2 de maio de 2011

A borra


O ex-Presidente do Banco de Portugal, Vitor Constâncio, um dos responsáveis pela ligeira minivisão bancária em Portugal, está como Vice no Banco Central Europeu. Hoje ouvi-o na rádio. A sua voz perturba-me. Perturba-me a voz dos esguios, que se esguiam. Nada do que lhe ouvi nos últimos anos me pareceu sincero, nada do que se viu emanar do sistema do bP trouxe boas novas senão as bancarrotas e os golpes de casino. Hoje falou aos jornalistas como um estadista, como o outro, o Durão. Dois grandes exemplos da grandeloquência lusitana, mestre em fugas, lente em borras. Os "avisos" que os mestres nos apontam são como pedras arremessadas ao nosso cérebro. Fosse este homem mais honesto há uns 6/7 anos atrás e as suas palavras poderiam ter evitado muitos défices e algumas burlas. Mas não. Enquanto cá pastoreou a entidade os índices negativos ficavam sempre na mão da direita pois para a sua esquerda tudo eram rosas. E uma rosa lhe deram em Bruxelas. Para os bancários banqueiros, do juro turvo, o vinho, para o povo, frágil e dependente, a borra.

2 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

Meu Caro João Amorim,

também não aprecio o sujeito, que me parece norteado por um egocentrismo atentatório da capacidade política.
Não sei se leu as «Memórias de um Director de Jornal», em que o Arquitecto Saraiva conta uma inacreditável história do animal, relacionada com uma partida de xadrez...

Abraço

João Amorim disse...

caro Paulo

Não li o livro mas as facetas destes gestores são um livro aberto cheio de pó manhoso.

abraço