21 de dezembro de 2010

Pátria


Já aqui exibi esta fotografia. O homem medalhado é o português Marcelino da Mata, o mais medalhado e distinguido militar, de sempre, por bravura em combate. Não tem todo o peito coberto de listras como alguns coronéis e generais de estio cuja bravura é medida pela quantidade de recargas de tinta de china a passar mapas-diários e afins. Também não estou a falar dos "méritos" de vãos de escadas galgados sem sujar os sapatos, dos méritos de bom nome e família. Este português é um herói por ter arriscado a vida a defender uma pátria que entendeu como sua, como nossa. É um dos meus heróis. Sei que o não será para muitos, antes pelo contrário. Tenho conhecido muita gente que fez a guerra nas colónias e que entende a palavra pátria. A pátria não tem política, não tem défices, não tem ratings. Ou está dentro de nós ou não está.
Tenho dúvidas sobre os homens desgarrados "sem terra", os que dizem pertencer ao globo. Quando ouço falar de Portugal lembro-me de todos os cemitérios onde jazem portugueses, aqui e de além mar, de todos os sacrifícios. Um país é feito de Homens que não tenham medo de carregar os seus mortos. Homens sem medo de caminhar mas que recusem percorrer os percursos da mentira e não se escondam no resort das maiorias acomodadas.

2 comentários:

George Sand disse...

Há muitos heróis esquecidos.
Há muitos que ninguém imagina que o são, serão porventura os maiores

João Amorim disse...

Caro George

Concordo. E de muitos ninguém fala. Para se falar é preciso saber ver.