16 de março de 2011

Portugal "mal passado"

O Chefe Supremo, das forças armadas, disse num discurso que os jovens devem olhar para a coragem dos antigos combatentes do ultramar. Disse-o e disse-o bem. Uma das maiores nódoas da nossa "democracia" é ter virado costas, traído na indiferença e na distância, os portugueses que defenderam vidas humanas e bens no ultramar. A guerra colonial não emergiu para fortalecer a "politica" e o "território", em primeiro plano tratou-se de defender vidas mas isso é coisa que o dirigente do Bloco de Esquerda não quer ver face aos comentários que profetizou. Este evangelista devia ter tido um familiar decapitado e ultrajado nos massacres no norte de Angola. Podia ser que pensasse diferente pelo menos que mostrasse coerência e abrisse a cartilha dos "direitos humanos". No fundo o presidente tocou na "virgem" (anti-fascista), essa cândida ideia imaculada de bondade e caridade. Não há dúvidas que vivemos um Portugal "mal passado". Para o evangelista Louçã sai um Portugal com molho bichá-mal.
Fico sensibilizado quando elogiam os antigos combatentes principalmente os que subreposeram o preconceito da cor e etnia ante o sentimento, os africanos de cor que lutaram pela pátria portuguesa. Cavaco Silva disse-o. Não é só por eles mas, enquanto houver antigos combatentes vivos Portugal não morreu.

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