26 de janeiro de 2011

Haja dieta


Neste país do ver se te avias eu de vez em quando faço dieta. O colesterol agradece. O corpo fica mais leve. Na verdade ando a fazer duas dietas, que aconselho. Alimentar (nem imaginam a canja saborosa que jantei ontem) e dos media. De televisão só desporto ou séries juvenis, de jornais nada, que entopem as artérias cerebrais, de revistas as técnicas, somente, de rádio as estações festivaleiras que não têm blocos noticiosos, de internet só o mail, uma boa dezena de bloggues e um ou outro site noticioso, mas não mais do que 3 minutos/dia. Isto, por vinte dias, repetidos durante o ano, e o corpo fica são e limpo das bactérias nocivas que poluem todo universo da comunicação nacional cujos riscos para a saúde mental são gravíssimos e sem vacinas conhecidas. Enquanto no regime alimentar o peso é visível numa balança no regime mental, se não se tomarem medidas, o balanço pode ser uma irreversível trombose de imbecilidade e seguidismo(1), quando não um terminal vício em paineleirismo-cronismo(2), o que pode conduzir à morte dos neurónios da razão e da personalidade. Haja dieta.


1) Um dos casos graves mais frequentes é o complexo de esquerda e o porreirismo pá. Em casos mais agúdos a associação destas duas doenças pode levar à degeneração das capacidades da fala e à articulação de frases desconexas tais como "onde estavas no 25 de Abril?".

2) No caso de frequentar a república portuguesa, aconselha-se a não exposição aos canais de "informação" nacionais, especialmente a seguir a períodos eleitorais

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