24 de novembro de 2011

Grave

Nunca fiz greve porque os meus clientes pagam-me (independentemente do pouco que seja) para verem os projectos consumados, pagam-me para verem trabalho feito, para trabalhar. Nunca "participei" em greves gerais (?) porque não ando a reboque das agendas ideológicas dos sindicatos. Se há cidadãos descontentes no "público" que saiam para o "mundo real", abram empresas. Mais uma vez, os funcionários públicos provam a sua noção de serviço público, a sua postura para com os outros cidadãos contribuintes que alimentam o vencimento que recebem todos os meses. Não perceber a conjuntura actual, não perceber que o "patrão" não pode pagar mais, não perceber que o "patrão" está falido e que para dar mais aos seus "afilhados" tem de subtrair na distribuição dos outros compromissos, não perceber que  o "patrão" está prestes a deixar de o ser não é Greve, é grave.

2 comentários:

João Catarino disse...

Vim aqui porque a greve me abriu o apetite para consultar a opinião iconoclasta do meu amigo!
Não me enganei, cá estava ela no tom que eu esperava.
A greve veio mesmo a calhar esteve sol havia ondas fui surfar!

João Amorim disse...

caro amigo

Tu um trabalhador, um intelectual, a fazer greve? Não acredito, só pode ser o apelo apaixonado dessa Liberdade que comungas com o nosso mar azul. Eu faço greve a trabalhar, não vou nas ondas enroladas do sindicalismo parcial.