24 de novembro de 2010

Um sintoma

Ao ver palavras tão expressivas como o que titula a capa deste jornal ("milionário") sinto que os sintomas do ressabiamento e do jacobinismo militante continua na ordem do dia e tende a generalizar-se. O dedo apontado aos ricos, poderosos, famosos, denota uma guerrilha social, latente, que os média exploram e que alguns acicatam com o argumento da crise e das necessidades prementes da vida. Generalizar os termos é próprio dos básicos e generalizar o conceito é lábia dos ignorantes. Os vis sentimentos mostram-se em cada esquina da vida e por estes dias a inveja anda a sair muito à rua. Para muita gente a honestidade só se comprova com um certificado de pobreza. Até há quem que para ser bem aceite no mundo das virtudes "humanistas" esconda uma vida séria de trabalho e pecúlio amealhado com o argumento que também é de "esquerda". Há muita pobreza, bem o sei; não sou rico, mas recuso-me a fartar o meu espírito dessa compensação vazia que é o egoísmo e a inveja.

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