31 de março de 2011

Freitas

Dr. Freitas, vai com todos, disse: "Entendo aliás que tal comemoração é actualmente mais necessária do que nunca". Abram-se as portas do panteão. Que sociólogo. Estava a falar do 25 de Abril de 1974, a propósito de alguém estar a pensar em não haver na Assembleia uma cerimónia de comemoração. Eu entendo o Dr. Freitas. Espero que ele me entenda a mim. Simbolismo por simbolismo, enquanto houver traidores, políticos corruptos, farsantes e meliantes que se aproveitaram e se aproveitam do 25 de Abril eu não comemoro 25 nenhum. Comemoro o 24, comemoro o 26.

Mar doce


Este país não é mar doce para viver. Tubarões disfarçados de tainhas abundam em circuito interessado e quanto mais turva for a água melhor é o saque e o ataque. Acho piada à cara de palerma que certas personagens fazem quando são descobertas à tona. Ele é o envelope do sucateiro, o saco azul do partido, a renda amena para amigos de casas da autarquia, os cartões de crédito a bem do serviço à república, o alvará ao empreiteiro a bem do progresso, o pagamento dúbio por acumulações de funções, e por aí dentro. Depois vem o despeito, a lavagem da cara suja, o cuspe para o ar, a conferência de imprensa, o peito inchado em defesa da honra e do bom nome até que os tribunais provem o dolo. Este país não é mar doce. Mais depressa se pesca e se prende um adepto da extrema-direita do que um corrupto-mor que se ponha à sombra das esquerdas. Este país não é mar doce, é um lodo. Basta ver diariamente a quantidade de paineleiros a comentar a situação do país para vermos que, para além de ninguém propor apenas diagnosticar, toda a visão não tem em conta a nossa dimensão, a razão e a capacidade deste povo. Não se exorta o ânimo, porque não há uma referência que nos evoque a pátria permanente, não se exortam as reformas porque só há a defesa dos "direitos" revolucionários, não se exorta pensar o que é este país porque já não nos sentimos soberanos, não se ouvem as vozes pequenas, minoritárias e críticas porque só se ouve a lamuria plutocrata das massas frustradas. Neste lodo habitado por cardumes de escroques só resta ao bom homem preserverar por uma nova maré e recusar-se a pactuar com salvações nacionais de consenso que só pretendem manter a politica predadora dos bens públicos.


29 de março de 2011

E de quem é a culpa?

A culpa é do Salazarismo.
E também é dele a culpa por isto.

Lula


Lula da Silva veio a portugal receber um Doutoramento dado pela Universidade de Coimbra. Há uns anos veio a viúva do Samora Machel, que tanto, tanto, tem feito por portugal. Esta mania de distribuir doutoramentos a "personalidades" tem muito que se lhe diga e diz muito de quem os distribui. Quantos homens e mulheres de qualidade moral e ética, que até nunca estudaram no ensino superior, não teriam razão, pela índole e obra, de receber um doutoramento como esse? Só pela minha vivência conheço algumas, infelizmente já desaparecidas. Um deles Domingos Capela, que construiu o violino do meu pai, e que foi um dos mais prestigiados construtores mundiais de instrumentos de arco (desconheço que tenha tido um doutoramento) ou o pintor Jaime Isidoro, com quem colaborei numa das suas grandes exposições, um dos maiores aguarelistas, galerista e divulgador de arte, fundador da Academia e Galeria Alvarez, da Galeria Dois, da Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira (nunca teve um doutoramento de Coimbra). Se os doutoramentos são para dar então que se deêm sem constrangimentos e sem preconceitos ideológicos. Da forma como se escolhem os distinguidos parece coisa de biblot, uma piroseira sem graça, uma lulada.


28 de março de 2011

Implantes


Enquanto o presidente desta república implantada à bomba não anuncia a data das próximas eleições, os actores responsáveis pela gestão danosa do país implantam-se na fase de pré-pré-campanha. Devido à bancarrota nacional o presidente devia ter poderes para não dar o aval ao gasto de um único cêntimo do erário público para as campanhas. Quem quiser que gaste do seu bolso. Mas não será isso que vai acontecer. A compra dos blocos de antena mais os anúncios de imprensa, mais os cartazes, vão levar vinte milhões do mealheiro vazio das finanças. Estou para ver o discurso de poupança dos partidos e o blá-blá sobre os custos da "democracia". Amigos filiados em partidos têm-me contado o nervoso e histerismo que se assiste em reuniões a altas horas para a definição das "listas" e a frustração pelas falhadas promessas na fila do ingresso no carreirismo político. De X em X anos há que mudar de "padrinho". Seria de esperar, numa altura dificílima, rarearem os candidatos de salvação nacional face às exigências, mas não, a corrida ao emprego na política nunca esteve tão superlotada como hoje, garantem-me. Servir o país, dizem eles, usar o país, vemos nós, mamar na república, fazem eles, que é para isso que ela foi "implantada".

25 de março de 2011

Pergunto-me

Como é possível sacudir a água do capote e ter a lata para perguntar o que está na cara de pau a resposta?

*O isto deve ser concerteza os últimos seis anos!

24 de março de 2011

Julgamento


Uma das razões porque não acredito que seja a "democracia" a resolver os problemas deste, outrora, país é a óbvia sensação que os culpados pela desgovernação de hoje viverão de igual, ou melhor, modo que os seus antecessores. Não tenho qualquer respeito pelos governantes que ao invés de dar a cara respondem ao país com conjecturas externas e desculpas alheias. Pior, tenho nojo dos ex-governantes, que ainda se governam, que professam o presente como se não tivessem contribuído para o descalabro que tanto criticam. É a "democracia" portuguesa. Um tribunal sem julgamentos. O povo, este, cada vez mais dá sinal de ignorância e fustração. Faço uma aposta como o Sr. Engenheiro vai ter um resultado brilhante nas próximas eleições. E porquê? Porque o povo unido vê a vida aos fogachos, aos solavancos, sem outra perspectiva que não o clubismo, o conforto, o comer, dormir e cagar. É isso que lhes diz a betoneira ideológica do Socialismo para todos, do bom "Estado-patrão", esse patrão sempre amigo que dá pensões, subsídios, empregos para toda a vida, consultas gratuitas, igualdades várias ao pacote, esse socialismo que fez o intocável Abril, sempre na ponta da língua dos falhados. Depois há a "Constituição". Esse rolo higiénico que tem tudo. Só não tem é uma alínea a proibir todos os políticos demissionários de se voltarem a candidatar-se para todo ou qualquer lugar público. Como não tem, e a bem da "democracia" deles, não despegam do poder e atiram-nos para a única coisa que têm conseguido produzir: a ilusão, esse vazio que se paga com juros altos.

22 de março de 2011

Perna bamba

Vai ser preciso cair da cadeira?

A voz da rádio


Desde muito novo que simpatizo com o Artur Agostinho. Primeiro na televisão, ainda a preto e branco, depois na rádio, a sua figura sempre me pareceu gentil (ficará para sempre na minha memória a sua prestação no filme "O Leão da Estrela", até porque durante o jogo Porto-Sporting o meu pai se encontrava in loco no estádio e vários episódios nos contava desse dia). Nunca embandeirou, como muitos seus colegas, na cantilena anti-fascista apesar de ter estórias para contar, nesse aspecto, não se serviu do sistema. Era um comunicador, educado e pautado. Já há muito que não o via nos escaparates, agora de feição para a esquerda alagostada e para o jet queque. Hoje faleceu.
Bem haja, à sua memória.

20 de março de 2011

Quando o que nos escrevem é muito mais importante do que o que escrevemos


Ontem à noite, depois de estarmos abraçados a ver a lua, que não foi mais bonita que outras cheias lunares, a minha filha mais nova, Maria Beatriz, com oito anos, presenteou-me com mais um dos seus bilhetes, e que transcrevo. Talvez por eu ter por hábito escrever às minhas filhas, deixando-lhes os meus sentimentos quando parto ou me ausento, elas tenham o gosto de me fazerem feliz com as suas expressões de afecto. Só quando estava a ler me apercebi que recebera um presente do "dia do pai", um Dia a que nunca liguei por várias razões e que nos meus tempos de criança não existia oficialmente.
As minhas filhas são a minha continuação – tantas vezes lhes digo. Pelo menos enquanto for vivo pretendo continuar a amar e a legar esse amor depositado em mim, também, nos tempos em que menino eu me sentia o mais amado.

"Pai, sei que preciso do carinho de educar. Quero cair nos teus braços para me aqueceres nos tempos de tempestades, para ficar quente perto do teu coração. Dizes que sou o teu orgulho e eu serei. És muito importante para mim e adoro-te."

16 de março de 2011

Portugal "mal passado"

O Chefe Supremo, das forças armadas, disse num discurso que os jovens devem olhar para a coragem dos antigos combatentes do ultramar. Disse-o e disse-o bem. Uma das maiores nódoas da nossa "democracia" é ter virado costas, traído na indiferença e na distância, os portugueses que defenderam vidas humanas e bens no ultramar. A guerra colonial não emergiu para fortalecer a "politica" e o "território", em primeiro plano tratou-se de defender vidas mas isso é coisa que o dirigente do Bloco de Esquerda não quer ver face aos comentários que profetizou. Este evangelista devia ter tido um familiar decapitado e ultrajado nos massacres no norte de Angola. Podia ser que pensasse diferente pelo menos que mostrasse coerência e abrisse a cartilha dos "direitos humanos". No fundo o presidente tocou na "virgem" (anti-fascista), essa cândida ideia imaculada de bondade e caridade. Não há dúvidas que vivemos um Portugal "mal passado". Para o evangelista Louçã sai um Portugal com molho bichá-mal.
Fico sensibilizado quando elogiam os antigos combatentes principalmente os que subreposeram o preconceito da cor e etnia ante o sentimento, os africanos de cor que lutaram pela pátria portuguesa. Cavaco Silva disse-o. Não é só por eles mas, enquanto houver antigos combatentes vivos Portugal não morreu.

15 de março de 2011

Está-me a parecer


Tenho sido convidado para falar em conferências, a maior parte das vezes em universidades. Nunca levei um tostão, na maior parte dos convites nem havia verbas para os conferencistas, apenas despesas de almoço e deslocação. Tenho sido convidado para dar Workshops, aulas práticas, em cursos de pós-graduações. Só num caso havia verba, acedi. Já lá vão mais de 10 aulas, sem ganhar um tostão. Tenho sido convidado para escrever alguns, pequenos, artigos de opinião em revistas especializadas em comunicação. Em todos os casos o peditório, nunca ganhei um tostão. Só ainda não me convidaram para dar "pareceres". Mas está-me a parecer que há muito amigo e encartado da mesma cor e feitio a ganhar fortunas, com dinheiros públicos, com os pareceres. Pelo menos parece.

13 de março de 2011

Eu entendo


Eu entendo que os quatro jovens que "marcaram" as manifestações "à rasca" estejam desapontados. Segundo procurei informar-me estão revoltados por não terem emprego e estabilidade contractual. Consideram-se a "geração à rasca". Vê-se que são jovens e não estudaram a história deste país. Vai daí a partir do facebook decidiram marcar manifestações de desagrado! Como anda tudo chateado com a crise umas centenas de milhares de cidadãos saíram de casa com cartazes de todo o género e as inevitáveis bandeiras do terrorismo carbonário. Como aqui já escrevi, nós estamos a viver há décadas várias crises de valores bem mais graves que a coisa económica e algumas delas estão agora a acumular-se. Eu também estou a sentir a "crise" mas nada me fazia participar nestas manifestações. Nunca gostei das moles anónimas, dessas que descem e sobem avenidas, com os punhos erguidos e com "palavras de ordem" do bota-abaixo de chinelo. O vazio das multidões desassossega-me. Pelas notícias, os organizadores não subiram ao palco e conduziram a multidão. Que pena. Eu ter-me-ia sentido desiludido pois era isso que estaria à espera mas eu bem sei que que os jovens que convocaram as manifestações não sabem o querem, sabem quanto querem. A expressão quantitativa destas manifestações na busca ou defesa dos direitos e regalias é irrelevante porque não toca na transformação do regime, antes pelo contrário, é mais do mesmo venenoso também quero, que eu também sou gente. Os jovens têm de perceber que o mundo é feito de imensas alternativas e que a construção de uma sociedade melhor faz-se em casa, em família, nos laços entre pares, na educação, no mérito, na esperança, no sacrifício, no arrojo, no fracasso, na coragem de arriscar sem ter, sem pedir. No altruísmo. A política é feita dessas sombras. Os agiotas que conspurcam a política são cidadãos, jovens ou adultos, que olham para a sociedade como um empreendimento unipessoal e para o Estado como depósito indiferenciado de recursos que urge chupar. Querem desenrascar-se? Comecem por questionar o regime. Questionar o que é a República para além da farsa do "centenário" em que estamos atolados. Exigir um referendo à dita. Exigir uma refundação da arquitectura funcional do estado. Exigir um Estado isento, apartidário, acabar com a rede tentacular de interesses. Exigir uma Constituição sem menções nem pejos ideológicos, um parlamento com cidadãos sérios, uma administração pública com entrada através de concursos públicos transparentes, sem cunhas. Mas isso é algo que a República não parece permitir... e os jovens não têm tempo para pensar... nem estão a exigir... Po outro lado, os pais e avós que participaram na manifestação são os mesmos que votaram nestes políticos e foram nas cantigas de embalar do povo unido. Fizeram muito bem em participar. Muitos dos culpados pela nossa situação manifestaram-se ontem e culpados continuarão pois nas próximas eleições, tenho a certeza, não deixarão de lado o seu clubismo político nem darão o braço a torcer pelo equívoco ideológico em que viveram desde há 36 aninhos. Eu entendo.

12 de março de 2011

Ignorância


Depois de ler este artigo fiquei com a sensação que o 25 de Abril fez mal a muita gente. Andava este "jornalista", coitado, se calhar, descansado na sua vida e logo haviam de dar um 25 de Abril para lhe corroer os miolos, o estômago e os sentimentos. Como pode dizer, ó Céu, "a implosão definitiva da paz podre com 500 anos"? É por esta ignorância e por outras que o óbice dos anti-fascistas e dos historiadores marxistas sempre foi o ódio contra a história e contra o país e é por isso que eu não me revejo nesses "libertadores".

Leiam os comentários, antes que os apaguem!

11 de março de 2011

Se concordo

Eu concordo com todas as medidas para baixar o défice. Eu concordo. Tão concordo que acho que estas medidas vêm com 20 anos de atraso, por isso em vez de uma pequenina injecção estamos a sentir um clister. Nunca concordei com megalomanias de Expo's e afins. Nunca concordei com a "progressão automática" das carreiras. Nunca concordei com um Estado/(República) gordo e chupista, ladrão e patrão. Nunca concordei com esta constituição d'Abril muito menos com garantias vitalícias dadas aos funcionários públicos, em prol de todos os outros cidadãos das "privadas". Nunca concordei com os desiguais privilégios dados aos ursupadores dos empregos de gestão pública via partidos e política airada. Nunca concordei com discursos utópicos e irrealistas onde os políticos e sindicalistas prometem , prometem, mesmo sabendo que o seu cuspe nunca chegará ao papel. Nunca concordei com subsídio-dependências ou com subsídios para Fundações escavadoras do tesouro público. Nunca percebi o número de deputados, o número de executivos por instituição pública, o número de vogais, bem pagos, por administração, a quantidades de cidades e juntas que floresceram em trinta anos, todas a captar funcionários ávidos da calma pasmaceira até que a reforma se plante. Sempre acreditei que um país era feito de cidadãos independentes que assumissem os seus riscos – e as suas ideologias. Sempre acreditei no desempenho e no mérito. Se concordo com as medidas de austeridade? Concordo. Não concordo é que a gentalha que enterrou este país e que agora aplica estas medidas de salvação sem uma palavra de desculpa e vergonha não tenha o castigo que merece.

Intervenção


Ontem, a caminho de mais um soberbo episódio de Poirot, na RTP-Memória, vi o final de uma conversa na RTP1 em que estavam à mesa o jornalista-escritor, que me esqueci do nome, o Rui Vieira Nery, o Fernando Tordo, o Pedro Abrunhosa e o Jel dos não sei quê da Luta. Fiquei abismado com o paleio. Aqueles músicos acham-se os pais-filhos da canção de intervenção. O Tordo a dar lições acerca da "tourada", e tal, o Pedro a falar sobre o Rock e que não lhe interessa a Pop por não ser de intervenção e o Jel a dizer poesia acerca da música "Luta é Alegria" que ganhou o "festival português da canção". Tudo junto deu duas linhas de um discurso confuso e difuso mesmo para os mais atentos e que já tenham intervido no mundo da música. Tenho para mim que a vaidade é um dos maiores defeitos do português. Não saber ser comedido é o pecado mais praticado pelos ateus-artistas e se a isso se juntar a presunção não há água-benta que os redima. Intervenção? Querem eles dizer "do-contra"? Ou "a favor"? Ou "de esquerda"? Será que uma música que não tenha fervor político (politicamente correcta...) é música? Então, para o Tordo, o Abrunhosa e o Jel, cancionem lá este poema de intervenção e ponham-no no top, pá!

Ó justiça dos séculos, ó justiça da História,
inscreve-lhes os nomes no muro da ignomínia,
para que as gerações lhe cuspam na memória!

Fez-se a paz. Portugal
tem um punhal no flanco.
No céu a pomba preta vai pintada de branco.

Crespo, Cunhal, Vasco, Antunes, Soares,
Costa o Judas, Otelo, Rosa, Santos...
Os vendilhões da Pátria! E mais, e tantos!
Hidra de cem cabeças vis alvares!

Fiquem os nomes seus patibulares
no mura da ignomínia, sim! Espantos
dos espantos, mais sinistros de quantos
inda tinhas, História, pra contares!

Monstros num monstro só, porque eles são
os irmãos-siamezes da traição!
Mentirosos, venais, macabros, reles!

Atira-os, ó Desonra, prá buraca
onde a História tem a sua cloaca!
E, ó Nojo, vomita em cima deles!

Nomes de ignóbil tema,
aqui ficam pra sempre,
– porque pra sempre fica este poema!...

(...)

Poema de Amorim de Carvalho
excerto da poesia "Comédia da Morte", Vid. Obra Poética Escolhida. Volume III. A Comédia da Morte e outros Poemas. Lisboa, 1979

9 de março de 2011

Apuradíssimo


O que será "apuradíssimo sentido de responsabilidade"?? O que pretenderá dizer e o que pretenderá que o povo entenda o sr. presidente da assembleia da república? Para que sentido nos pretende remeter? Para o paladar ou para a visão? Talvez para o olfacto é que esta república há muito tresanda a me.....

7 de março de 2011

Reacção


Aparte o aspecto de palhaçada que certos "intelectuais" gostam de oferendar – onde nem faltam os cravos vermelhos à descrição – eu até concordo com a letra: lutar contra a reacção. É que parece-me que a reacção que nos tolhe é precisamente aquela que nos teima em manter neste regime medíocre e obsoleto. Os verdadeiros conservadores são a camarilha da esquerda unida que não querem que isto mude.

4 de março de 2011

Um aristocrata


Numa altura em que todos e qualquer um falam com desdém e antipatia dos que cumprem (!) serviço público convém separar as águas e elevar um aristocrata Português: Miguel Castelo Branco.
A ler.

3 de março de 2011

Borrifo

Um "designer" da casa Dior, em Paris, que gosta de beber muito e com má cara foi filmado (sem saber) a proferir o seu amor por Hitler e a "insultar" umas meninas boazinhas, tão boazinhas que até o filmavam à socapa. Como, nessa semana, tinha sido surpreendido por um casalinho que se queixou na polícia por ter sido insultado com palavras racistas o "designer" Galliano foi despedido e agora tem o Ministério Público Francês a querer levá-lo a tribunal. Consta que pode apanhar 6 meses de prisão por proferir afirmações xenófobas principalmente anti-semitas! Eu estou-me a borrifar para a simpatia do estilista para com o ditador nazi mas já não me estou a borrifar quando vejo a "tolerância" incongruente para com os ícones e ditames de outros ditadores. O Partido Comunista (inclusive o Francês) tem uma foice e um martelo, um símbolo tão cruel quanto a suástica, e na sua linguística exortam o Leninismo, Trotskismo e outros f d p. Estou a ver para quando nos países "democratas" e "civilizados" a proibição de analogias, símbolos e frases de apelo ao Comunismo... Ou o Nazismo foi o único regime que exterminou selectivamente em campos de concentração..?

Na foto: prisioneiro moribundo de um Gulag na União Soviética

2 de março de 2011

E o José?


Andam todos num rebuliço a descobrir as desvirtudes dos ditadores, anti-democratas, que ainda existem neste mundo moderno e maravilhoso (alguns "artistas" até "devolvem" dinheiro que receberam há tempos atrás!). Por ora, está na moda falar e exortar contra o Khadafi, que baptizou o seu país com o patusco nome de "Grande República Socialista Popular Árabe da Líbia"*; ontem era, o já esquecido, Ben Ali! Eu, como gosto de bulir com as coisas que conheço e que me dizem mais respeito, só pergunto: e o José Eduardo dos Santos?


* já aqui escrevi que esta 3ª República devia re-baptizar o nome para Grande República Socialista e Laica Portuguesa. Para que o povo não tenha dúvidas do que deve obedecer.

1 de março de 2011

Novas do multiculturalismo cagão


Isto é mais um exemplo do sucesso multiculturalista cagão que o socialismo continua a valorizar para a república portuguesa.