20 de março de 2011

Quando o que nos escrevem é muito mais importante do que o que escrevemos


Ontem à noite, depois de estarmos abraçados a ver a lua, que não foi mais bonita que outras cheias lunares, a minha filha mais nova, Maria Beatriz, com oito anos, presenteou-me com mais um dos seus bilhetes, e que transcrevo. Talvez por eu ter por hábito escrever às minhas filhas, deixando-lhes os meus sentimentos quando parto ou me ausento, elas tenham o gosto de me fazerem feliz com as suas expressões de afecto. Só quando estava a ler me apercebi que recebera um presente do "dia do pai", um Dia a que nunca liguei por várias razões e que nos meus tempos de criança não existia oficialmente.
As minhas filhas são a minha continuação – tantas vezes lhes digo. Pelo menos enquanto for vivo pretendo continuar a amar e a legar esse amor depositado em mim, também, nos tempos em que menino eu me sentia o mais amado.

"Pai, sei que preciso do carinho de educar. Quero cair nos teus braços para me aqueceres nos tempos de tempestades, para ficar quente perto do teu coração. Dizes que sou o teu orgulho e eu serei. És muito importante para mim e adoro-te."

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