31 de outubro de 2011

República em estado des graça


Por todo o lado virtual, onde pára uma notícia sobre a crise económica paira um rol críticas de leitores anónimos. É lê-las. Uma delícia para as teses da má-educação e ressabiamanto caseiro. Mais do que as notícias (manipuladas/manipuladoras) os "comentários" são um tribunal animalizado do conteúdo informativo. É lê-las. As notícias, desta República em estado des graça.

27 de outubro de 2011

José das notícias


Num estilo Saramago José "dos Santos" está em campanha de facturação do seu último livro que fala sobre o "Último Segredo". Diz, está a pôr a público os segredos não secretos da verdade de Cristo. Em resposta a críticas da Igreja, José exclama: A Igreja não deve temer "a verdade"
Obrigado José, por pretender fazer-nos ver a mentira. É pena que eu não queira ler o seu livro pois se ele tem "a verdade", que o José tem, eu sairia muito mais a ganhar pois ao vê-lo noticiar o "telejornal" eu iria saber quem sou. Contudo, eu sabia, tantos anos a vê-lo dar notícias, um dia haveria de vê-lo a querer ser a notícia, a verdade e a vida. E dos Santos já o José é!

25 de outubro de 2011

As prioridades


Nada se faz que não a preocupação do défice, das contas, dos juros. É ver os políticos empenhadíssimos a tratarem dos "problemas" prioritários. Entretanto parte da vida fica de parte. Nunca houve tanta violência gratuita, parte dela encostada à conta da "crise". Como nos últimos anos o socialismo só se preocupou com garantias e mais garantias para os cidadãos, esquecendo-se de professar os deveres, a coisa chegou onde chegou. As leis já deviam ter mudado de acordo com a realidade; o tempo do ladrãozeco com escrúpulos acabou. As penas de prisão têm de marcar a vida dos delinquentes tanto quanto as acções destes marcam a vida das vítimas. Entretanto mais pessoas vão morrendo à custa de uns maços de tabaco, jóias, ATM's, carros e arrufos com ex-namoradas. A escumalha diverte-se com a legislação. Mas primeiro as contas, depois a vida.

24 de outubro de 2011

O camarada


O camarada Vasco diz ao povo que se sente roubado e apela a que ele vá para a rua. Concerteza a Associação 25 de Abril distribuirá as armas. Eu também me sinto roubado. Desde o 25 de Abril que a corja tem andado a aviltar-se dos dinheiros públicos, até hoje. É curioso o camarada não se ter sentido roubado, desde então. O que ele quer é outra coisa, é gerir as convulsões. Depois, nota-se aquela espuma a sair da boquinha quando tem oportunidade de proferir a palavra "direita", que tantas saudades deixa nos camaradas.

22 de outubro de 2011

Mudar

Nestes dias em que tanto se critica a austeridade eu lembro-me dos anos em que a visão da maioria das pessoas era de "crescimento". Portugal era um paraíso, entretinha-se a refinar as suas teorias das vitórias Abrilistas e a projectar um futuro lindo e terno regado pelos milhões da Comunidade, conforto conseguido pelo herói anti-fascista Soares. Os políticos da altura (que hoje, mais velhos, se regalam com o conforto da massa conquistada e do poder instalado) falavam como evangelistas, falavam dos seus sonhos como dos nossos se tratassem. Talvez por isso, nem um só momento dei de atenção a tais homens que na altura pensava serem apenas interesseiros mas que agora chamo de ralé. Acho lastimável a impunidade e a leveza com que olhamos para os actos políticos, para a anestesia a que fomos votados, mas não me admira. Um país que esqueceu e não condenou o assassinato covarde de um chefe de estado não pode crescer saudavelmente. O sentido crítico foi vendido às mentalidades dominantes, de uma forma tão corrupta, moralmente, como a corrupção material. A história está perante nós e pergunta-nos constantemente: como chegamos aqui? Neste momento, devemos olhar para nós e perguntar onde pára a nossa consciência, depois devemos reflectir porque devemos acreditar mais nos outros do que em nós e exigir aqueles que nos fizeram promessas, à nossa custa, os resultados. Os tempos pedem-nos uma mudança radical desde o regime ao sistema. O que vejo é que poucos querem mudar. Poucos questionam a República: "há problemas mais importantes", dizem. Não se fala de mudança mas de constança, não se olha para trás. Vem aí as greves, as indignações, as manifestações pela não mudança. São sinónimos da mentalidade instalada pela propaganda da república, do vício da passividade, da preguiça física e mental, do desejo da permanência dos subsídios gratuitos. Vem aí a luta, mas ao invés dos que lutam com consciência pátria esta será uma luta feita pelos que estão a favor de uma doença que os fará enterrar.

21 de outubro de 2011

20 de outubro de 2011

Indignados Vs Indígnos

Está bom de ver que nestas manifestações anti-troika está a mão dos extremistas-anarquistas e dos partidos de esquerda. Hoje, em Atenas, os meninos chatearam-se de atirar pedras à polícia e ajustaram argumentos entre eles. Porque lutaram entre eles? Ora pelas posições de "batalha". Isto de política de rua é coisa que os camaradas e a escumalha sabem fazer como ninguém.

17 de outubro de 2011

Um país de abortos


Somos um país de abortos, onde a maioria que aborta são abortos desresponsabilizados por uma lei feita por abortos.

16 de outubro de 2011

Pudera


Há uma "classe" de portugueses que se chamam "constitucionalistas". Estes, consideram-se uma eminência à parte. Tudo indica, porque foram os pais ou mentores desta bosta de Constituição, facciosa, politizada, interesseira e armadilhada para durar a eternidade. O constitucionalista Gomes Canotilho fala contra os justiceiros!!! Também fala em "República". Claro que é preciso ter cautela com os justiceiros que clamam por justiça e com os "pelourinhos". Pudera. Guilhotinas e cabeças a rolar nas mãos do povo irado e imbecilizado só na longínqua e muito amada Revolução Francesa. A tal que pariu a febre revolucionária vintista e a, tão actual, legião de admiradores das grandes esquerdas que agora não vêm razões para serem julgados pelos mesmos meios!


15 de outubro de 2011

Anúncio

Jovem adulto, sem barriga e fotogénico, propõe-se para comentador na RTP. Assunto sério. Aceita qualquer horário; respeita a hierarquia. Bom trato e eloquência. Diversos graus académicos, o que permite colocar Dr. antes do nome. Está habilitado a falar de tudo e mais qualquer coisa excepto sobre mudanças de sexo. Gosta de ironia e não tem problemas em falar de forma inflamada/revolucionária nem em mandar unir o povo e corrê-lo para rua ou para a respectiva família, conforme obrigar o teor do programa. Não se importa que as mesas sejam redondas. Aceita os honorários praticados, embora lhe desse mais jeito o patamar dos 600 euros por faladura .

Sim

Sim, os funcionários públicos estão a ser prejudicados pelo patrão-estado lhes estar a tirar 2 salários-subsídios. Não, os funcionários públicos não são apenas e só prejudicados, são beneficiados por um apoio à doença e pela "bênção" inaceitável de não (a ver vamos) poderem ser despedidos. Sim, o facto dos funcionários públicos não terem, até agora, o espectro do despedimento coloca-os num lugar de privilégio, inaceitável numa "República", face aos outros cidadãos. Sim, a "progressão, automática na carreira" é sinónimo de carreirismo, laxismo e oportunismo. Não, não sou contra o funcionalismo público, sou contra a situação inaceitável em que o Estado se encontra face à reles apropriação, indevida, dos seus governantes que usaram o estado como de uma empresa privada se tratasse, pronta a empregar, dar e distribuir.

Fedor

Um "herói" americano com o nome Fodor está a agir para proteger o seu bairro em Seattle. Faz patrulhas e fornece porrada mesmo sem saber bem se está a fazer justiça! Seria interessante importar o Fodor ou o conceito para cá. Eu dava-lhe o distrito da Assembleia da República – S. Bento – Belém. A ver se Fodor acabava com este fedor.


14 de outubro de 2011

Ingestão


Mandaram vir, mandaram fazer, abriram os cordões ao saco roto e encheram-no de dinheiro emprestado. O povo que protesta é o mesmo que aplaudiu a orgia de afazeres e subsídios para o povo unido. Durante os anos do frenesim do socialismo (governos do PSD incluído) ninguém protestou contra esse "progresso" e esbanjamento do país. Só agora estão indignados, os putos, os rascas, os betos, os trabalhadores e subsidiários, os frustrados de bolso vazio e cheio. Querem mais do mesmo folclore despesista. Mais Estado.  Mais ingestão.

12 de outubro de 2011

Adoentados


Os dados dizem que o nº de pessoas que se deslocam às urgências tem estado a aumentar. Estes dados parecem reflectir, depois de uma redução acentuada entre 2006 e 2009, que a crise está a tirar as pessoas dos seguros médicos e dos consultórios particulares. Como não há médicos suficientes nos centros de saúde o povo dirige-se para os hospitais. Esta migração tem duas consequências, faz aumentar a despesa pública (deste SNS bem gordo e sedento) e faz aumentar o tempo de espera para aqueles que realmente se encontram de verdadeira urgência médica. Com a saúde não se brinca, dizem, apenas com a nossa saúde mental e moral. A "Crise" tem destas crises. A nossa, da República, já dura há muito. Somos um povo adoentado.

11 de outubro de 2011

Teostocracia

O estilista Nuno Gama participou na ModaLisboa com uma "colecção" inspirada nos homens que frequentam os ginásios e consequente "teosterona". Depois, explicou, que se inspirou nesses homens, no código de "balneário" e na "aristocracia". O resultado foi um desfile que se chamou "teostocracia" (salvo erro de junção de letras!). Em momentos de crise instalada eu dou palmas às fontes de inspiração dos portugueses, dá para o desenrascanso. Sei que é coisa de estilista, esse cruzamento de homens, balneários, teosterona e aristocratas com meia calça e camisas de renda. Pronto. Era muito pior se se fosse inspirar nos pouco machos, flácidos e povo unido. Não está na moda.

10 de outubro de 2011

Manuel Bento


Se fosse vivo o meu irmão mais novo, Manuel Bento, fazia hoje 46 anos. A sua perda, há 21 outonos atrás, faz-me sentir o tempo de uma forma pausada e presente, todo o passado é presente; o passado sentido. De qualquer modo o tempo que falta para o nosso reencontro será sempre curto. Tudo é pouco ao pé da eternidade.

6 de outubro de 2011

Um sonho de 5 de Outubro


Ontem, tive um sonho de 5 de Outubro. Pelo almoço, um repasto de sonho (que bem dirige estes eventos a minha prima Rosarinho!) com dezenas de familiares numa quinta de família, em Mansores. Ao jantar, em casa de uma das minhas tias, um jantar de aniversário, de uma outra tia, com os meus irmãos e a nossa descendência. Ao deitar um sonho peculiar! Ainda antes da meia-noite desse dia, sonhei que estava a dar uma entrevista na televisão (sonho inédito)! Falava e falava contra os corruptos que nos governavam, dos terroristas que implantaram a República, da escumalha que apoiava o terrorismo como forma de implantar um estado de "direito", das anedotas de "presidentes" que tivemos na I e II república, dos presidentes saídos da corruptela partidária do pós-25 de Abril, dos esquemas e falcatruas que o regime permite, do autismo de que padece o cidadão português. Já alto no sonho, disse para o ecrã que ia para a rua e que o povo se me juntasse para um golpe de estado!!! Vi-me na rua, de megafone, a comandar uma multidão vestida de branco (!) a derrubar a república e a ver a monarquia renascer naturalmente (apareciam bandeiras brancas com o escudo real ao centro nas varandas dos prédios), sem tiros apenas com palavras de ordem e a dirigir centenas de pessoas apressadas; os militares também estavam fardados de branco (!), dezenas de prisões erguiam-se; o sonho parou quando eu estava a ditar a lista dos governantes que iam a julgamento sumário pelo estado da nação, todos, sem excepção. Espevitei, acordei. Foi o cansaço, com certeza, ia precisar de várias semanas para alinhavar a lista. Que sonho de 5 de Outubro.

1 de outubro de 2011

Loucura


A loucura não vive escondida, anda à solta. É deprimente ver todos os dias relatos de assassínios entre familiares. É o marido que esventra a mulher, o irmão que mata o irmão, o filho que esfaqueia a mãe, o ex-namorado que queima a ex-namorada. A loucura tem cara e olhos. Poucos destes assassinos terão problemas congénitos patológicos. A maioria dos crimes são laivos de frustração, ausência de valores e ódio latente que se descarrega em quem está mais próximo. É mais um espelho – pleno de perguntas – que se põe à frente deste modelo de sociedade de "modernas" virtudes, complexadamente inspirado pelos amanhãs que cantam, mentiras de encantar.

Buracos


Para que não hajam dúvidas convém esclarecer que, o "buraco" de 6 mil milhões de euros nas contas da ilha da Madeira significam 6 mil milhões gastos aquém do orçamentado!! Gastos que foram pagos, em vias de pagar ou em risco de não serem pagos (o que representa, igualmente, prejuízo material). E, como obscenamente diz o governador do arquipélago, o "buraco" – indecoroso e a descoberto – da República é bastante maior. Convinha que o jornalismo, de chinelo, tenha pudor e dê o mesmo tratamento aos governantes do continente que dão a João Jardim e os classifiquem com os mesmos epítetos. Que rica vala comum os recentes políticos escavaram.