8 de julho de 2011

Despedida


Maria José Avillez Nogueira Pinto deixou um artigo de despedida no DN antes de partir. Escreveu-o daquela forma, sinto, porque já previa a sua partida. Já não guardo jornais mas o de ontem vou guardar. A forma coerente como apresentava as suas opiniões, que sempre apreciei nos seus artigos, está ali, presente, lúcida e transparente. Mais do que um artigo é uma carta; mais para ser pública do que privada, a sua escrita deixou-me emocionado. Um pouco de genealogia e constextualização familiar; um pouco de argumento cívico; um pouco de nostalgia; muito de fé e inspiração: a "partida" com a mesma força que a "chegada". A forma perentória como afirma a sua fé cristâ é uma das razões da sua verticalidade. Bravo. A fé como força-presença e preenchimento dos espaços do medo e da solidão. A fé, a mesma fé que me inspira, como berço do seu renascimento e da sua convicção na presença de Deus: "O Senhor é meu pastor, nada me faltará". 
Que nada lhe falte.

2 comentários:

George Sand disse...

Escreveu-o na véspera de partir João.

João Amorim disse...

Sim, caro George. Não é fácil dizer o que ela disse sabendo que seria a última vez.