5 de maio de 2011

A "moeda"


A vida dos estados modernos é feita de repressão moral. Não acredito na cartilha da nossa República assim como não acredito no benefício na nossa "integração" europeia assim como não acredito nesta ideia de país que a governança nos impõe. Se o mundo dos homens é feito de ideias e afectos (ou não) o mundo dos estados está estruturado nos impostos. E a coisa atiçou quando uns borregos materialistas começaram a dar um valor ao dinheiro que ele não tinha, quando uns borregos massificadores começaram a exigir a distribuição da "riqueza", quando uns cabrões inquisidores começaram a plantar a "igualdade" e a regá-la com o sangue-coto dos pescoços dos apontados como "privilegiados".
Impostos. Esse peditório para o saque despudorado é hoje o funeral dos estados sem membros. Aniquila-se pela "democracia". Aniquila-se com os impostos que ao invés de construir vão destruindo como elemento repressivo e algemador. É a moral da economia (no caso europeu da ideia falhada de economia socialista). As novas guilhotinas-económicas – com o mesmo fito dos borregos do igualitarismo – estão a aniquilar o valor do trabalho, o valor do mérito, o valor da ambição, a noção de futuro. São os novos punhos no ar, sem pejo em deitar abaixo quem se lhe oponha, sem pudor em levar Avante as missivas cegas da moeda-única e da "sua" estabilidade. Não valemos mais do que essa "moeda".

2 comentários:

João Afonso Machado disse...

Como ficaremos de abstenção nestas próximas eleições? Haverá ainda marimbistas?
Grande abraço, João.

João Amorim disse...

Acho que vai haver um record de marambistas. Muitos "socialistas" que conheço não abdicam do seu socialismo mas dizem que não vão votar nesta porra. Claro, joga-se à portuguesa. Perder nunca nem que seja chafurdar...