11 de março de 2011

Se concordo

Eu concordo com todas as medidas para baixar o défice. Eu concordo. Tão concordo que acho que estas medidas vêm com 20 anos de atraso, por isso em vez de uma pequenina injecção estamos a sentir um clister. Nunca concordei com megalomanias de Expo's e afins. Nunca concordei com a "progressão automática" das carreiras. Nunca concordei com um Estado/(República) gordo e chupista, ladrão e patrão. Nunca concordei com esta constituição d'Abril muito menos com garantias vitalícias dadas aos funcionários públicos, em prol de todos os outros cidadãos das "privadas". Nunca concordei com os desiguais privilégios dados aos ursupadores dos empregos de gestão pública via partidos e política airada. Nunca concordei com discursos utópicos e irrealistas onde os políticos e sindicalistas prometem , prometem, mesmo sabendo que o seu cuspe nunca chegará ao papel. Nunca concordei com subsídio-dependências ou com subsídios para Fundações escavadoras do tesouro público. Nunca percebi o número de deputados, o número de executivos por instituição pública, o número de vogais, bem pagos, por administração, a quantidades de cidades e juntas que floresceram em trinta anos, todas a captar funcionários ávidos da calma pasmaceira até que a reforma se plante. Sempre acreditei que um país era feito de cidadãos independentes que assumissem os seus riscos – e as suas ideologias. Sempre acreditei no desempenho e no mérito. Se concordo com as medidas de austeridade? Concordo. Não concordo é que a gentalha que enterrou este país e que agora aplica estas medidas de salvação sem uma palavra de desculpa e vergonha não tenha o castigo que merece.

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