21 de outubro de 2010

Um defeito meu

Porque é que sempre que ouço falar em grandes homens me lembro sempre de Portugueses que lutaram sem medo de perder a vida pela pátria-terra? Que outros heróis podemos lembrar nestes dias em que minorcas dominam o país, sem escrúpulos nem vergonha. Que suja é a hipocrisia desta resma de incapazes que nos governa, sem pudor de assumir as suas fraquezas, sem pudor de roubar. Como é possível haver pessoas que passam o dia a prometer ao país o que não têm, o que não sabem dar? Que lata têm os paineleiros/analistas em citar como referência políticos que não fizeram mais do que "política" em prol de benefícios materiais, partidários e amiguismos? O que fariam estes cobardes se um combate físico lhes deparasse? Tiravam a gravata ou poriam o povo à frente deles? Pensam estes pequeninos que o combate pela vida se faz só de arma na mão, que deve ser deixada para os "soldados"? Não. Um dos mais difíceis combates é feito pela consciência. Por isso acredito nos escrúpulos como um dos valores intrínsecos da nossa honestidade. Pode ser um defeito meu, mas olho para os políticos que nos têm governado desde a implantação da república e não vejo uma multidão de Homens, antes uma multidão de cobardes e desonestos a olhar para o chão que não merecem.


* Na foto o "Fantasma da Floresta", o herói português Daniel Roxo. Morto numa emboscada em Angola traído pela falange de "Abril".

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