29 de abril de 2011

Felicidades para os noivos. Bem haja para os Ingleses


Pouco vi, porque a hora era proibitiva, mas os planos televisivos do casamento do Príncipe William com Catherine Middleton no interior da abadia de Westminster emanavam o fabuloso. Na rádio uns totós ressabiados diziam que a cerimónia era privada! Como podia ser privada com a mega operação televisiva e o aperto de mais de 1,5 milhões de pessoas entre a abadia e Palácio de Buckingham?
Choro o dia em que pudesse ver o Mosteiro dos Jerónimos acolher o desenlace do nosso jovem Afonso VII, enquanto Rei de todos os portugueses, da Madeira à América do Sul, de África à Índia, onde se respire Portugal. Até lá, bem haja para os Ingleses e demais Commonwealth.

28 de abril de 2011

A boa vinda


A vinda do FMI é boa, apenas, no sentido de nos abrir os olhos. Abrir os olhos aos hipnotizados pela lenga-lenga das conquistas irreversíveis. Não há "conquistas" irreversíveis! O Estado-Social, tal como apareceu nos anos 50, tinha espaço numa conjuntura de crescimento económico muito significativo, a demografia era estanque, o mercado era emergente, a finança não especulava, os juros eram relativos ao peso específico de cada país. Passados 60 anos as contas são outras. O modelo tem de ser redesenhado face a novas contingências, principalmente a demográfica. No modelo em que vivemos o Estado-Social dura mais uma década. Não querer ver isso é não querer fazer, AGORA, as reformas necessárias. O que deve ser apoiado pelos impostos? Quais as infraestruturas ou estruturas imprescindíveis? Qual a nossa capacidade? Que meios, que redistribuição é possível? O que deve ser o apoio social e em que áreas?
Aqueles que dizem que não se pode tocar no "estado-social" são os principais culpados por este vir a finar. É sempre assim. O povo vive entretido e quando vota vota por clubismo. Depois a culpa é de "todos"! Os políticos e os sindicatos preparam-se para destruir o estado-social em nome das "conquistas" irreversíveis, do "intocável", em nome da frustração que os tolhe.

26 de abril de 2011

Que filme


Ontem, dia 25, fui ao cinema com a família ver o filme de animação, em 3D, "Rio", que adoramos. Na viagem de carro até à sala uma rádio passava entrevistas feitas na rua ao povo de Abril. Retive estes comentários: "este feriado faz mais sentido que qualquer outro religioso, que deviam acabar". Carrega Abril. Depois outro, "o 25 de Abril veio instalar a República e trazer a Liberdade"; e por aí fora. É isto que resta de Abril! Uma animação. Se juntarmos todos os fotoramas, imagens dos capitães a ver quem fica com o quê, o povo a ocupar terras, as milícias das FP25, os "salvadores" a engordar, a loucura das cunhas a engrossar, os anti-ditadura a caminharem para a ditadura, os fundos perdidos no fundo do bolso dos escroques-políticos, o cimento a pavimentar este país... e por aí fora... temos um filme. Quem como eu nasceu antes desse ano de 1974 sabe que o 25 de Abril é por estes anos um sucesso internacional em 3D. O bilhete já foi mais barato, a película já esteve em melhor estado mas com a nova tecnologia socialista as várias dimensões de Abril são um espectáculo. Pena os bilhetes nos estarem a custar os olhos (que não temos) da cara.

25 de abril de 2011

Abril mágoas mil


Neste dia, 25, atiram-se foguetes, fazem-se entrevistas, dá-se largas à expressão "Anti-fascismo" (bálsamo imortal para os fãs dos amanhãs que não se calam), ouvem-se os "históricos", medalhados e por medalhar, exige-se alegria pela revolução dos cravos, exige-se compreensão pelo MFA, exige-se o "unanimismo" pelas "Conquistas" de Abril. Podem exigir, mas a minha consciência não está do lado da consciência dos heróis-escroques. Parte desses camaradas foi à revolução pela ganância de fazer outra ditadura, tal qual, ela por ela! Os camaradas que querem que levemos ao colo tiveram, cada um, a sua razão e o seu quinhão para se terem colado ao "movimento". A prova está à vista. Os camaradas, socialistas, comunistas, sociais democratas, seguiram o seu caminho, deixaram-se fotografar para a posteridade, nos dias quentes e, após o saque, estão em fuga da própria caricatura nestes dias frios. Querem ver heróis? Peçam um passo em frente de quem assuma o percurso... todo... Até hoje ninguém se moveu.
De facto, o 25 de Abril trouxe "liberdade". Liberdade para os "políticos" fazerem política. A outra liberdade tem desaparecido. Tem desaparecido a liberdade do sorriso, da esperança, de amar sem medo, sem medo de sair, de morrer, a liberdade de ser só sem ter que responder a matilhas ou a milícias correctivas. Desapareceu a liberdade de exigir valores. Também desapareceu a vergonha; essa anda livre e ao desbarato.

21 de abril de 2011

A pá


As sondagens são o que são mas a mostra de resultados não me surpreende. Ver o PS em empate técnico com o PSD diz bem da mentalidade "democrática" deste povo. Os políticos dão-nos a pá e alguns entretêm-se a cavar, por todos, a vala comum. Neste momento, aliás, não somos mais do que uma vala à espera que nos tapem. Por cada (porreiro) há dezenas de coveiros a "agradecer" a saga.


Teoria do envelhecimento

Certas atitudes levam-me a concluir que: uma pessoa envelhece e a senilidade faz dizer disparates tanto quanto o término eminente faz dizer as verdades.

16 de abril de 2011

Sem vergonha


Se os políticos soubessem o que querem, se soubessem do que falam, se soubessem como agir, não andávamos neste impasse. Dizem que eles estão impreparados. Eu digo que estão parados. Em nenhum encontro uma causa que não a vaidade do cargo, do emprego, do pretender entrar para uma "história". Coitados dos que não se revêem na linguagem falsa e dúbia desta gente, agora, sedimentada pelo aval de politólogos que tudo criticam ou aprovam. Coitados. Como podemos acreditar em políticos sem espinha, cabedal, coragem, sem luz, sem voz humilde. É por isso que tenho dó desta República, uma fabriqueta de gente ávida sem vergonha de se abeirar do Estado, sem escrúpulos de transformar o Estado numa vergonha.


15 de abril de 2011

Menoridade


O sr. Soares disse aos jornalistas que não devemos ter medo do FMI porque o seu presidente era "Socialista"! Tal como ele, tal como o desgoverno irresponsável que nos tem orientado nos últimos anos. Eu, se fosse ao sr. Dominique Strauss Kahn, ou fugia desta ideologia ou metia um processo ao sr. Soares por hipotética comparação por arrasto. Depois, o sr. Soares, disse que não estava admirado com a atitude da  Finlândia, por pensar duas vezes se nos quer apoiar na ajuda externa, porque esta era governada pela "extrema-direita". Esta demagogia bacoca e demagógica tem em si todo o conteúdo de menoridade moral e mental que nos têm impingido desde 1974. 
Existem muitos Pilatos que se escondem atrás das ideologias para tudo obterem e a tudo se escusarem, à custa da simpatia clubista. Os portugueses não têm apenas uma crise económica às costas, bem vergadas, têm um caixão-sombra de complexos e mentiras nos miolos que os travam de serem livres. O Socialismo Abrilista, mais revolucionário menos revolucionário, mais à direita mais à esquerda, tornou Portugal num estado-parcial, num estado-patrão (muito mais patrão/promíscuo que o da I e II República), num estado-subserviente, num estado-corrupto, num estado-subsidiário, num estado-do-Partido, num estado-cobrador, num estado-Menor. Menor. Gigante, desporcionado, tão menor. E agora vem o FMI (do "Socialista") pedir para crescermos... ...

Embandeirar

Se é por uma verdadeira bandeira, uma caveira no lugar da esfera armilar também não ficaria descontextualizado!!

12 de abril de 2011

A "vergonha" que os faz corar


Uma conselheira do FMI diz que neste momento Portugal está a dar uma imagem de um país do 3º mundo! Cara Estela, não é de hoje. Só agora é que cora de vergonha? Portugal é um país abastardado à mais de 100 anos. Que imagem demos do país quando foi covardemente assassinado o Rei D. Carlos e o seu filho? Que imagem demos do país quando o inquérito desse crime foi sonegado? Não cora por isso? Que imagem demos do país quando nos primeiros 16 anos de república atingimos um défice das contas públicas sem paralelo nos tempos da monarquia constitucional? Que imagem demos do país ao enviar para a morte, em 1918, um corpo expedicionário cujos mancebos pouca ou nenhuma instrução tiveram e nem armamento condigno portavam? Que imagem demos do país com a anarquia e terrorismo social em que vivemos até 1926? Que imagem demos do país com a acomodação ao regime Salazarista? Que imagem demos do país quando os "heróis" que queriam libertar este país foram logo os primeiros a tentar impôr uma ditadura fresquinha à moda soviete? Não acha que na altura demos a imagem de gente do 3º mundo? Que imagem demos do país ao encetarmos uma descolonização inconsciente e disparatada de que resultaram guerras civis e um acérrimo despotismo, que ainda hoje se mantém, nos países "libertos"!? Que imagem demos do país ao apresentar desde 1974, sistematicamente, um despesismo desmesurado da máquina do estado e de um brutal aumento da chulice partidária, da direita à esquerda libertária, aglutinadora dos recursos e concursos? Só agora devemos corar de vergonha? O ponto a que chegámos, cara Estela, é o ponto de onde saímos.

11 de abril de 2011

Avançar enquanto recuamos


E dizia um dos histéricos jornalistas a fazer a cobertura do congresso socialista em Matosinhos: e as bandeiras do PS foram substituídas por bandeiras de Portugal! Ergue-se mais uma determinada bandeira.


8 de abril de 2011

Executivos

O Parlamento Europeu vota propostas utilíssimas e díspares. Desde a altura dos tacões dos sapatos até o diâmetro das maçãs até à comodidade da viagem dos Senhores Euro Deputados. Neste contexto de "aperta o cinto mas deixa os buracos bem juntinhos", o parlamento votou desta forma a classe das deslocações dos seus deputados. São executivos, ponto final, com abstenções à maneira e aprovações coiso e tal. Por cá, enquanto os euro deputados nos visitam em high coast não tarda que o FMI nos obrigue a ter de viver só com a imaginação – forçada ou reforçada – e nos leve a patinar em low coast de baixérrima cilindrada. 

O queijo a memória e os hipócritas

Será que os portugueses comem pouco queijo? A acreditar nos mitos dos bonequinhos da Walt Disney comer queijo ajuda a ter memória pródiga, memória que falta à maioria dos portugueses, com os políticos, paineleiros e jornalistas à cabeça. Não conheço, desde há 20 e tal anos, um só dia em que a ajuda externa não tenha entrado neste lamaçal. Desde o 25 de Abril que estamos a ser sustentados artificialmente; o regime está a ser sustentado! Primeiro as nacionalizações que destruíram a nossa estrutura económica, depois o FMI, depois as ajudas e subsídios da CEE. Foram milhões de biliões de euros de ajudas a fundo recuperado e perdido a entrar para bem do nosso desenvolvimento e progresso, a caminho dos amanhãs que nos querem fazer cantar, e cuja cantilena nauseabunda abunda. A "ajuda" que os culpados, hipócritas, pediram há dois dias é apenas mais uma de muitas e habituais ajudas. Não, os portugueses não comem, mesmo, queijo, estão habituados a comer e a gostar de trampa.

7 de abril de 2011

?


Sobre esta República da promiscuidade nada me admira. Sobre este governo tudo me preocupa. Mesmo assim, mesmo para os mais distraidos, mesmo para os mais ferrenhos, mesmo para os beneficiários da dúvida, como é possível este ideal de socialismo estar com 33% de intenções de voto? 

6 de abril de 2011

Pensam


A maioria das pessoas que conheço ou ouço falar pensa que os problemas todos se resolvem com dinheiro. Sempre o dinheiro. Então com a crise, venha dinheiro. Se não há, venha emprestado. Quem dera que os nossos problemas e crises se resolvessem só com dinheiro. Pela parte que me toca o dinheiro tem sido útil mas não tem tido um papel fundamental na conjugação das minhas felicidades, não foi ele que concebeu as minhas filhas, que me suporta os seus sorrisos, que me faz acordar de noite para olhar para a minha mulher, de quem continuo ainda apaixonado, que me faz correr todos os dias, não é pelo dinheiro que eu escrevo, leio, ouço e tenho voragem de aprender, não é ele que me conduz nos meus ideais, não é ele o adubo das flores do meu quintal. Todavia, a minha relação com o dinheiro não é distante. Acredito no trabalho, no labor, no sacrifício e é pelo sacrifício que eu dou o valor que lhe posso dar. Nunca escravo. Nunca psico-dependente. Nunca avaro. Por isso eu nunca serei a dimensão do meu pecúlio. Mesmo pobre, a minha dignidade, e percurso, não estará dependente de hipotecas.
Quando ouço os políticos, escroques, que nos conduziram para o abismo, falar de milhões e de banqueiros a falar de 10 mil milhões "intercalares" eu penso que esse montante é muito pouco para esta República ávida e corrupta – peçam 900 mil milhões. Para já.


5 de abril de 2011

Às escuras desde 1910


Anda a imprensa e as gentes do futebol muito escandalizadas pelo "apagão" no estádio da luz. Eu estou escandalizado pelo apagão que Portugal sofre desde 1910 e ainda não vi o povo a queixar-se...


Desacordo


Antes de me insurgir contra o "acordo (?) ortográfico", que vai macaquear a nossa língua, estou contra o acordo semântico que grassa na imprensa desta república. Sei que num país em decadência como o nosso e sem elites como exemplo a construção de mitos e falsos ícones fica na mão dos frustrados. Também sei que o tempo fustiga e molda uma palavra, e daí a toda uma expressão, mas algumas palavras não podem ser abastardadas com o risco de se equivocar o sentido ideacional. Entre muitas, encontro a palavra "Famoso". Do latim famósu, este adjectivo qualifica o notável, o célebre, o muito bom, excelente e, enquanto exclamação, exprime a fama pelas qualidades denotadas. Entendido isto, não consigo perceber porque a imprensa escrita continua a dar abrigo a um conceito de fama que extravasa o sentido ético da palavra. Famosos? Não é a expressão adequada! Há que chamar os bois pelos nomes...


4 de abril de 2011

O Timbre

Uma das razões porque gosto tanto das vitórias do Futebol Club do Porto, para além do meu portismo, é o colorido que resulta das manifestações populares, essa visão de azul, desse eterno azul e branco português. Mesmo que não o faça conscientemente, quando o povo embandeira de azul e branco está a dar vida às cores de Portugal. Para mim é um regalo descansar o olhar do usual trapo com as cores do terrorismo carbonário. Depois, o Dragão alado. Que voe alto e que nos recorde as qualidades porque fizeram dele o timbre, medieval, das armas de Portugal.

1 de abril de 2011

Os pós e as contas


Enquanto o socialismo governante paga com dinheiro do orçamento banco-roto os abortos a pedido, o Eurostat põe cá fora uma análise porreiro da fecundidade em Portugal. Diz o relatório que os valores em causa são uma preocupação e uma "ameaça à renovação das gerações". Entretanto, a Liberdade festeja mais um record de Abril, quase 40 mil mulheres abortaram nos últimos dois anos em Portugal, 19.436 abortos em 2010, menos 412 do que em 2009 (19.848), e umas centenas de mulheres já fizeram mais de 10 abortos! Não esquecer que a seguir à intervenção vem uma baixa, um subsídio e mais Liberdade moral. Para os adeptos, das adeptas, os actos resumem-se a pós, para outros a contas.

Rever


Ontem, a seguir ao jantar, foi dia de mais um episódio de "Miss Marple". Ultimamente, é a única série ou programa que acompanho na televisão. Poirot e Miss Marple são episódios excelentes para se descontrair e sorrir. A actriz principal não é jovem e de decote modernaço mas uma figura simpática e afectiva, tão real, não há violência para além do drama, não há gajas para além das personagens femininas interpretadas com maior ou menor sensualidade, não há heróis musculados, para além da inteligência incisiva das personagens principais, não há palavrões para além dos diálogos acessos, não há carros em perseguições a destruir as ruas para além dos "velozes" e belíssimos veículos dos anos 30 e 40. No final fica a história. Depois a paisagem, o mar, o bucolismo, a floresta, as cidades organizadas, as vilas, os prosaicos lugares e quintas. Todos estes ingredientes são para mim – que aprecio a ficção e os recursos das novas tecnologias digitais – uma estadia termal, revigorante. De todos os canais a RTP Memória é uma boa surpresa. Desde reportagens dos anos 60, em África, ao "Se bem me lembro" do Professor Nemésio a RTP Memória oferece-nos um retrato do que fomos, do que gostamos, do que poderiamos ter sido, do que somos. É por isso que gosto tanto de Miss Marple. Observar, rever, estudar, voltar a trás, sobrepor com o presente.