28 de março de 2011

Implantes


Enquanto o presidente desta república implantada à bomba não anuncia a data das próximas eleições, os actores responsáveis pela gestão danosa do país implantam-se na fase de pré-pré-campanha. Devido à bancarrota nacional o presidente devia ter poderes para não dar o aval ao gasto de um único cêntimo do erário público para as campanhas. Quem quiser que gaste do seu bolso. Mas não será isso que vai acontecer. A compra dos blocos de antena mais os anúncios de imprensa, mais os cartazes, vão levar vinte milhões do mealheiro vazio das finanças. Estou para ver o discurso de poupança dos partidos e o blá-blá sobre os custos da "democracia". Amigos filiados em partidos têm-me contado o nervoso e histerismo que se assiste em reuniões a altas horas para a definição das "listas" e a frustração pelas falhadas promessas na fila do ingresso no carreirismo político. De X em X anos há que mudar de "padrinho". Seria de esperar, numa altura dificílima, rarearem os candidatos de salvação nacional face às exigências, mas não, a corrida ao emprego na política nunca esteve tão superlotada como hoje, garantem-me. Servir o país, dizem eles, usar o país, vemos nós, mamar na república, fazem eles, que é para isso que ela foi "implantada".

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