25 de novembro de 2011

Ruas


Pelas notícias que tive a paciência de ler constatei que a greve ficou-se por números de adesão que ninguém sabe ao certo quais. Nem interessa. O filme é feito para as emissões televisivas. Depois, deu-se o caso de um grupo de "indignados" ter tentado subir as escadarias da Assembleia Nacional. Não sei porque não os deixam subir, as vistas são bonitas dali. Nada é tão bom para um "indignado" como estar com a polícia à frente dos olhos de caras com as câmaras de filmar. No fundo são actores de um projecto de afirmação pessoal-ó-ideológica, o fito é provocar, levar, dar, filmar, enviar SMS's e comemorar. Mais caricato são as cenas infantis dos piquetes de greve, um anátema do próprio direito à greve. Então os camaradas estão a vedar aos outros a liberdade do direito ao trabalho? Por saldo, um dia fatídico para muitos portugueses, especialmente em Lisboa* à custa dos grevistas dos transportes públicos. Os anarquistas e "indignados" devem esfregar as mãos de contentes; uma acção destas não se pareceu com as "ruas árabes" mas já se atiraram umas garrafas com gasolina para umas repartições, que fixe! "Ruas árabes" é pouco para muitos deles, eu diria umas "ruas de merda".


* No Porto, para além dos transportes públicos, quase tudo funcionou normalmente; os correios continuavam cheios, a repartição de finanças estava aberta, e a andar bem, não reparei em nenhuma loja ou restaurante fechado com um cartaz a dizer greve, a escola contígua à minha casa estava a funcionar a 100%...

Foto: "A Bola"

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