece os anti-colonialistas-anti-fascistas?

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