17 de janeiro de 2011

Ora


Tal é o homofobismo que tresanda na internet que eu sou compelido a dizer uma opinião. Pretender suavizar ou desresponsabilizar um crime com a desculpa de uma pessoa ter assumido um delírio psicótico momentâneo e daí à sua inimputabilidade é o mesmo que defender a inumputabilidade para os pedófilos, por exemplo, que devido à sua psicose cometem uma violação. Quantos pirómanos não entrarão em delirio psicótico durante o atear de um fogo posto? Porquê perseguir os criminosos de guerra? Ora. Não estamos a falar de um acidente ou de um acto para salvaguardar a própria vida. Parece-me que se este crime tivesse sido cometido na merdaleja portuguesa a onda a favor do "menino bonitinho" era muito menor. Porque o cúmulo jurídico em Portugal é, para o cúmulo, ridiculamente (obscenamente) menor e as penas são cumpridas pela metade, quando não pelo quarto do tempo. É esta consciência da pena a cumprir que em Portugal faz falta. Ora. O que faz falta a muita malta é uma consciência dolorosa das consequências que deveriam advir dos "delírios" praticados nos crimes, particularmente nos crimes de sangue.