23 de novembro de 2011

A política


Conheço muitos políticos. Uns que fazem política na junta de freguesia, outros nas Câmaras Municipais, outros em Institutos, de coiso e tal, outros em Ministérios, outros na Assembleia Nacional. Todos são políticos porque vivem da "política". Entre eles, uns foram "nomeados" há uns anos e "assim" ficaram, outros começaram em "listas" em eleições ganhas ou perdidas, outros ganharam o estatuto nas urnas legislativas; há ainda outros que foram peças de substituição e por lá ficaram. Não estou com prosápia, conheço mesmo. São quase 21 anos de trabalho em contacto com os velhos e novos actores desta farsa nacional. Por uns tenho respeito por outros tenho muitas dúvidas, quando nojo. Em todos eles, salvo meia dúzia de excepções, os dias são ocupados – mentalmente – a "trabalhar" ou em "reuniões" de formação ideológica. A trabalhar! É isto que o povo português tem de perceber. Para a maioria eleita ou nomeada para cargos públicos a política é trabalho, é proveito e segue a "lógica do mercado"! Este é o "benefício" da nossa "democracia" polida no vil conceito de República: todos temos direito... ... ao "tacho", ... sendo que tacho é balbucio que denota um sentimento de inveja que não devia existir em República porque se "somos iguais" porquê invejar? Como é que o povo pode exigir sentido de "Dever" aos seus políticos se na rua só clama por "Direitos"? Porque vem agora o povo, que elegeu esta corja, cismar com os "tachos", esse fruto tão apetecido, sangrado e dividido pelos primos, irmãos, sobrinhos e amigalhaços do próprio povo?
Esta tempestade é um bom momento para se pensar no que é a Política e a República em Portugal.




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