1 de outubro de 2011

Loucura


A loucura não vive escondida, anda à solta. É deprimente ver todos os dias relatos de assassínios entre familiares. É o marido que esventra a mulher, o irmão que mata o irmão, o filho que esfaqueia a mãe, o ex-namorado que queima a ex-namorada. A loucura tem cara e olhos. Poucos destes assassinos terão problemas congénitos patológicos. A maioria dos crimes são laivos de frustração, ausência de valores e ódio latente que se descarrega em quem está mais próximo. É mais um espelho – pleno de perguntas – que se põe à frente deste modelo de sociedade de "modernas" virtudes, complexadamente inspirado pelos amanhãs que cantam, mentiras de encantar.

1 comentário:

George Sand disse...

Infelizmente. Uma sociedade cada vez mais turbulenta,mais violenta, menos humanizada