21 de novembro de 2011

A revolução Egípcia


Escreve Paula Cosme Pinto no Expresso: A jovem (da foto) tem 19 anos e assume-se como uma mulher "secular, liberal, feminista, vegetariana e independentista do Egito". Cansada do assédio sexual a que as mulheres do seu país foram, e continuam a ser, sujeitas ao longo dos séculos, Aliaa propagou pela Internet aquilo que diz serem "gritos contra a sociedade de violência, do racismo, do sexismo, do assédio sexual e da hipocrisia".
Esta jovem de tão atormentada que anda decidiu despir-se para passar a mensagem no facebook e afins. Vestida não conseguiu fazer passar os seus ideais e revoltas. Olha-se para a fotografia e tudo fica límpido. Vê-se mesmo que ela, revolucionária de esquerda, quer falar aos Egípcios através dos sinais metafóricos da fotografia. Tudo fica claro quando a jovem despe as cuecas e nos diz que é vegetariana, quando pôe as ligas e nos diz que é independentista, quando pinta os sapatos de vermelho, numa foto a B&W, para nos falar sobre a sociedade de violência. Não sei como vai ser o futuro desta jovem de 19 anos cansada do assédio sexual, ao invés do que pensa, a partir de agora, será verdadeiramente assediada. Pela sua veia anti-hipócrisia, concerteza.

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