31 de agosto de 2011

E recordar é viver



Poluidores


Um "jovem" político de nome Jorge Moreira da Silva, do PSD, acha que se deviam taxar os poluidores. Ao ler isto fiquei com a minha imaginação a delirar e a escrever e a inventar brochuras e livros! Apoiado pelo frenesim desenvergonhado da criação de novos impostos que emana nesta III República, este político, não surpreendeu. Os portugueses já perceberam que o Governo vai apoiar o Estado e aumentar o nível suicidário de impostos, tudo para que a República se mantenha. Algumas medidas são boas mas a aplicação das mesmas vai ser improvável pelo que o terrorismo fiscal será a alternativa. Para suavizar o saque, um discurso polvilhado de "os ricos que paguem a crise" vai servindo de anestesiante.
Taxar "poluidores". Fiquemos pelos poluidores individuais da atmosfera. O governo aplica impostos aos importadores de automóveis que os vão reflectir nos compradores-poluidores. Os poluidores, para poderem guiar a máquina já têm de pagar um imposto de circulação, têm de pagar impostos na gasolina, realmente só falta pagarem a poluição que provocam. Falta também um imposto para se ter "direito" de conduzir à semana e outro para conduzir ao fim de semana, visto que também já pagamos o imposto das portagens. Bem vistas as coisas, para além do imposto na compra do tabaco estão a propor outro imposto para se ter o "direito" a levar o cigarro à boca.  Não falta vamos pagar um imposto para ter "direito" a falar. 

Ponte


Não espero que tal aconteça, mas se a ponte cair a partir daí voltam a chamar-lhe Ponte Salazar!!!

29 de agosto de 2011

Elites


No decurso da pergunta do Miguel Castelo Branco, "Há elites em Portugal?" eu digo que há e que houve. Elites que não no campo político. Pensando bem, desde o séc. XVIII que a política só atraiu gente menor, interesseira e criou escola no Liberalismo. Olhar para as elites políticas é olhar para um ocupado espaço vazio de gente. Fora da vida política, a que interessa mas que também está sobre a alçada da gente que governa, existem elites composta por cidadãos íntegros e distantes da choldra. O nosso problema não é só a falta de gente que imponha credibilidade é a noção, martelada pela propaganda do igualitarismo, que recita ao povo a lenga-lenga dos direitos, do direito às vagas das cadeiras do poder. Depois, o povo hipnotizado pelo romance desta democracia republicana não distingue o odor do trabalho do odor do roubo. Não distingue o público do privado. Não distingue honra de pretenciosismo. Nunca vislumbraria uma elite porque para o povo esclarecido "elite" é algo que já devia ter sido esmagado numa qualquer revolução.

Universidades


Há universidades, "universidades sénior" e desde há uns anitos uma "Universidade de Verão". Estive a tentar perceber o que é a coisa e tenho para mim que a Universidade de Verão é um sucesso garantido para os seus "fundadores". Conheço algumas pessoas, professores aposentados, cidadãos virtuosos, etc, que têm no curriculum serem Professores Universitários... de uma Universidade Sénior! É bom, ganha-se algum, fica-se com prestígio e até muitos dos alunos podem dizer que fizeram um curso numa Universidade. Com a "Universidade de Verão" a coisa pia a sabedoria vinda da arte política, selectivíssima, só aceita "bons alunos", quadros do partido, gente de referências que queiram pensar o país 24 horas por dia. O prémio será porventura uma colocação no local adequado à formação que granjearam, a expensas do país. Pelas minhas contas, se em cada ano se formarem 100 alunos, já existem 700 a 800 "jovens" com curso superior desta universidade, prontos para pensarem o país, "convencidos de que podem mudar o mundo", mas o país não melhorou, tem piorado. Será da qualidade dos professores?

26 de agosto de 2011

Sai uma tónica para esta República



Os jornais andam pródigos em comentar as medidas e mais "medidas" que o FMI e este governo andam a fazer. A mais notória é a tónica do "fechar". Fechar "organismos", fechar escolas, fechar hospitais, fechar empresas municipais, fechar "um ciclo"... Se fecham é porque não devem estar abertas, em uso, não deviam ter aberto; são, porventura, dispensáveis. Esta é a tónica da República: abrir e fechar, à custa da despesa, porque pela despesa se "fecha e se abre"... a seguir. Tenho pena é que, estes "eleitos", não cheguem à conclusão que também devem fechar as Procuradorias, os Supremos disto e daquilo, os Governos Civis (estão já foram), as Chupadorias e toda a artilharia de presidências que se implantou nos últimos cem anos ao som dos tambores "é tudo nosso". No fundo estão a reconhecer a tónica da República e do que esta é e se tornou, uma imensa avença de interesses que borbulham nos brindes sigilosos, uma extensa promiscuidade entre Pátria, Estado e propriedade privada, entre serviço e carreirismo.


os esposos


Parece que anda uma movimentação contra o director do semanário Sol, pelo mesmo ter falado na terminologia propensa aos membros de casais gay. Ora, como eu aqui já referi há uns tempos, se os homosexuais e lésbicas quiseram ter direito a um "casamento", e tudo o que mais prover aos casamentos de heterosexuais, com essa específica terminologia, o tratamento social dos pares também deve ser assumido, ou será que pretendem inventar um outro nome para os conjugues? Sendo assim quando o A apresenta o B apresenta-o como: – o meu marido. E dirá o B: – o meu marido – também. No caso de lésbicas: – a minha mulher, ou esposa – a minha esposa, mulher. É óbvio que os casamentos de homosexuais serão compostos por dois maridos ou duas esposas mesmo que um dos conjugues se ache a mulher, ou homem, do outro.
E assim, lá conseguiram a expressão "casamento", e assim, lá terá de dizer o chefe do registo civil: – E assim vos declaro marido e marido...

24 de agosto de 2011

Pornoortográficamente


Eu intuo a onda da homossexualidade e a onda dos artistas na homossexualidade mas porque razão este jovem artista baptiza os seus trabalhos em inglês? Será que os "gay" portugueses, ou melhor, ui!, os "artistas" que se debruçam sobre a temática "gay" não conhecem igual palavrório na língua portuguesa, recém acordada pornoortográficamente?

Enquanto não acabar


A forma como os rebeldes posam para as câmaras e para as fotografias encerra muitas respostas sobre as questões dos levantamentos no médio oriente. As metralhadoras em riste, os gritos em inglês, a moche dos libertadores, as bandeiras a arder, a alegria pacóvia da ocupação de "praças" são o prenúncio do discurso político que vamos assistir em breve nos países que estão a descobrir a força da "revolução" contra os ditadores. Não tardará a "democracia" irá invadir o espírito destes homens e mulheres, a mesma "democracia" que os fez saltar em 1969 com a música do pan-arabismo nacionalista, fez pular de encantamento os Egípcios com as guerras pelo Sinai e pelo nacionalismo intolerante dos anos 70, que fez saltar de júbilo a maioria adepta de Ben Ali, na Tunísia dos anos 80, do nacionalismo islâmico anti-ocidente. Os levantamentos populares a que assistimos no último ano, para cá, não são uma descoberta dos povos pelos valores da Liberdade, são um degrau na escadaria da tensão ideológica em que o mundo muçulmano se encontra. O ocidente continuará a custear as revoluções, a aplaudir as revoluções e a intervir nas revoluções enquanto o petróleo não sofrer uma revolução, digo, enquanto o petróleo não acabar.


22 de agosto de 2011

A troca baldroca


Numa cerimónia de medalhas e subir bandeiras, duas campeãs alemãs ouviram o antigo hino alemão, o do III Reich, ao invés do oficial. As meninas não tiraram os olhos da bandeira, lá soltaram umas lágrimas e sorriram após ouvir a música. E que música bem bonita. 
Tenho pena é do técnico que trocou a música... mais um a ser perseguido pelos caçadores de nazis e pelos puristas do correctismo.


20 de agosto de 2011

A arte dos artistas

Um artista português de nome Nuno Oliveira vai passar três dias numa gaiola (desenhada por si) na companhia de sete galinhas e sob o efeito de sedativos para demonstrar ao mundo a experiência "sonho que somos iguais"! Para quem pretender ir ver, é na Bienal de Cerveira (podem ir e visitar a vila que é muito bonita, passear e voltar que a performance acaba só no Domingo).
Não está disponível no catálogo mas este artista devia incluir na ficha técnica, da sua performance, a qualidade da molécula que vai mandar para o cérebro e a posologia que vai ingerir. Também, devia incluir na ficha técnica a raça dos galináceos, idade e peso e, por fim, a idade legal a partir da qual se pode ver a performance e se esta é discernível para espectadores só com a escolaridade obrigatória.
Quanto ao "sonho" deste inteléctual, temo que nem as galinhas nem os Xanax o ajudem a acordar para a realidade, aliás, é graças a estes e muitos outros artistas que eu me sinto tão diferente.



* Fiquei a saber que a seguir a esta performance a artista colombiana Triny Prada vai fazer arte e vai cozinhar as sete galinhas, anteriormente engaioladas, num repasto que será oferecido ao público presente!!... a "arte" dos "artistas" não pára...  
... porque é que estas duas performances fazem-me tanto lembrar a arte política que se pratica na República Portuguesa?

19 de agosto de 2011

Uma República dos Ateus


O "Presidente" da Associação Ateísta Portuguesa diz hoje numa entrevista ao DN que acha muito bem a manifestação dos ateus, laicos, homossexuais e "indignados" em Madrid e que, se pudesse, gostaria de ter ido. Também eu gostaria de ter ido, para manifestar a minha fé. Depois diz que em Portugal os ateus devem manifestar-se contra os poderes da Igreja ( visto que "existem cada vez menos católicos"), contra os privilégios das Misericórdias. Para este "Presidente" o Estado devia assumir tudo e retirar "os benefícios que a Igreja goza em campos como a educação e saúde". O que este "Presidente" não disse era se, caso a Igreja fosse expulsa ao estilo do tempo e modo do "mata-frades", a sua  associação (e os associados) passaria a oferecer sopa, roupa e carinho às milhares de famílias e abandonados que recorrem (e sempre recorreram) às instituições de inspiração cristã. Coitados dos desesperados na "República dos Ateus"...

18 de agosto de 2011

A fé

Os marchantes profissionais da esquerda espanhola juntaram-se outra vez em Madrid para se manifestarem contra a presença do Papa e os "custos inerentes". O que ele dizem não se coaduna com os intentos, tanto mais que o Alcaide já veio afirmar que o retorno já se faz sentir e que se espera um encaixe financeiro muito considerávelmente acima do que o governo espanhol vai dispender. Estes "indignados" não estão contra os gastos de 50 Milhões que custa a dita visita... estão contra o Papa! Do montante, que serve de bode expiatório para a contestação, 80% são angariações de fiéis e do Vaticano ao que o governo espanhol comparticipa cedendo instalações e dando um desconto a viagens organizadas por grupos institucionalizados de juventude. O que estes laicos, republicanos, homossexuais, ateus e “indignados” pretendem é criar barulho e constrangir um encontro de jovens sem paralelo em nada no mundo. Qual concerto, qual quê, nem os Rolling Stones, Beatles e outros quaisquer juntos conseguiriam fazer reunir tanta gente: estima-se que chegue aos 2 milhões de pessoas. Perante tamanha expressão de fé, uns poucos milhares de "indignados" começaram a agredir verbalmente comitivas de jovens católicos (num dos cânticos que ouvi na televisão, chamavam "Nazi" ao Sumo Pontífice), que se concentram para o encontro com o Papa,  e acabaram a atirar garrafas de vidro e pedras à polícia. Que gira demonstração de Liberdade e de respeito pela liberdade alheia! Quer queiram quer não, a resposta dos jovens ao apelo do Vaticano – as Jornadas Mundiais da Juventude em Madrid – são uma verdadeira Revolução, um punho acertivo contra a doença do materialismo, a mesma que os "indignados" dizem combater! 
...mais garrafa mais pedra, mais polícia mais gritaria, a "movida de esquerda" da Porta do Sol debandou completamente pelas 23h00... à mesma hora que começava o Barcelona-Real Madrid!!...

16 de agosto de 2011

Escondidos


A moda dos "vidros africanos" chegou à República Portuguesa. Procurei saber se é uma obrigação das marcas mas não é. Os stands de automóveis respondem apenas a um "apelo" do mercado. Falo dos vidros escuros nos automóveis mais recentes que circulam. Uns são todos esfumados, outros são só escuros na parte de trás e mala, outros é um misto de esfumado com escuro retinto. Escurecer os vidros dos carros é uma moda em muitos países africanos e do médio oriente. Eu percebo que lá os indígenas não querem ser vistos dentro dos Jeeps, talvez por mentalidade ou por se pretenderem esconder da vergonha da pobreza alheia. Por cá soa-me a uma moda mista. Por um lado a noção de "intimidade-privacidade" (uma casinha com rodas!) com sabor a racing, por outro lado o sabor voyeur de quem vê mas não quer ser visto, tipo, "posso fazer aqui o que eu quiser" – com as devidas ressalvas, é como sair à rua com capuz e lenço na cara (muito em voga, por estes dias, em Londres e afins!). De qualquer maneira a coisa soa-me a carro funerário e a complexo e no que toca a este género de complexo-burguês o português é um psico-consumidor exímio. Num país em que os acidentes na estrada matam aterradoramente, a decoração que certa malta dá às viaturas não podia ser mais irónica.

14 de agosto de 2011

Leite


Este copo de leite não deve saber o que é levar um murro. Como gostaria de ler esta prosa após um "evento" em que lhe destruíssem a casa (porventura ainda vive com os pais) ou o negócio e uns dentes partidos.

A violência

Parece que a violência está a aumentar. Pelo que vejo a violência que me falam e mostram não é a que mais me choca. O que me fere é a violência da injustiça. Da passividade por covardia ou interesses. A injustiça que evoco não é o instrumento da "justiça" é o anátema da "justiça" estar dependente de gente sem espinha, da "justiça" estar dependente de acordos, de estar atravessada pela "moral" dos legisladores, por artimanhas processuais, por delongas com demoras intencionais, por ideais políticos e arbitrários, por formas imorais. 
Como posso eu respeitar uma sociedade onde o conceito de Respeito foi subjugado pela bebedeira do Direito a tudo e mais alguma coisa, até o direito a ser violento?

Uma lição*

A escumalha que participou e fomentou os riots em Londres, e demais, não é a imagem da monarquia inglesa. Se dúvidas houvesse sobre a razão de ser da democracia Britânica, eis mais uma prova.

* Publicado no Combustões

10 de agosto de 2011

Só falta

Só falta classificarem o imóvel e proibirem a limpeza ou restauração do edifício em prol da... "arte urbana".

Coitados


Após os crimes insanes de Oslo as páginas dos jornais encheram-se de comentareiros a falar sobre a extrema-direita, os mártires "jovens de esquerda", a exortar os benefícios do multiculturalismo e das sociedades do "deixa entrar e sustentar", como melhores exemplos, a apelar ao fim das políticas neo-liberais. Apenas se esqueceram de referir o perfil ideológico que o lunático Breivik ostentava quando se fotografou com o "avental". De facto, a boa esquerda portuguesa não se cansou do exercício ideológico em prol das suas lutas diárias, sempre a apoiar os totais direitos, irreversíveis, para todo e qualquer cidadão. Claro que os direitos acabam quando os cidadãos "enriquecem" pois deixam de ser cidadãos para passarem a ser ricos, logo... estão do outro lado do fosso! Esta forma de ver o mundo é o rastilho dos mais recentes incidentes. Para a boa esquerda toda a praxis sociológica passa pela "distribuição" da riqueza. Distribuir. Retirar. Alimentar sem cultivar exemplos de cidadania empreendedora e altruísta. 
O que se passa em Londres bem podia ser uma resposta aos apelos das boas esquerdas quando pedem que os cidadãos se revoltem de todas as formas contra as políticas, curiosamente, as mesmas políticas que permitiram a sobre-lotação de emigrantes de toda a espécie. Mas não é. São, sim, actos marginais e criminosos perpretados por cidadãos muito queridos para a boa esquerda. Alguns bons homens de esquerda já nos avisam que isto pode acontecer por cá! Coitados daqueles jovens ingleses, tão afoitos. Coitado, também, do jovem louco Breivik.  

9 de agosto de 2011

London calling

Uma das minhas bandas favoritas, na adolescência, foram os Clash. Tinham tudo o que eu não apreciava do ponto de vista do discurso mas sobrava a música e a irreverência. Eram "republicanos", laicos e escreviam sobre revoltas e lutas com a polícia. Eram jovens e faziam a sua luta ao som de guitarras! Todavia, se Joe Strummer fosse hoje vivo ficaria envergonhado com as cenas inacreditáveis que a sua Londres está a sofrer. Não, não se trata de uma revolução com mais ou menos guilhotinas trata-se de devaneio oportunista e violento de uma escumalha que não tem escrúpulos. E tem de ser dito com todos os dentes, o socialismo do sr. Blair está a mostrar a sua face e a custar o seu preço. A ver vamos. Espero que a governança inglesa não tenha tiques de complacência complexada e faça cumprir a lei. Com dureza e implacabilidade.

8 de agosto de 2011

Marabilhas à beira-mar


As praias portuguesas estão uma marabilha. Super-lotadas de todo o tipo de gente e de gente de todo o tipo. Desde o pessoal com barriga de tonel, às merendas com garrafão, aos cães à solta na praia a defecar na areia, aos arrotos do pequeno-almoço, aos jogos de bola em cima de quem quer que seja, à catraiada adulta a fazer que surfa, às discussões por um bocado de areia, às "senhoras" que se chamam por tia, enfim... mas o que mais está na moda é a tatuagem; vi com os meus olhos que a fauna é cada vez maior e os motivos gravados por baixo da pele são cada vez mais (i)realistas; ontem era o desenho de contorno a azul, hoje é uma paleta de cores. Dos jovens aos de meia-idade, o povo gosta de exibir a "sua" tatuagem, de se "afirmar" com a sua originalidade. Ele é as tatuagens de mulheres nuas, ou tão somente de um rosto, um carro, uma frase em "chinês" ou com caracteres "árabes". Longe vai o "amor de mãe". São os tempos que correm nesta multiculturalidade tatuada de bondosas afirmações.