22 de novembro de 2011

O passado


Hoje o jornal i traz uma entrevista a Seninho, antigo jogador do FCPorto. Falar de Seninho é falar da minha juventude, ainda criança, dos primeiros tempos em que me começava a aperceber do mundo para além da minha vida familiar. Foi o primeiro jogador que posso dizer que admirei; depois o Oliveira, depois o Fernando Gomes. Adorava ver o FCPorto jogar, e não me importava que não fossemos sempre campeões (como nos últimos anos), o que me atraia era o nome da minha cidade e o aspecto formal do equipamento. Azul e branco, listrado como se um estandarte medieval se tratasse. Um clube moderno com características visuais de farpela ancestral, desse eterno azul e branco português. Desses anos, em que as emissões televisivas eram a preto e branco, nunca esquecerei os nomes da geração de Seninho*: Fonseca, Gabriel, Simões, Freitas, Murça, Rodolfo, Octávio, Ademir, Seninho, Duda, Oliveira e Gomes.
O futebol tem coisas interessantes, mesmo nos cidadãos ressabiados, progressistas, da esquerda moderna, falar de futebol só é possível quando se evoca o passado, esse acto mental tão monesprezado pelos acólitos do futurismo, porque no futebol não se pode falar do resultado que não existe mas somente constatar os resultados conquistados, a sua contabilidade, da primeira e longínqua à última vitória, os nomes que foram, os jogos que ficaram. O futebol é um jogo que se joga para deleite no tempo. Pena que os "adeptos" sejam, numa larga maioria, uma mole de imbecís que se agregam para "festividades" adversas ao conceito de desportivismo.

* Na foto: Seninho, de joelhos, o segundo a contar da esquerda, Ano 1977/78.

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