7 de novembro de 2010

Os românticos do punho erguido


O amigo (presidente) chinês ("amigo" do povo dele e dos nossos problemas) está em Portugal a comprar a nossa incompetência. Tinta e seis anos depois da data mais sagrada para os românticos do punho erguido contra a ditadura da II república, o chefe supremo da ditadura visita Portugal com palavras de cooperação económica. A política, essa, a moral, deve ser deixada de lado; os direitos humanos, esses, são relativos; o que importa é dinheiro muito dinheiro. Trinta e seis anos depois da data mais sagrada para os românticos do punho erguido a ditosa "revolução" não vale mais do que uma pobreza assustadora e a ausência de esperança. O amigo chinês sabe bem a nossa história, tal como os demais chineses gosta muito de roletas e casinos. Um grande casino tem sido este (outrora) país nas mãos dos vendilhões da I república, da II e da III de "Abril". Pobres românticos manetas.

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