7 de fevereiro de 2011

O lugar do morto


Embutidos na carripana do regime somos conduzidos, à vez, pela corja de chauffers profissionais que tudo fazem para acelerar as nossas vidas. Se dantes, antes, do juízo crítico das FMI's e EU's a estrada já era penosa agora, que o nosso caminho é um lodo esburacado sem fim à vista, tenho a sensação que a carripana não tem condutores. Esconderam a Responsabilidade atrás da legitimidade democrática que o papel na urna concede. Os nossos políticos são condutores profissionais sem carta ou consciência para soprar. Entretanto, a carripana continua a andar e o povo* lá vai sentado no lugar do morto.


* O povo, este povo, que tanto sorri no dia do enterro/eleições, este povo que vibra de cravo encornado ao peito.

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