31 de dezembro de 2011

O Mundo não é pequeno


Neste último dia de 2011, dia pródigo para as análises e suplementos noticiosos, como se as circunstâncias do calendário mudassem por si só a vida, revejo uma das frases que mais me irrita: "O Mundo é pequeno". Pode parecer inócua mas cada vez mais ouço esta frase redutora. Uma verdadeira depreciação do que poderia ser um propósito. Ao invés de me dizerem, "sim, eu também conheço o sr. Manuel pois também me identifico com o seu carácter ou a sua postura", não, ouço, "o Mundo é pequeno", ao invés de dizerem, " sim, também eu estudei em Belas-Artes pois sempre me atraiu o ensino clássico aliado à técnica", não, "o Mundo é pequeno". Não, o mundo não pequeno, é gigantesco. O que falta é gente que saiba olhar o mundo e não o circunscreva ao seu campo de visão, o que falta é gente com viagens, gente que saiba falar dos costados para além do nome do avô, gente que saiba viver sem se medir com os congéneres, gente que saiba falar do que viveu sem parafrasear a virtualidade das máquinas e dos outros. Sei que para muitos "o Mundo é pequeno", pena que muitos desses sejam figuras, sem relevo, que governam os desígnios dos outros e pratiquem a má influência. O "mundo" que aí vem não se compadece com acções pequenas nem com gente que lê a vida à laia das coincidências. O nosso mundo está a pedir homens que não tenham medo de partir para lá da pequenez, que façam juízos de valor, que se levantem para lá das massas, que ousem desafios, que olhem para o presente como um enorme espaço de esperança.

30 de dezembro de 2011

Mais uma para o anedotário "anti-fascista"


Esta frase é de Paula Rego, a pintora que dá nome à "sua" Fundação paga com dinheiros públicos mesmo se os "públicos" estão-se nas tintas para a qualidade da tinta que borra. Então a pintora ainda tem medo? Volvidos trinta e cinco anos desde a revolução? Porque não desde os últimos 101 anos? Concerteza deve ter medo. Eu tenho muito medo principalmente das consequências das borradas que os "revolucionários" andam a fazer à trinta e cinco anos...

Andam todos consumidos com os prováveis despejos


Se um décimo dos paineleiros, comentadores, opinistas tivesse inteligência e memória faria uma "volta a Portugal" das últimas décadas e veria que a questão das rendas, que agora se coloca, não é mais do que uma reforma, necessária, ao património que só peca por tardia. O congelamento das rendas, que a "esquerda" tanto protegeu, deu azo ao histerismo da "casa própria", ao excesso de crédito, ao abuso de sucessivas gerações de inquilinos que pagavam de renda mensal por casas com jardim o equivalente a uma refeição para 3 pessoas. O que eu verifico na história é o deserto de criticas ao maior despejo colectivo de que há memória no nosso país. Já tivemos um governo "democrático" que desprezou cidadãos portugueses, os humilhou, segregou e despejou do seu espaço afectivo e físico; ainda por cima rotulou-os de "retornados". Sobre essas "reformas" e políticas, sobre esses exemplos, não ouço os paineleiros e cronistas oficiais tecer teses de reflexão ou de discussão pública.

24 de dezembro de 2011

Natal


Todos os anos pelo Natal volto ao meu passado e à alegria de receber Jesus na nossa casa. O meu Natal é feito de Fé e da minha família, dos meus vivos, dos meus mortos. Todos entram em mim acompanhados de uma alegria única porque envolvida por uma luz que me atraiu e aprendi a ver mesmo nos momentos de dôr e de dúvida. Essa luz tem a forma de um menino que aprendi a pegar e a afagar e com o qual tenho crescido. Com uma certeza. Esse Deus-luz renova-se e renova-me, faz-me viver sem complexos ou temores. A sua presença é uma estrada onde já não tenho medo de andar e que me leva, levará, para Além Natal onde viverei também menino. Renascido, por fim.




Foto: Os meus manos, Mário e o nosso pequenino Manuel Bento que partiu. Natal de 1972.

De João Távora


23 de dezembro de 2011

O pedófilo


Pelo movimento do trânsito, insuportável, e as enchentes junto aos shopes está-se a ver uma pausa na "crise". A principal, nesta altura do ano, é a perversão do sentido do Natal e substituição dos ritos e valores cristãos pela rotina materialista das prendinhas, onde não falta a correria para a melhor foto do menino e da menina ao colo do pai "natal". É uma época áurea para os pedófilos que se fantasiem de ancião de barbas brancas – e insuspeitadamente terem o aval dos paizinhos para sentarem a criançada no regaço. Cuidado papás e mamãs. A extensão do abuso do "Pai Natal" não se restringe a acariciar as crianças, ele também gosta de ir às vossas carteiras...

Há primaveras


primaveras que são invernos e invernos que parecem primaveras mas não o são. Primeiro foram para a rua expiar a "ditadura" e cantar a Meca a vitória do "povo" depois voltaram para a rua para expiar os camaradas que mal se viram no poleiro transformaram a primavera noutra ditadura!

Ai, ai

Em vésperas de Natal, esse momento que inebria até os ateus, os comunistas portugueses mostram a sua génese humanista, fraternista e demais hipocrisia filhadaputista. Então não é que o índio Jerónimo não aprovou um voto de pesar pelo Vaclav Havel, isto quando dois dias antes chorou a perda do querido líder coreano? O que se passa na cabeça dos estalinistas portugueses? De cada vez que ouço um comunista defender os "trabalhadores" já sei onde desejavam que os trabalhadores lavrassem: algures num gulag idílico, de boca calada, em fato macaco com uma tatuagem do camarada Cunhal nos miolos. Ai "povo unido", ai, ai, não te desunas, não...

21 de dezembro de 2011

O cínico

 O sr. Manuel Alegre escreve hoje um artigo no DN em que utiliza a ironia para justificar a "coragem" do deputado Pedro Nuno Santos em ter proferido "estou-me a marimbar (para pagar o défice, etc...)". E cita, ele é O'Neill, Sophia, Ary dos Santos, e até evoca as victimas do "Miguelistas", tudo isto, em tão pouco espaço, para apreciar a "coragem" do Pedro Nuno face ao "respeitinho" (sic)! Para MA Pedro Nuno é o (bom) "malvado" (dos que "gritam na rua") face aos (maus) "bonzinhos"!!Para ele "estar-se a marimbar" é uma figura de estilo ideal para criticar este neo-liberalismo que, citando um texto de Alfredo Barroso, "gera uma cidadania despolitizada, caracterizada pela apatia e cinismo"! Bravo. O bardo, concerteza, irá manter este raciocínio quando apreciar as palavras do primeiro-ministro. Afinal, quando Passos Coelho sugere a emigração dos professores, também está-se a marimbar, digo, a "falar fora das regras do politicamente permitido" (sic), o que afinal é bom! Olhe Manuel, eu não me estou a marimbar e quando você fala não me sobra respeitinho nenhum. E não me ponha como um dos seus "malvados" de estimação...

19 de dezembro de 2011

Os Reis são eleitos todos os dias

A ler e guardar.



Sem remédio


No "Jornal das 9" da RTP1 um paineleiro diz o seguinte: "Portugal não pagou, nem chegará a pagar, a Cesária Évora o que lhe fez por causa do colonialismo." E mais para a frente, mais ou menos isto: O colonialismo vitimou mas não tombou Cesária...". Sempre vi a cantora a ser embalada ao colo em Portugal, desde a comunicação social, ao público, à crítica, dos políticos de Abril aos "conservadores", era uma cantora de qualidade, morna ou quente que fosse. Não é o primeiro, nem será o último, a demonstrar o seu desconhecimento sobre a história desse arquipélago desabitado e posteriormente colonizado a partir do  séc. XV. Exorcizar o "colonialismo" para vincar o percurso da cantora é tão despropositado como ignóbil. Este paineleiro, concerteza, devia referir-se ao seu estado mental colonizado por um complexo de esquerda, sem remédio à vista.

15 de dezembro de 2011

Palhaços, saltimbancos, malabaristas


É risível a posição dos artistas da política sobre os desígnios da história. Para os palhaços do circo republicano as revoluções, "deles", foram fruto de uma razão divina e de popular bem se sabe que o "povo" foi metido à posteriori no meio da contenda, para dar aquele ar. Dizer que o feriado do 5 de Outubro é uma data simbólica é verdade. Um verdadeiro símbolo ao terrorismo, um símbolo ao regicídio, ao sectarismo, à segregação politica. Os saltimbancos. Porque razão não é feriado no dia 23 de Janeiro, dia da instauração da Monarquia do Norte? Não é um dia histórico, onde se fez, também, história? Estou farto de pregadores malabaristas.

Caladinhos


Após a tragédia de Oslo, em Agosto, o país foi inundado com artigos e historietas sobre o alucinado Behring Breivik. Todos os paineleiros deste país lutaram entre si pelos melhores epítetos; ele era terrorista, fascista, cristão, caucasiano, nazi e os temas variavam entre o perigo da "extrema-direita" e as "políticas de direita" e a sua influência na vida das pessoas. Recordo em particular os textos da Fernanda Câncio e do Rui Tavares. Deliciosos. 
Três dias passaram sobre o atentado de Liége, consumado por Nordine Amrani, um belga de origem marroquina, muçulmano assumido, perito em armas, preso várias vezes por violência e violação. Onde anda a emoção da escrita moralista? Os paineleiros-cronistas estão calados nas suas deambulações? Não, estão caladinhos.

14 de dezembro de 2011

A culpa não é deles


Agora que chega a época das prendas a criminalidade parece aumentar, ainda mais. Os "jovens", criminosos, não terão mãos a medir. Ele é as prendas para a namorada, os pais, os melhores amigos, os ipod's, os iphone's e o mais que o socialismo radioso prometeu: direitos para tudo e penas brandas e macias com toque de pulseira da moda. A culpa não é destes "jovens". É daqueles que "roubam aos pobres" e daqueles que têm mais que os pobres. No fundo, todos os que não são delinquentes são culpados pelos que o são. E se não há desculpa uma desculpa haverá na cabeça pensadora da grande esquerda para ilibar os "jovens" dos actos menos próprios, inclusive dos crimes de sangue. Haverá, também, quem se lembre que no fundo os criminosos são gente sem amor e por isso com direito a dar porrada e a martirizar. E assim estamos três décadas após the one and only 25 de Abril! Mas até os políticos (do autarcazinho ao ministro) que abusaram do poder, roubaram, mentiram, agiram de forma irresponsável e de forma leviana, e nos conduziram à triste realidade que nos encontramos, não têm que se preocupar. A culpa, também, não é deles.


12 de dezembro de 2011

Alegria do Encontro

O período natalício aproxima-se e eu sinto que  minha cidade está mais calma que nos anos anteriores. As "luzes de natal" escasseiam, o histerismo das compras amansou, o apego pelos sacos das compras atenuou-se. Porque nunca senti o Natal como época de consumo não me preocupo com a visão do "natal triste sem as luzinhas e as prendinhas". Sei que o comércio anda em pânico com a quebra das vendas mas outras formas criativas terão de arranjar para escoar os produtos; em parte, também são responsáveis pela transformação do Natal na festa de despesismo que em tudo depende do rácio financeiro-mental dos frágeis compradores inebriados com a ilusão da "generosidade" prendeira. Não tenho pena dos que "sofrem" por não poderem comprar, por não poderem oferecer as prendinhas.
Se há período onde eu prezo a austeridade é no Natal, talvez por isso sempre tenha tido asco do "pai natal" e das virtudes artificiais do laicismo natalício que substituiu a espiritualidade pelo materialismo. Que a crise económica seja por uns dias a fartura da humildade e da alegria do Encontro.

6 de dezembro de 2011

Duas notícias a assinalar


Esta semana duas notícias a serem motivo de satisfação. A homenagem a Gonçalo Ribeiro Telles e a inauguração da exposição "Das Partes do Sião". São dois eventos onde, de modo diferente, intervêm dois aristocratas portugueses, Miguel Castelo Branco e Gonçalo Ribeiro Telles, com quem tenho a sorte de privar. Se não deixa de ser importantíssimo assinalar os 500 anos das relações entre Portugal e a Tailândia, convém frisar que a obra só é possível graças ao empenho e entrega da inteligência e minúcia historiográfica de Miguel Castelo Branco, apoiado, concerteza, por outros Homens cujo lavor o blogue "Combustões" nos tem vindo a informar. Já a homenagem a Ribeiro Telles (todas não são demais) tem o élan de "festa republicana"* e, pois então, que a façam, que o país está cheio de monárquicos que fazem, e fizeram, mais pela Res publica que os irmãos, primos e "republicanos", todos juntos!


* Quem vê o programa não deixa de dar um sorriso ao ver o Mário Soares a aparecer a fechar a festa. A "comissão" desta homenagem tem uma "criatividade" latente. Que o sr. Soares não se esqueça de convidar o monárquico Gonçalo Ribeiro Telles para fechar a homenagem a que tanto deve ambicionar e a que desde sempre concorreu!!

2 de dezembro de 2011

Para que servem as Forças Armadas?


Uma excelente notícia, emocionante, que espero una pela solidariedade o povo português. Pode parecer pouco mas o renascer, a esperança, é o condimento essencial retemperar as forças anímicas que parecem faltar. As nossas Forças Armadas estão de parabéns e os pescadores mostraram-nos o que significa, perante verdadeiras adversidades, ser resistente.

Foto: Público

30 de novembro de 2011

A classe do meio ou a culpa não é só das governanças mas do tipo de regime


A classe do meio ou o meio sem classe que grassa em Portugal é portador de sintomas que são, em parte, culpados da nossa situação actual – reflexo de laxismos e marambismos anteriores. Um dos sintomas, fico-me por este, é a inveja. Não é meramente "inveja" é a Inveja ladeada por um rol de adjectivos punidores do invejado ou visado. Na maior parte das vezes a pessoa invejada é-o pelo simples facto que sim, que sopas, em geral porque possui um bom emprego ou porque goza de um "perfil" que a gente do meio convencionou como previligiada!! Já dizia Levis-Strauss que a ignorância é o combustível do desprezo e da intolerância. 
Uma das provas que a revolução terrorista de 5 de Outubro de 1910 falhou, redondamente, foi ter potenciado o avolumar de ódios sociais, ter agigantado as diferenças culturais entre indivíduos, ter despoletado a inveja como arte e política para denegrir e espezinhar. O resultado está à vista 100 anos depois. Face a tanta crise e falta de esperança – que a "República" vem a prometer desde o assassinato de um chefe de estado – qualquer desgraça, premeditada ou não, contra um indivíduo com estatuto profissional é visto como um castigo merecido, um empurrão pelas escadas abaixo, mesmo que o indivíduo seja sério e longe da gamela dos compadrios partidários. E vem esta prosa a propósito de uma notícia, bem explorada, que nos diz que o Vice-Presidente da CGD foi vítima de sequestro e carjacking. Só por si esta notícia devia ser alvo de repúdio, mas não. Leiam os comentários e digam lá se não é a imagem perdida desta República que mais não soube do que criar cidadãos ressabiados e atordidos?

Tão preocupados que eles são

Mais um coitadinho que está preocupado com a nossa segurança. Fazem-me lembrar os burros que sacodem os poios com coices.

28 de novembro de 2011

Ainda a supressão de feriados


A procissão vai no adro mas os insultos já se ouvem. Então este governo quer acabar com o feriado de 5 de Outubro? Que coisa grave! Acabar com o feriado mais importante para os maçons, jacobinos e auto-herdeiros do terrorismo republicano? Nem pensar! Ainda me admira é não terem proposto acabar com o 10 de Junho o tal que era apelidado de "Dia da Raça". Ai que ranço de pessoas! Esta "direita" é mesmo faxista. Imagino o jogo de bastidores para demover o governo a tal desfaçatez. Cuidado Passos Coelho a carbonária-maçónica ainda lhe dá um tiro pelas costas...!


BPN, cruzes canhoto


A esquerda unida anda toda chateada com uma infâmia cometida pelo jornal Expresso que, vejam só, teve o desplante de insinuar que o bloquista João Semedo fora sócio do BPN. De facto, parece que foi sócio de uma empresa adquirida pelo BPN. Isso não é relevante, o que é para mim relevante é a mesma massa crítica não ter problemas em usar as mesmas fórmulas de "conexões" quando se trata das acções de Cavaco Silva, etc, e de muitos outros personagens conotados com a direita. Para a esquerda e afins o BPN tem o mesmo efeito que o crucifixo para afugentar demónios.

25 de novembro de 2011

Até parece o portuguesinho a enfardar alegremente na República


É um concurso mas tem tanto da vida real. Da nossa. Vivemos num regime republicano que não presta mas em que a maioria pensa que se chegou através da "civilização". A verdade é que foi um regime que nos foi imposto, tal como neste filme, à marretada. Olhem para eles, para nós, a sofrer e a rir com a carinha de que se estão a transformar em Titãs, premiados a ambrósia. Por cá damos o corpo ao flagelo e ainda recebemos dívidas.

A senhora do mal canto


Sempre olhei para Natália Andrade com espanto mas nunca com comiseração, com "pena". Natália teve a sua vida de fantasia, por certo, de solidão, concerteza. Natália ficou aquém da sua paixão pelo canto lírico. Amanhã conto ver a reportagem que a jornalista Catarina Gomes escreveu e só verei até ao fim se esta tiver sido feita com aprumo e respeito pela personagem. Apesar de não ter visto o conteúdo não concordo, para já, com o título do artigo, porque Natália Andrade existiu, mesmo que no mundo anedótico e provocador de Herman José que muito gostava  de a satirizar, reduzir a uma piada.
Há uns meses os cidadãos lisboetas e outros grupos de intelectuais teceram homenagem públicas ao "senhor do Adeus" que passava horas a acenar aos automobilistas no Saldanha, em Lisboa. O "senhor do Adeus" tinha tanto de "Natália Andrade" como a "Natália Andrade" do "senhor do Adeus"! Refiro-me a uma "dessintonia" ante à realidade; todavia, ambos pretendiam dar e receber com o que davam. Um e outro ficaram-se pelo que podiam fazer face às circunstâncias psíquicas, físicas ou congénitas. Nem um nem outro queriam ser alvo de chacota. Viveram na fantasia e se calhar foi a fantasia que os fez viver.

Ruas


Pelas notícias que tive a paciência de ler constatei que a greve ficou-se por números de adesão que ninguém sabe ao certo quais. Nem interessa. O filme é feito para as emissões televisivas. Depois, deu-se o caso de um grupo de "indignados" ter tentado subir as escadarias da Assembleia Nacional. Não sei porque não os deixam subir, as vistas são bonitas dali. Nada é tão bom para um "indignado" como estar com a polícia à frente dos olhos de caras com as câmaras de filmar. No fundo são actores de um projecto de afirmação pessoal-ó-ideológica, o fito é provocar, levar, dar, filmar, enviar SMS's e comemorar. Mais caricato são as cenas infantis dos piquetes de greve, um anátema do próprio direito à greve. Então os camaradas estão a vedar aos outros a liberdade do direito ao trabalho? Por saldo, um dia fatídico para muitos portugueses, especialmente em Lisboa* à custa dos grevistas dos transportes públicos. Os anarquistas e "indignados" devem esfregar as mãos de contentes; uma acção destas não se pareceu com as "ruas árabes" mas já se atiraram umas garrafas com gasolina para umas repartições, que fixe! "Ruas árabes" é pouco para muitos deles, eu diria umas "ruas de merda".


* No Porto, para além dos transportes públicos, quase tudo funcionou normalmente; os correios continuavam cheios, a repartição de finanças estava aberta, e a andar bem, não reparei em nenhuma loja ou restaurante fechado com um cartaz a dizer greve, a escola contígua à minha casa estava a funcionar a 100%...

Foto: "A Bola"

24 de novembro de 2011

Grave

Nunca fiz greve porque os meus clientes pagam-me (independentemente do pouco que seja) para verem os projectos consumados, pagam-me para verem trabalho feito, para trabalhar. Nunca "participei" em greves gerais (?) porque não ando a reboque das agendas ideológicas dos sindicatos. Se há cidadãos descontentes no "público" que saiam para o "mundo real", abram empresas. Mais uma vez, os funcionários públicos provam a sua noção de serviço público, a sua postura para com os outros cidadãos contribuintes que alimentam o vencimento que recebem todos os meses. Não perceber a conjuntura actual, não perceber que o "patrão" não pode pagar mais, não perceber que o "patrão" está falido e que para dar mais aos seus "afilhados" tem de subtrair na distribuição dos outros compromissos, não perceber que  o "patrão" está prestes a deixar de o ser não é Greve, é grave.

23 de novembro de 2011

A política


Conheço muitos políticos. Uns que fazem política na junta de freguesia, outros nas Câmaras Municipais, outros em Institutos, de coiso e tal, outros em Ministérios, outros na Assembleia Nacional. Todos são políticos porque vivem da "política". Entre eles, uns foram "nomeados" há uns anos e "assim" ficaram, outros começaram em "listas" em eleições ganhas ou perdidas, outros ganharam o estatuto nas urnas legislativas; há ainda outros que foram peças de substituição e por lá ficaram. Não estou com prosápia, conheço mesmo. São quase 21 anos de trabalho em contacto com os velhos e novos actores desta farsa nacional. Por uns tenho respeito por outros tenho muitas dúvidas, quando nojo. Em todos eles, salvo meia dúzia de excepções, os dias são ocupados – mentalmente – a "trabalhar" ou em "reuniões" de formação ideológica. A trabalhar! É isto que o povo português tem de perceber. Para a maioria eleita ou nomeada para cargos públicos a política é trabalho, é proveito e segue a "lógica do mercado"! Este é o "benefício" da nossa "democracia" polida no vil conceito de República: todos temos direito... ... ao "tacho", ... sendo que tacho é balbucio que denota um sentimento de inveja que não devia existir em República porque se "somos iguais" porquê invejar? Como é que o povo pode exigir sentido de "Dever" aos seus políticos se na rua só clama por "Direitos"? Porque vem agora o povo, que elegeu esta corja, cismar com os "tachos", esse fruto tão apetecido, sangrado e dividido pelos primos, irmãos, sobrinhos e amigalhaços do próprio povo?
Esta tempestade é um bom momento para se pensar no que é a Política e a República em Portugal.




À que olhar e desviar II


Numa recente entrevista (que necessidade que a imprensa tem em estar sempre a entrevistar o sr. Soares!) Soares, o fiche, disse que gostava de ver aqui as "ruas árabes" e apelou "aos cidadãos de esquerda". O sectário, coitado. O que faria este homem se fosse hoje primeiro-ministro? Aumentava os funcionários públicos? É isso que também está em causa, o sector público; o privado anda a ganir há muito tempo, que o digam os despedimentos que não param de aumentar. Nunca o ouvi apelar "aos cidadãos de esquerda" quando o seu amigo filósofo não parava de aumentar, brutalmente, o défice e a despesa pública. Depois do que fez no processo de descolonização, depois do que fez no processo de admissão à CEE, onde nunca aceitou um referendo ao povo sobre a questão, depois do que fez como primeiro-ministro e presidente da república apelar às "ruas árabes" só se for para satisfação da sua senilidade pirómana. Pedir responsabilidades a este governo é demasiado indecoroso da parte dos políticos antecedentes com verdadeiras responsabilidades na situação actual do país. Com este apelo o sr. Soares sacode a água do capote que escorre com lágrimas pelas atitudes passadas não desta molha inevitável. São apelos que devem ter a importância de uma escarradela no chão: à que olhar e desviar.


22 de novembro de 2011

O passado


Hoje o jornal i traz uma entrevista a Seninho, antigo jogador do FCPorto. Falar de Seninho é falar da minha juventude, ainda criança, dos primeiros tempos em que me começava a aperceber do mundo para além da minha vida familiar. Foi o primeiro jogador que posso dizer que admirei; depois o Oliveira, depois o Fernando Gomes. Adorava ver o FCPorto jogar, e não me importava que não fossemos sempre campeões (como nos últimos anos), o que me atraia era o nome da minha cidade e o aspecto formal do equipamento. Azul e branco, listrado como se um estandarte medieval se tratasse. Um clube moderno com características visuais de farpela ancestral, desse eterno azul e branco português. Desses anos, em que as emissões televisivas eram a preto e branco, nunca esquecerei os nomes da geração de Seninho*: Fonseca, Gabriel, Simões, Freitas, Murça, Rodolfo, Octávio, Ademir, Seninho, Duda, Oliveira e Gomes.
O futebol tem coisas interessantes, mesmo nos cidadãos ressabiados, progressistas, da esquerda moderna, falar de futebol só é possível quando se evoca o passado, esse acto mental tão monesprezado pelos acólitos do futurismo, porque no futebol não se pode falar do resultado que não existe mas somente constatar os resultados conquistados, a sua contabilidade, da primeira e longínqua à última vitória, os nomes que foram, os jogos que ficaram. O futebol é um jogo que se joga para deleite no tempo. Pena que os "adeptos" sejam, numa larga maioria, uma mole de imbecís que se agregam para "festividades" adversas ao conceito de desportivismo.

* Na foto: Seninho, de joelhos, o segundo a contar da esquerda, Ano 1977/78.

21 de novembro de 2011

A revolução Egípcia


Escreve Paula Cosme Pinto no Expresso: A jovem (da foto) tem 19 anos e assume-se como uma mulher "secular, liberal, feminista, vegetariana e independentista do Egito". Cansada do assédio sexual a que as mulheres do seu país foram, e continuam a ser, sujeitas ao longo dos séculos, Aliaa propagou pela Internet aquilo que diz serem "gritos contra a sociedade de violência, do racismo, do sexismo, do assédio sexual e da hipocrisia".
Esta jovem de tão atormentada que anda decidiu despir-se para passar a mensagem no facebook e afins. Vestida não conseguiu fazer passar os seus ideais e revoltas. Olha-se para a fotografia e tudo fica límpido. Vê-se mesmo que ela, revolucionária de esquerda, quer falar aos Egípcios através dos sinais metafóricos da fotografia. Tudo fica claro quando a jovem despe as cuecas e nos diz que é vegetariana, quando pôe as ligas e nos diz que é independentista, quando pinta os sapatos de vermelho, numa foto a B&W, para nos falar sobre a sociedade de violência. Não sei como vai ser o futuro desta jovem de 19 anos cansada do assédio sexual, ao invés do que pensa, a partir de agora, será verdadeiramente assediada. Pela sua veia anti-hipócrisia, concerteza.

19 de novembro de 2011

Faça-se Justiça


Há momentos felizes que nos trazem verdadeiras referências sobre a realidade para lá da imagem. Não podia ser mais oportuna a junção destes dois portugueses na fotografia exposta. Eles representam tudo quanto eu penso da Justiça na República Portuguesa. Não digo em Portugal mas na República da Liberdade, de Abril, do "Portugal não pode parar". De gabardine, o advogado de Duarte Lima, um reputado advogado e político, um daqueles que teve o mérito de "nascer pobrezinho e agora ser muito rico" e que desde 1995 recebe uma pensão vitalícia por ter sido, quase, 12 anos deputado, agora acusado de coisas que demorarão o seu tempo a provar. Do outro um VIP-do-bairro, ou não viessem quase todos os VIP de bairros ou de "ilhas" escondidas nas traseiras de casarões. Um representa a inércia e o figurino da "respeitabilidade" a que todos temos direito, principalmente, do respeito à justiça a 10 Km hora, ou como quem diz, à lentidão processual que "todos merecem", uns mais lentos e arrastados que outros. Do outro um ilustre que se fez à custa de aparecer na TV, sempre à procura do espelho-câmara que o transporte e nos transporte a nós para a verdadeira dimensão deste país-República, sem subterfúgios ou disfarces. Temos assim, duas caras da mesma sociedade, uma que aparenta outra que se mostra como é. Não podemos ser injustos ao ousarmos pensar que o "emplastro" faz figura de ridículo. Ridículo é o que representa a defesa de larápios, ridícula é a figura de uma Justiça que não resolve, que se atrasa, que se imiscui por interesses, ridícula é esta República sectária que continua a dizer que é válida mas que nos cospe com uma ética que nos faz sentir que somos tratados como emplastros.

Foto: DN, © Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens

18 de novembro de 2011

Montagem mental


A marca italiana Benetton deve estar novamente na mó de baixo e vai daí lança mais uma "campanha cultural". Desta vez, decidiu simular beijos entre personalidades conhecidas e opostas em várias perspectivas. Acho piada. Diversão, diversão devem estar a ter os patuscos que cultivam ódios de estimação à Igreja Católica. Não fosse o falso "beijo" do Papa e nem se ouvia falar da campanha. Os inteligentes não se devem esquecer que se trata de uma montagem mental. O que para mim está em causa é o uso abusivo da imagem e não da mensagem que mais não é do que uma anedota duvidosa. Esta é a única razão que eu vejo para o Vaticano pedir a retirada dos cartazes onde esteja o Papa. De qualquer forma a Igreja é atacada quer peça para retirar quer fique indiferente. O que diriam certos lobbys se uma marca de panelas utilizasse caras de homossexuais famosos a dar o dito numa campanha? Todos têm temas sagrados.

16 de novembro de 2011

Da sopinha ao charrinho


Anos a fio fui ouvindo as lágrimas da grande Esquerda contra os períodos do fascismo – Hó, esse fascismo – desses tempos negros da imigração por falta de trabalho, da fome, da miséria, dos caldinhos de sopa de vinho, que fartavam a fome aos velhinhos e aos jovens. Hoje, abri os olhos e li que o progresso não se cansa de chegar a esta terra, os imigrantes partem na Ryanair, os pedintes já têm mais estações de metro para dormir, a miséria não pára de aumentar, as sopinhas de vinho foram substituídas pelo charrinho, pelo cavalo e por outras cenas, de esquerda, fracturantemente sintéticas.

A ser verdade, foi-se o merdoso feriado 5 de Outubro

No fundo, as cabeças pensadoras do regime tiveram receio de cortar o dia sagrado dos sindicalistas, o dia sagrado dos comunistas-anti-fascistas- e-outros-que-tais-com-curriculum-de-1/2 página, os dias mais importantes dos católicos.

ler o resto aqui

À que olhar e desviar


O DN fez manchete especial de dois assuntos esta semana. Dois assuntos  a que convém dar a devida menoridade. No fundo, é publicidade não paga, descarada. A ver, um "estudo" sobre a Maçonaria, apresentado com pompa de descoberta arqueológica, que serviu para um debate num auditório e para promoção do António Reis, o anti-Reis. O outro, a citação em "exclusivo" de frases do novo livro de Mário Soares, como se aquilo fosse poesia, como se aquilo fosse a história de Portugal. Tanto um como outro, António Reis, a sua Maçonaria, e Mário Soares são dois temas que me merecem tanta atenção como uma escarradela no chão: à que olhar e desviar.

13 de novembro de 2011

Três notas após a "Manifestação de Preparação para a Greve Geral"


Após ver nos media os militares a passear em Lisboa com "tarjas" escritas em bom português, num híbrido pré-pós-aborto ortográfico, reflecti o seguinte:
– os militares colaram-se à imagem de "funcionários públicos", meros funcionários. A partir daqui a "noção" de corpo físico da nação vai ficar ao nível dos tropas descabelados e barbudos de 1974.
– Os funcionários públicos queixam-se de estarem a ser prejudicados em virtude dos cortes nos subsídios não recaírem sobre os privados. Ora, coitados, imbecilizados pelos sindicatos anarquistas, esquecem-se que têm sido os privados a sofrer e a berrar com a crise, basta vermos os níveis de despedimentos (já existem, quase, 600 000 desempregados) nos privados... aterrador. Na função pública, só 5 ou 6 e por justa causa. Eu, continuo a achar imoral a cláusula de proteccionismo ao funcionário público que impede o seu despedimento! Não foi uma "conquista de Abril", foi uma "injustiça de Abril" para com a maioria dos trabalhadores portugueses. Se os funcionários públicos não vêm nesta confortável (para já!) condição um privilégio, então que se despeçam e comecem a vida a criar empresas e a gerar empregos!
– Se numa empresa em dificuldades têm de ser os patrões e gestores a pagar do bolso os impostos e os ordenados, digo, tem de ser a empresa a resolver por qualquer meio os seus compromissos, porque razão é que o estado tem de suprimir parte dos ordenados dos trabalhadores dos privados só para compensar as perdas dos ordenados dos seus funcionários visto estar em falência e a levar para a falência a economia privada?
Uma coisa é a diminuição dos salários e benefícios, que é real, outra coisa é os funcionários públicos sentirem-se descriminados e perseguidos. 
Esta mentalidade do estado-patrão é uma prova de que a cantilena socialista-subsidiária pegou fundo na terra árida desta República abastardada.

11 de novembro de 2011

De teste em teste até ser Ministro

Portugal não pode parar!

Acabem os feriados, clarifiquem a memória


Acho giro toda a conversa em torno dos feriados. O povo gosta dos feriados, gosta das "pontes", para o prazer e a preguiça, e gosta das festas. Pior que a quantidades de datas festivas são as numerosas "pontes", bem compridas para se chegar ao "fim de semana". Muitos dos "laicos" aproveitam, bem aproveitadinho, os feriados católicos e nunca puseram em causa a féria desse dia, assim como os ateus no feriado de Natal, dia que apelam de "festa da família" para não causar problemas neurológicos aos seus laicos cérebros. Existem muitos feriados que podiam ser suprimidos mas não por causa da "crise". Não são 5 ou 6 dias de jorna que vão resolver o problema do défice. Eu, simplesmente, suprimia quase todos os feriados porque eles não representam "festa" alguma. Mas não me opunha à evocação institucional da data. Um dos meus "feriados" é o dia 1 de Fevereiro, dia que nunca foi instituído no calendário político. É um feriado de luto. Outros dos meus feriados são as datas em que os meus queridos familiares chegaram e partiram. Todos têm a liberdade de construir datas de evocação. Parar um país para "comemorar-obrigar" à consolidação de datas, que só interessam a seitas políticas, é uma prova da ética republicana. E perguntam-me, e os feriados católicos? De igual modo, acabem com eles. Os feriados têm origem na cultura católica mas hoje vivemos um mundo alheio à espiritualidade. Acabem com os feriados; que não seja por causa do ressabiamento contra os católicos. Tenho a certeza que as datas importantes não vão deixar de ser evocadas, talvez até o sejam com mais paixão. As outras, as que não interessam, serão esquecidas no lixo do panfleto ideológico. Talvez por isso, os republicanos e os camaradas não estejam interessados em acabar com os feriados*, sabem que o povo só sairá à rua pela fé. E quem acredita neste abastardado regime?


(*Se há feriados que não representam qualquer festividade são o "5 de Outubro", "25 de Abril", "1º de Maio").

9 de novembro de 2011

Eu apoio o Otelo se for para derrubar a República!


Porra, camarada, Direita?? Mas então para ti, camarada, os anos em que os socialistas andaram a cantar os amanhãs e a gastar à tropa forra foram anos de Direita?
Apoia a Monarquia, camarada, porque fazer a mesma bosta que fizeram em 74 não leva a nada.

4 de novembro de 2011

Afinal


Afinal o "Hércules" não realizou um só trabalho! Depois de ter surpreendido o mundo com um referendo à austeridade o primeiro-ministro socialista deu o dito por não dito. A UE não parece existir, de facto, até porque me parece inexplicável a falta de concertação sobre o sistema bancário comum, o eurosistema, que tanto "pá" suscitou em Lisboa, a imprecisão sobre o clima económico, o ferrolho sobre o "endividamento" (na maioria dos países europeus, muito abaixo do americano ou japonês!) ou a paranóia com a "estabilidade dos preços"... tudo a cheirar a hálito de arroto-socialista mal digerido. Os gregos queriam "mais Europa"? A "Europa" agora quer tudo menos ser grega.


3 de novembro de 2011

Helênios


Vejo que jorra a boa opinião sobre a atitude do primeiro-ministro grego em fazer um referendo sobre a austeridade imposta pela UE. Esta atitude é boa se os gregos estiverem dispostos a assumir o combate. Não basta atirar as pedras e não aceitar a resposta. Soa-me a covardia. Pobres Helenos. A UE não deve aceitar a bofetada emancipada do Papandreou de bom grado, antes, deve reagir e não se portar como uma vítima silenciosa desta Europa doméstica sob pena de outros conjugues começarem a agir para o torto. Eu, que não sou europeísta, estou a ver a coisa com interesse, estou a ver que esta Europa unida não se entende no essencial, desde a economia à autonomia. A "união europeia" só existiu por duas vezes, na Romanização e no Romanismo Católico, onde a "moeda" era a substância da linguagem e da cultura. Uma suave leitura pela história do mercantilismo, de setecentos e oitocentos, na Europa, também, explica aos mais desatentos porque esta UE nunca funcionará nos moldes (demagógicos) que os socialistas, de oitenta, cantaram como "eterno" e "irreversível"! E não é com estes diádocos que a "crise" vai ser superada.

Bostas

Existe muito odor nauseabundo no mundo. Um que se detecta pelo mau cheiro insuportável é a incongruência. Esta bostada pretende parecer aquilo que não é: um grupo de "anti-capitalistas", mas no fundo desejam é um Estado Capitalista que lhes pague os subsídios, as ajudas, o SNS, as reformas, as cagadas da vida. Cambada de bostas.


31 de outubro de 2011

República em estado des graça


Por todo o lado virtual, onde pára uma notícia sobre a crise económica paira um rol críticas de leitores anónimos. É lê-las. Uma delícia para as teses da má-educação e ressabiamanto caseiro. Mais do que as notícias (manipuladas/manipuladoras) os "comentários" são um tribunal animalizado do conteúdo informativo. É lê-las. As notícias, desta República em estado des graça.

27 de outubro de 2011

José das notícias


Num estilo Saramago José "dos Santos" está em campanha de facturação do seu último livro que fala sobre o "Último Segredo". Diz, está a pôr a público os segredos não secretos da verdade de Cristo. Em resposta a críticas da Igreja, José exclama: A Igreja não deve temer "a verdade"
Obrigado José, por pretender fazer-nos ver a mentira. É pena que eu não queira ler o seu livro pois se ele tem "a verdade", que o José tem, eu sairia muito mais a ganhar pois ao vê-lo noticiar o "telejornal" eu iria saber quem sou. Contudo, eu sabia, tantos anos a vê-lo dar notícias, um dia haveria de vê-lo a querer ser a notícia, a verdade e a vida. E dos Santos já o José é!

25 de outubro de 2011

As prioridades


Nada se faz que não a preocupação do défice, das contas, dos juros. É ver os políticos empenhadíssimos a tratarem dos "problemas" prioritários. Entretanto parte da vida fica de parte. Nunca houve tanta violência gratuita, parte dela encostada à conta da "crise". Como nos últimos anos o socialismo só se preocupou com garantias e mais garantias para os cidadãos, esquecendo-se de professar os deveres, a coisa chegou onde chegou. As leis já deviam ter mudado de acordo com a realidade; o tempo do ladrãozeco com escrúpulos acabou. As penas de prisão têm de marcar a vida dos delinquentes tanto quanto as acções destes marcam a vida das vítimas. Entretanto mais pessoas vão morrendo à custa de uns maços de tabaco, jóias, ATM's, carros e arrufos com ex-namoradas. A escumalha diverte-se com a legislação. Mas primeiro as contas, depois a vida.

24 de outubro de 2011

O camarada


O camarada Vasco diz ao povo que se sente roubado e apela a que ele vá para a rua. Concerteza a Associação 25 de Abril distribuirá as armas. Eu também me sinto roubado. Desde o 25 de Abril que a corja tem andado a aviltar-se dos dinheiros públicos, até hoje. É curioso o camarada não se ter sentido roubado, desde então. O que ele quer é outra coisa, é gerir as convulsões. Depois, nota-se aquela espuma a sair da boquinha quando tem oportunidade de proferir a palavra "direita", que tantas saudades deixa nos camaradas.

22 de outubro de 2011

Mudar

Nestes dias em que tanto se critica a austeridade eu lembro-me dos anos em que a visão da maioria das pessoas era de "crescimento". Portugal era um paraíso, entretinha-se a refinar as suas teorias das vitórias Abrilistas e a projectar um futuro lindo e terno regado pelos milhões da Comunidade, conforto conseguido pelo herói anti-fascista Soares. Os políticos da altura (que hoje, mais velhos, se regalam com o conforto da massa conquistada e do poder instalado) falavam como evangelistas, falavam dos seus sonhos como dos nossos se tratassem. Talvez por isso, nem um só momento dei de atenção a tais homens que na altura pensava serem apenas interesseiros mas que agora chamo de ralé. Acho lastimável a impunidade e a leveza com que olhamos para os actos políticos, para a anestesia a que fomos votados, mas não me admira. Um país que esqueceu e não condenou o assassinato covarde de um chefe de estado não pode crescer saudavelmente. O sentido crítico foi vendido às mentalidades dominantes, de uma forma tão corrupta, moralmente, como a corrupção material. A história está perante nós e pergunta-nos constantemente: como chegamos aqui? Neste momento, devemos olhar para nós e perguntar onde pára a nossa consciência, depois devemos reflectir porque devemos acreditar mais nos outros do que em nós e exigir aqueles que nos fizeram promessas, à nossa custa, os resultados. Os tempos pedem-nos uma mudança radical desde o regime ao sistema. O que vejo é que poucos querem mudar. Poucos questionam a República: "há problemas mais importantes", dizem. Não se fala de mudança mas de constança, não se olha para trás. Vem aí as greves, as indignações, as manifestações pela não mudança. São sinónimos da mentalidade instalada pela propaganda da república, do vício da passividade, da preguiça física e mental, do desejo da permanência dos subsídios gratuitos. Vem aí a luta, mas ao invés dos que lutam com consciência pátria esta será uma luta feita pelos que estão a favor de uma doença que os fará enterrar.

21 de outubro de 2011

20 de outubro de 2011

Indignados Vs Indígnos

Está bom de ver que nestas manifestações anti-troika está a mão dos extremistas-anarquistas e dos partidos de esquerda. Hoje, em Atenas, os meninos chatearam-se de atirar pedras à polícia e ajustaram argumentos entre eles. Porque lutaram entre eles? Ora pelas posições de "batalha". Isto de política de rua é coisa que os camaradas e a escumalha sabem fazer como ninguém.

17 de outubro de 2011

Um país de abortos


Somos um país de abortos, onde a maioria que aborta são abortos desresponsabilizados por uma lei feita por abortos.

16 de outubro de 2011

Pudera


Há uma "classe" de portugueses que se chamam "constitucionalistas". Estes, consideram-se uma eminência à parte. Tudo indica, porque foram os pais ou mentores desta bosta de Constituição, facciosa, politizada, interesseira e armadilhada para durar a eternidade. O constitucionalista Gomes Canotilho fala contra os justiceiros!!! Também fala em "República". Claro que é preciso ter cautela com os justiceiros que clamam por justiça e com os "pelourinhos". Pudera. Guilhotinas e cabeças a rolar nas mãos do povo irado e imbecilizado só na longínqua e muito amada Revolução Francesa. A tal que pariu a febre revolucionária vintista e a, tão actual, legião de admiradores das grandes esquerdas que agora não vêm razões para serem julgados pelos mesmos meios!


15 de outubro de 2011

Anúncio

Jovem adulto, sem barriga e fotogénico, propõe-se para comentador na RTP. Assunto sério. Aceita qualquer horário; respeita a hierarquia. Bom trato e eloquência. Diversos graus académicos, o que permite colocar Dr. antes do nome. Está habilitado a falar de tudo e mais qualquer coisa excepto sobre mudanças de sexo. Gosta de ironia e não tem problemas em falar de forma inflamada/revolucionária nem em mandar unir o povo e corrê-lo para rua ou para a respectiva família, conforme obrigar o teor do programa. Não se importa que as mesas sejam redondas. Aceita os honorários praticados, embora lhe desse mais jeito o patamar dos 600 euros por faladura .

Sim

Sim, os funcionários públicos estão a ser prejudicados pelo patrão-estado lhes estar a tirar 2 salários-subsídios. Não, os funcionários públicos não são apenas e só prejudicados, são beneficiados por um apoio à doença e pela "bênção" inaceitável de não (a ver vamos) poderem ser despedidos. Sim, o facto dos funcionários públicos não terem, até agora, o espectro do despedimento coloca-os num lugar de privilégio, inaceitável numa "República", face aos outros cidadãos. Sim, a "progressão, automática na carreira" é sinónimo de carreirismo, laxismo e oportunismo. Não, não sou contra o funcionalismo público, sou contra a situação inaceitável em que o Estado se encontra face à reles apropriação, indevida, dos seus governantes que usaram o estado como de uma empresa privada se tratasse, pronta a empregar, dar e distribuir.

Fedor

Um "herói" americano com o nome Fodor está a agir para proteger o seu bairro em Seattle. Faz patrulhas e fornece porrada mesmo sem saber bem se está a fazer justiça! Seria interessante importar o Fodor ou o conceito para cá. Eu dava-lhe o distrito da Assembleia da República – S. Bento – Belém. A ver se Fodor acabava com este fedor.


14 de outubro de 2011

Ingestão


Mandaram vir, mandaram fazer, abriram os cordões ao saco roto e encheram-no de dinheiro emprestado. O povo que protesta é o mesmo que aplaudiu a orgia de afazeres e subsídios para o povo unido. Durante os anos do frenesim do socialismo (governos do PSD incluído) ninguém protestou contra esse "progresso" e esbanjamento do país. Só agora estão indignados, os putos, os rascas, os betos, os trabalhadores e subsidiários, os frustrados de bolso vazio e cheio. Querem mais do mesmo folclore despesista. Mais Estado.  Mais ingestão.

12 de outubro de 2011

Adoentados


Os dados dizem que o nº de pessoas que se deslocam às urgências tem estado a aumentar. Estes dados parecem reflectir, depois de uma redução acentuada entre 2006 e 2009, que a crise está a tirar as pessoas dos seguros médicos e dos consultórios particulares. Como não há médicos suficientes nos centros de saúde o povo dirige-se para os hospitais. Esta migração tem duas consequências, faz aumentar a despesa pública (deste SNS bem gordo e sedento) e faz aumentar o tempo de espera para aqueles que realmente se encontram de verdadeira urgência médica. Com a saúde não se brinca, dizem, apenas com a nossa saúde mental e moral. A "Crise" tem destas crises. A nossa, da República, já dura há muito. Somos um povo adoentado.

11 de outubro de 2011

Teostocracia

O estilista Nuno Gama participou na ModaLisboa com uma "colecção" inspirada nos homens que frequentam os ginásios e consequente "teosterona". Depois, explicou, que se inspirou nesses homens, no código de "balneário" e na "aristocracia". O resultado foi um desfile que se chamou "teostocracia" (salvo erro de junção de letras!). Em momentos de crise instalada eu dou palmas às fontes de inspiração dos portugueses, dá para o desenrascanso. Sei que é coisa de estilista, esse cruzamento de homens, balneários, teosterona e aristocratas com meia calça e camisas de renda. Pronto. Era muito pior se se fosse inspirar nos pouco machos, flácidos e povo unido. Não está na moda.

10 de outubro de 2011

Manuel Bento


Se fosse vivo o meu irmão mais novo, Manuel Bento, fazia hoje 46 anos. A sua perda, há 21 outonos atrás, faz-me sentir o tempo de uma forma pausada e presente, todo o passado é presente; o passado sentido. De qualquer modo o tempo que falta para o nosso reencontro será sempre curto. Tudo é pouco ao pé da eternidade.

6 de outubro de 2011

Um sonho de 5 de Outubro


Ontem, tive um sonho de 5 de Outubro. Pelo almoço, um repasto de sonho (que bem dirige estes eventos a minha prima Rosarinho!) com dezenas de familiares numa quinta de família, em Mansores. Ao jantar, em casa de uma das minhas tias, um jantar de aniversário, de uma outra tia, com os meus irmãos e a nossa descendência. Ao deitar um sonho peculiar! Ainda antes da meia-noite desse dia, sonhei que estava a dar uma entrevista na televisão (sonho inédito)! Falava e falava contra os corruptos que nos governavam, dos terroristas que implantaram a República, da escumalha que apoiava o terrorismo como forma de implantar um estado de "direito", das anedotas de "presidentes" que tivemos na I e II república, dos presidentes saídos da corruptela partidária do pós-25 de Abril, dos esquemas e falcatruas que o regime permite, do autismo de que padece o cidadão português. Já alto no sonho, disse para o ecrã que ia para a rua e que o povo se me juntasse para um golpe de estado!!! Vi-me na rua, de megafone, a comandar uma multidão vestida de branco (!) a derrubar a república e a ver a monarquia renascer naturalmente (apareciam bandeiras brancas com o escudo real ao centro nas varandas dos prédios), sem tiros apenas com palavras de ordem e a dirigir centenas de pessoas apressadas; os militares também estavam fardados de branco (!), dezenas de prisões erguiam-se; o sonho parou quando eu estava a ditar a lista dos governantes que iam a julgamento sumário pelo estado da nação, todos, sem excepção. Espevitei, acordei. Foi o cansaço, com certeza, ia precisar de várias semanas para alinhavar a lista. Que sonho de 5 de Outubro.

1 de outubro de 2011

Loucura


A loucura não vive escondida, anda à solta. É deprimente ver todos os dias relatos de assassínios entre familiares. É o marido que esventra a mulher, o irmão que mata o irmão, o filho que esfaqueia a mãe, o ex-namorado que queima a ex-namorada. A loucura tem cara e olhos. Poucos destes assassinos terão problemas congénitos patológicos. A maioria dos crimes são laivos de frustração, ausência de valores e ódio latente que se descarrega em quem está mais próximo. É mais um espelho – pleno de perguntas – que se põe à frente deste modelo de sociedade de "modernas" virtudes, complexadamente inspirado pelos amanhãs que cantam, mentiras de encantar.

Buracos


Para que não hajam dúvidas convém esclarecer que, o "buraco" de 6 mil milhões de euros nas contas da ilha da Madeira significam 6 mil milhões gastos aquém do orçamentado!! Gastos que foram pagos, em vias de pagar ou em risco de não serem pagos (o que representa, igualmente, prejuízo material). E, como obscenamente diz o governador do arquipélago, o "buraco" – indecoroso e a descoberto – da República é bastante maior. Convinha que o jornalismo, de chinelo, tenha pudor e dê o mesmo tratamento aos governantes do continente que dão a João Jardim e os classifiquem com os mesmos epítetos. Que rica vala comum os recentes políticos escavaram.

29 de setembro de 2011

Venha o Rei


Hoje estive a dirigir a montagem de uma importante exposição. E, na vicissitude dos vários problemas surgidos, lembrei-me deste regime republicano! Tal e qual. Foi, corta e substitui. Não basta falar das peças, há que mudar o tabuleiro! Sem preconceitos; com projecto.
A mudança que o país precisa não se faz só por mudanças de roupagem. Mudam-se as vontades, mudem-se os tempos e modos de regime. Caia a República, mude-se a orgânica, faça-se a lavagem da esterqueira, esprema-se a "democracia" e vamos a ver o que isto dá!!! Por muito que os falsos "Moisés" nos queiram levar para a margem das falhadas "virtudes",  a travessia deste deserto só se fará com a esperança. Por algo novo,  transformador e egrégio.

27 de setembro de 2011

Sóquete tigela


A imprensa de sóquete tigela teima em colocar epítetos em numerosas personagens. Vive-se a moda de enunciar as pessoas por um só nome ou apelido {Freitas, o Esteves, Carvalhas} – como se toda a gente reconhecesse a "figura" como "representante" desse nome –, vive-se a mediana de apresentar as pessoas por uma suposta "qualidade". No que toca ao "jet Set", então, a coisa é caricata. Um conhecido travesti é apelidado de "Conde" – "o" Conde –. Sei que para muitos, dos que escrevem e dos que lêem, colar um Conde, ou afim, à "qualidade" (pela falta dela!) de certas pessoas é motivo de regozijo, de deixar espuma e satisfação nas entranhas. É algo que lhes está nos ossos, herdado, certamente, pelos sonhos do igualitarismo de cacete. 
Nem todos têm de entender/perceber de história, da história das sociedades, das regras de nobilitação do antigo regime, mas desfigurar um título colando-o ao sabor dos complexos é falta de cultura e de gosto. Toda a gente quer ser qualquer coisa, um degrau acima, a República agradece e distribui os baptismos com  Donas, com Senhoras Donas, com Doutôras, os Stôres, os Senhores engenheiros, os "Reis", da bola, da música e variedades. "Ó Rica" sociedade de meia, não, sóquete tigela.

23 de setembro de 2011

Heroico ato


Um ato do ativo ator Joaquim, cheio de ação e efetiva conceção, e de excecional tato mental, fez com que o público tivesse uma reação coletica de profunda estupefação pelo introito. Joaquim adotou uma postura seleta e vai daí de jiboia, cato e boia na mão atirou uma joia para a plateia – os que o veem nesta atitude  de correção e exata postura enchem de palmas o noturno teatro. Que excecional talento deste ator, de tão bom aspeto, que também é arquiteto, diretor, colecionador, confecionador e um reto e seletivo cidadão, curiosamente, batizado no Egito nesse distante verão de 1960. Ele é uma autentica autoestrada de estoicismo e há de, um dia, chegar a presidente da agroindustria local. Podem crer os que me leem e os que me releem.



*prosa escrita ao abrigo do "acordo (!) ortográfico" desta abastardada III República

21 de setembro de 2011

Para o Filipe Figueiredo


Os melhores momentos são aqueles em que eu sonho o presente com a imagem das minhas memórias.

19 de setembro de 2011

Da "democracia"


Nunca gostei da malta ostensivamente chunga, dos gunas hiper-malcriados, dos arruaceiros, da escumalhada, no modo e princípios, mas devo admitir que esses, pelo menos, apresentam-se como são. A maior parte não esconde o que é e ao que vai. De há uns tempos para cá tenho ganho maior repúdio pelos hipócritas bem aparentados que não passam de chungas, gunas e escumalha. O preconceito sobre a aparência é o primeiro erro para suavizar a crítica. Os últimos 20 anos têm-me dado razão: a "democracia" tem dado legitimidade para a desculpabilização dos detentores de cargos públicos e governativos. Não basta a "História" fazer justiça. Há muita ralé bem posta que já devia ter sido condenada pelos crimes e traições à pátria Portuguesa.

A intuição existe?


O presidente sabia, o coiso sabia, eles sabiam, tu sabias, vós sabieis, já toda a gente sabia.

16 de setembro de 2011

Nojo de contas


A nova revelação do desastre financeiro da Madeira parece uma catástrofe, de tal forma que com eleições à porta o PS já anda a pedir satisfações em jeito de colagem do partido do governo da república ao partido do governo madeirense. Podia ser a catástrofe mas não é. É um nojo. É apenas mais um grão na catástrofe contabilística que herdamos de seis anos de socialismo – que era quem devia ter fiscalizado à data! Mas bem sabemos que os fiscais, nalguns sectores, são mais de ir levantar o envelope. Fiscalizar com ética e legislar com dureza serão as ferramentas para prevenir futuras "derrapagens" e dolosas omissões. Quanto ao governo madeirense, muito chia o Alberto contra o "25 de Abril" mas agora é graças à inexistência da culpabilização/responsabilização criminal dos políticos – que "Abril" não quis – que o Alberto vai verter copos descansado num jardim qualquer.


15 de setembro de 2011

Explicar o assobio


Assobiam-me porque sou bonito, rico e um grande futebolista. Não tenho outra explicação”, disse Cristiano Ronaldo Aveiro. O que me retém nesta frase é o "Não tenho outra explicação". Eu explico. Eu teria seis a sete explicações para sugerir ao Cristiano mas duvido que ele as percebesse, também, porque os assobios não são frases mas um instrumento visual que advém de uma reacção a. O que ele está a intuir deve ser muito próximo do que intui uma miúda espampanante quando a trolhada lhe assobia do outro lado da rua.

12 de setembro de 2011

... e vão 7


Esta mania de eleger as "maravilhas" tem tanto de patético como de pernicioso. Por um lado denota o perfil feirante das mentes proponentes das "maravilhas", por outro tem o perigo de comprimir um todo de características e conhecimento numa nota de enciclopédia. Pior, faz-nos tender a resumir numa emoção o "objecto" que vai a "votos"!! Se a democracia faz com que os políticos eleitos o sejam, muitas vezes, por minoria, esta ideia de levar a "democracia" sobre todas as coisas tem o seu quê de diurético. Mas, foi para isto que também se fez o "25 de Abril"...
Uma ideia para os senhores promotores destas eleições: elegerem as 7 mer_avilhas da coisa pública nacional-republicana.* 

* Nesta altura de crise, para resfriar os custos, pode-se aproveitar, até, o logo das comezainas de garfo e faca, tem tudo a ver; falta só acrescentar uma desnudada ou um barrete.

10 de setembro de 2011

A revolução do burguesismo


De serralheiro a "editor" e "saneador", de anti-ditadura a favor de uma dura ditadura, de escriba a "nobel", de auto-didacta a "doutor", de seminarista a ateu, de revolucionário de massas a massas na conta bancária, de perseguidor dos "ricos" a rica estadia com laivos "iberistas"; levado ao colo pela "situação", pelo "estado", pela grande esquerda, analfabeta e alfabeta "anti-fascista". A grande revolução para o burguesismo continua. Euros e bright lights para a sua memória.

6 de setembro de 2011

Os estrangeiros podem vir em equipas comprar as nossas empresas mas já não são bem vindos a dar pontapés na bola


"O Presidente da República, Cavaco Silva, condecorou nesta terça-feira a selecção portuguesa de futebol de sub-20 que se sagrou vice-campeã no Mundial da categoria, que decorreu na Colômbia". – Os jogadores foram empossados "cavaleiros" da Ordem do Infante Dom Henrique, e para a equipa técnica a "Comenda" da Ordem do Infante Dom Henrique. Bem, não vou fazer comentários sobre a contradição que é esta República distinguir cidadãos, quando propala a igualdade de punhos cerrados, muito menos sobre a mercê de "Cavaleiro", mas não me posso deter sobre os comentários que o Presidente fez sobre o número de jogadores estrangeiros a jogar em Portugal. – Então o Sr. Presidente não gosta dos feitos dos nossos jogadores que jogam no estrangeiro? Então não somos um país moderno? Que vocemeçês quiseram globalizado? Invadido por tudo quanto é marcas? Invadido por tudo quanto é gostos e desgostos? Invadido por tudo quanto é conceitos e tiques do estrangeirismo? Vocemeçês não passam a vida lá fora a estender a mão e a pedir para os de fora virem investir (comprar) o que é nosso? Se tudo o que temos é maioritariamente forasteiro porque raio não podemos ter jogadores de aquém e além mar a dar uns pontapés numa bola?

4 de setembro de 2011

Nova Constituição


O António Barreto toca num ponto sensível. Esta República é a imagem da Constituição, tosca, supérflua, inoperante, complicada, cheia de subterfúgios e ratoeiras. Bastavam doze artigos e que nenhum deles impedisse o povo português de escolher o regime em que quer viver.

3 de setembro de 2011

"indignados"


Um grupo de cidadãos, concerteza "indignados" contra qualquer coisa, auto-intitula-se "gang de xangai". Quando eu vejo o povo afirmar-se com este tipo de ocorrências, diáriamente às centenas, lembro-me das palavras "democracia", "25 de Abril" e "liberdade". Obrigado, srs. políticos, deputados e legisladores era bom que experimentassem várias vezes ao dia a "democracia" que alimentais...

2 de setembro de 2011

Desertores


No mundo (à parte) do futebol, o seleccionador "nacional" disse que o jogador Ricardo Carvalho era um "desertor". Desde logo a imprensa escrita e falada convocou as autoridades intelectuais e morais para debater este epíteto. Eu sei o que significa Desertor. O Ricardo Carvalho lá teve as suas razões, eu diria que foi mal educado, mal criado, mal humorado, deselegante, pretensioso, incumpridor, mas desertor é uma expressão que remete para um contexto uns andares bem acima do condomínio relvado onde vinte e poucos se entretêm a correr e a ganhar muito dinheiro e tempo de antena. Desertar pode estar associado a Covardia, pode estar associado a Traição. Um desertor também é alguém que foge, mas entre fugir e abandonar há muitas diferenças e o medo – enquanto emoção indutora da fuga – não é desculpa pláusivel se o corpo mental do indivíduo for constituído por princípios e valores éticos e afectivos. Depois há a Coragem; nas minhas quatro décadas de vida aprendi que a coragem cruza-se com o carácter e que apenas parte dela é submetida na massa muscular.
No Portugal real eu conheço desertores, porventura bem amados pelo povo, bem amados pela conveniência da "situação", desculpados pela ocorrência das historietas, desertores desculpados pelo regicídio, pela "república", desculpados pelas "revoluções", pelos cravos, pelas rádios argelinas, pelas "descolonizações", pelo pântano, pela tanga. Se a esses o povo chama "heróis" porque haveria o Ricardo Carvalho ser um desertor?

1 de setembro de 2011

Atear


Há umas décadas, a nossa opinião era formada pela leitura do quotidiano que nos envolvia e pela procura dos nossos temas, dos temas que nos perfaziam. Havia, assim, uma procura activa na informação que fruíamos. Hoje, a procura resume-se a ligar botões dos aparelhómetros e somos (na maioria) potencialmente consciências passivas. Passamos de 2 noticiários por dia, no recente séc. XX, para 24 horas de noticiários e de "grande informação", adjuvados por paineleiros, comentadeiros e azeiteiros. Se a isto juntarmos as centenas de blogues e sites informativos, estamos a ver que a mente das massas está confusa com a profusão. Tudo leva a crer que o cérebro das massas não está preparado para decifrar tão bondosa quantidade de informações e opiniões. O efeito mais visível é a irascibilidade com que os "leitores" comentam as notícias dos jornais on-line. Todos acérrimos, todos iguais na maldicência. Este pormenor é o melhor exemplo do efeito de contágio que é gerado pelas repetidas mensagens nas televisões, jornais e afins, que não se cansam de propalar-incendiar os fenómenos das "primaveras-árabes" e o direito dos "indignados", da crise, do mata-esfola, etc. Muitos dos temas/assuntos que nos deviam motivar para a vida e para a verdadeira cidadania estão condicionados pelas problemáticas que nos impingem. Por aqui o contágio, para já, está nas palavras mas não deixa de ser notório que as TV's pretendem sangue em directo. É quase como a panca dos incendiários, atear o fogo para depois ficar a ver.


31 de agosto de 2011

E recordar é viver



Poluidores


Um "jovem" político de nome Jorge Moreira da Silva, do PSD, acha que se deviam taxar os poluidores. Ao ler isto fiquei com a minha imaginação a delirar e a escrever e a inventar brochuras e livros! Apoiado pelo frenesim desenvergonhado da criação de novos impostos que emana nesta III República, este político, não surpreendeu. Os portugueses já perceberam que o Governo vai apoiar o Estado e aumentar o nível suicidário de impostos, tudo para que a República se mantenha. Algumas medidas são boas mas a aplicação das mesmas vai ser improvável pelo que o terrorismo fiscal será a alternativa. Para suavizar o saque, um discurso polvilhado de "os ricos que paguem a crise" vai servindo de anestesiante.
Taxar "poluidores". Fiquemos pelos poluidores individuais da atmosfera. O governo aplica impostos aos importadores de automóveis que os vão reflectir nos compradores-poluidores. Os poluidores, para poderem guiar a máquina já têm de pagar um imposto de circulação, têm de pagar impostos na gasolina, realmente só falta pagarem a poluição que provocam. Falta também um imposto para se ter "direito" de conduzir à semana e outro para conduzir ao fim de semana, visto que também já pagamos o imposto das portagens. Bem vistas as coisas, para além do imposto na compra do tabaco estão a propor outro imposto para se ter o "direito" a levar o cigarro à boca.  Não falta vamos pagar um imposto para ter "direito" a falar. 

Ponte


Não espero que tal aconteça, mas se a ponte cair a partir daí voltam a chamar-lhe Ponte Salazar!!!

29 de agosto de 2011

Elites


No decurso da pergunta do Miguel Castelo Branco, "Há elites em Portugal?" eu digo que há e que houve. Elites que não no campo político. Pensando bem, desde o séc. XVIII que a política só atraiu gente menor, interesseira e criou escola no Liberalismo. Olhar para as elites políticas é olhar para um ocupado espaço vazio de gente. Fora da vida política, a que interessa mas que também está sobre a alçada da gente que governa, existem elites composta por cidadãos íntegros e distantes da choldra. O nosso problema não é só a falta de gente que imponha credibilidade é a noção, martelada pela propaganda do igualitarismo, que recita ao povo a lenga-lenga dos direitos, do direito às vagas das cadeiras do poder. Depois, o povo hipnotizado pelo romance desta democracia republicana não distingue o odor do trabalho do odor do roubo. Não distingue o público do privado. Não distingue honra de pretenciosismo. Nunca vislumbraria uma elite porque para o povo esclarecido "elite" é algo que já devia ter sido esmagado numa qualquer revolução.

Universidades


Há universidades, "universidades sénior" e desde há uns anitos uma "Universidade de Verão". Estive a tentar perceber o que é a coisa e tenho para mim que a Universidade de Verão é um sucesso garantido para os seus "fundadores". Conheço algumas pessoas, professores aposentados, cidadãos virtuosos, etc, que têm no curriculum serem Professores Universitários... de uma Universidade Sénior! É bom, ganha-se algum, fica-se com prestígio e até muitos dos alunos podem dizer que fizeram um curso numa Universidade. Com a "Universidade de Verão" a coisa pia a sabedoria vinda da arte política, selectivíssima, só aceita "bons alunos", quadros do partido, gente de referências que queiram pensar o país 24 horas por dia. O prémio será porventura uma colocação no local adequado à formação que granjearam, a expensas do país. Pelas minhas contas, se em cada ano se formarem 100 alunos, já existem 700 a 800 "jovens" com curso superior desta universidade, prontos para pensarem o país, "convencidos de que podem mudar o mundo", mas o país não melhorou, tem piorado. Será da qualidade dos professores?

26 de agosto de 2011

Sai uma tónica para esta República



Os jornais andam pródigos em comentar as medidas e mais "medidas" que o FMI e este governo andam a fazer. A mais notória é a tónica do "fechar". Fechar "organismos", fechar escolas, fechar hospitais, fechar empresas municipais, fechar "um ciclo"... Se fecham é porque não devem estar abertas, em uso, não deviam ter aberto; são, porventura, dispensáveis. Esta é a tónica da República: abrir e fechar, à custa da despesa, porque pela despesa se "fecha e se abre"... a seguir. Tenho pena é que, estes "eleitos", não cheguem à conclusão que também devem fechar as Procuradorias, os Supremos disto e daquilo, os Governos Civis (estão já foram), as Chupadorias e toda a artilharia de presidências que se implantou nos últimos cem anos ao som dos tambores "é tudo nosso". No fundo estão a reconhecer a tónica da República e do que esta é e se tornou, uma imensa avença de interesses que borbulham nos brindes sigilosos, uma extensa promiscuidade entre Pátria, Estado e propriedade privada, entre serviço e carreirismo.


os esposos


Parece que anda uma movimentação contra o director do semanário Sol, pelo mesmo ter falado na terminologia propensa aos membros de casais gay. Ora, como eu aqui já referi há uns tempos, se os homosexuais e lésbicas quiseram ter direito a um "casamento", e tudo o que mais prover aos casamentos de heterosexuais, com essa específica terminologia, o tratamento social dos pares também deve ser assumido, ou será que pretendem inventar um outro nome para os conjugues? Sendo assim quando o A apresenta o B apresenta-o como: – o meu marido. E dirá o B: – o meu marido – também. No caso de lésbicas: – a minha mulher, ou esposa – a minha esposa, mulher. É óbvio que os casamentos de homosexuais serão compostos por dois maridos ou duas esposas mesmo que um dos conjugues se ache a mulher, ou homem, do outro.
E assim, lá conseguiram a expressão "casamento", e assim, lá terá de dizer o chefe do registo civil: – E assim vos declaro marido e marido...