20 de novembro de 2010

Tanta NATA


Portugal foi um dos fundadores da NATO em 1949. Pelo meio de muitos desenlaces e afastamento dos lugares de decisão (o pós-25 de Abril foi um vazio na cabeça dos senhores da revolução) Portugal volta a estar na legítima posição de membro activo e enquanto organizador deste evento muito mais do que o nome Lisboa ficará. Opiniões à parte sobre o que eu penso dos "membros" da NATO não deixo de ver com orgulho que somos anfitriões, cordeais, humildes e que quando instigados somos capazes de organizar com eficiência e prestígio. Pouco me importam as fotografias de ocasião do conjunto de estarolas interessa-me, à posterióri, saber que rumo estratégico irá ser dado a problemas tão prementes como a definição nuclear da NATO, os seus objectivos ou o alcance que uma força pluri-militarizada pode ter no desenho político de cada estado. No meio de tanta fotografia e, excessivo, comentário televisivo ainda não ouvi de nenhum paineleiro – ou cientista político – uma serena exposição dos acontecimentos da cimeira (apenas interessados no fait diver) e uma imparcial evocação da nossa adesão à NATO e do seu decisor. Tanta Nata intelectual, tão imprópria para consumo.

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