13 de novembro de 2011

Três notas após a "Manifestação de Preparação para a Greve Geral"


Após ver nos media os militares a passear em Lisboa com "tarjas" escritas em bom português, num híbrido pré-pós-aborto ortográfico, reflecti o seguinte:
– os militares colaram-se à imagem de "funcionários públicos", meros funcionários. A partir daqui a "noção" de corpo físico da nação vai ficar ao nível dos tropas descabelados e barbudos de 1974.
– Os funcionários públicos queixam-se de estarem a ser prejudicados em virtude dos cortes nos subsídios não recaírem sobre os privados. Ora, coitados, imbecilizados pelos sindicatos anarquistas, esquecem-se que têm sido os privados a sofrer e a berrar com a crise, basta vermos os níveis de despedimentos (já existem, quase, 600 000 desempregados) nos privados... aterrador. Na função pública, só 5 ou 6 e por justa causa. Eu, continuo a achar imoral a cláusula de proteccionismo ao funcionário público que impede o seu despedimento! Não foi uma "conquista de Abril", foi uma "injustiça de Abril" para com a maioria dos trabalhadores portugueses. Se os funcionários públicos não vêm nesta confortável (para já!) condição um privilégio, então que se despeçam e comecem a vida a criar empresas e a gerar empregos!
– Se numa empresa em dificuldades têm de ser os patrões e gestores a pagar do bolso os impostos e os ordenados, digo, tem de ser a empresa a resolver por qualquer meio os seus compromissos, porque razão é que o estado tem de suprimir parte dos ordenados dos trabalhadores dos privados só para compensar as perdas dos ordenados dos seus funcionários visto estar em falência e a levar para a falência a economia privada?
Uma coisa é a diminuição dos salários e benefícios, que é real, outra coisa é os funcionários públicos sentirem-se descriminados e perseguidos. 
Esta mentalidade do estado-patrão é uma prova de que a cantilena socialista-subsidiária pegou fundo na terra árida desta República abastardada.

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