13 de janeiro de 2011

Quem vê caras não vê escumalha


Quando era pequeno tinha uma ideia, concreta, do que era a figura de um criminoso. Por duas vezes (antes dos anos 80) acompanhei o meu avô ao tribunal em acções em que este interpôra contra assaltantes. A figura e a cara da canalha era descomposta, indigente com mau olhar. Ao sair do tribunal, um desses assaltantes, olhou para mim de olhar vesgo e envergonhado. Havia vergonha. A sua família chorava, a rua cheia de gente, mas as palavras que se ouviam eram contra o assaltante. O meu avô não precisou de guarda-costas, foi sozinho comigo e sentamo-nos sem constrangimentos na sala de audiências. Hoje olho para as notícias e jornais e tenho uma nova perspectiva, também concreta. Boa parte da escumalha que grassa na actividade criminosa, anda toda laroca, com jeans abaixo das cuecas, com camisolas da moda, brinquinhos, corte de cabelo estiloso "à Ronaldo" e com graciosas namoradinhas (também há uma boa dose de escumalha que prefere a gravatinha, tem cara mais buchechuda e actua, ao invés da rua, em escritórios e afins). São na maioria jovens carentes do pecúnio alheio, cheios de refrega na venta e sem problemas em matar; tudo pelos "intentos". Muitos devem pensar que são "heróis" de filmes de acção – americanos – desejosos de viver o pseudo-romantismo que os Yankees gostam de dar à coisa... Da forma como a "justiça" tem formulado as suas leis em Portugal, a escumalha tem ampliado o seu leque de intervenções sem medo de retaliações, sem medo da polícia. No fundo agem sabendo que têm um rol de probabilidades de não serem presos, pelo menos, por muito tempo. Esta escumalha de carinha laroca sabe que ser giro e laroca os torna mais insuspeitos e os coloca no terreno da "simpatia" e na esteira Socialista que exige oportunidades iguais para toda a gente.
Quando estou num Shopping com a minha filha mais velha costumo gracejar e dizer-lhe: "Olha Joana, que rica mole social podes ver nestas "avenidas"! Por detrás destas carinhas larocas e roupinhas da moda escondem-se, certamente, criminosos em full ou part-time. À noite arranjaram carro, por carjacking, violentam e roubam sem escrúpulos, à tarde levantam-se e vão fazer compras com os conjugues para os Shoppings, desfilando qual passarelle, depois de uma mariscada vão curtir para uma discoteca. Tudo a que têm "direito"."

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