22 de janeiro de 2011

A conta


O montante global para pagar as despesas destas eleições presidenciais deve chegar a 11,3 milhões de euros. Este dinheiro sairá do orçamento do estado, parte para o pagamento de compra de direitos de transmissão nas TV's e rádios e outra parte para as contas dos candidatos afim de pagarem a propaganda (conta que também é aforrada por donativos de amigos que acreditam piamente que eles são a cara do país). Se os candidatos ao emprego de presidente da república não podem configurar candidaturas colectivas e se o emprego a que se perfilam emerge de uma consciência de independência e imparcialidade face ao sistema porque razão é que os cidadãos devem pagar as aventuras dos proponentes? Já sei o que estão a pensar! Que a "democracia" tem custos! Mas para mim o argumento constitucional é uma falácia. Se ao invés de 6 houvessem 300 candidatos a conta seria bonita e rapada à migalha para cada um. A República é isto. Um regime que promove a partidocracia, com dinheiros públicos, em toda a hierarquia do estado, a escalada de inúteis que se apropriam dos dinheiros públicos e a sombra das ideologias no contexto pátrio que devia primar pela isenção e comunhão. Desta ocidental praia lusitana ninguém parece importar-se com este regime em decomposição. Dizem-nos que a constituição é para cumprir. Eu digo mais, é para açambarcar.

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