3 de dezembro de 2010

O nojo


Enquanto as notícias vagueiam pelo folclore da eleição presidencial eu reservo-me ao nojo neste período que se avizinha. São candidatos a si. Não são candidatos pelo país. Primeiro eles, os candidatos, depois o partido deles, dos candidatos, depois os rapazes deles, que se sentam à mesa dos candidatos, depois o discurso deles, da ideologia mastigada em rascunho, dos candidatos, depois o povo, os outros, os ouvintes, os pedintes, do cortejo, da plateia, que acena, que se contenta, pela participação de cruz. Eu não, tiro licença, sem licença, de nojo.

2 comentários:

KOSTA DE ALHABAITE disse...

Muito bem dito!
Este rectângulo está a ser sugado para o esgoto da Europa por causa destes biltres, sejam eles direita ou esquerda.
É necessário um novo paradigma, e se for preciso uma divisão do país também pode ser. O centralismo tem que ser derrotado.

João Amorim disse...

A maior questão, caro Kosta, é a "arquitectura" deste regime!