30 de dezembro de 2011

Andam todos consumidos com os prováveis despejos


Se um décimo dos paineleiros, comentadores, opinistas tivesse inteligência e memória faria uma "volta a Portugal" das últimas décadas e veria que a questão das rendas, que agora se coloca, não é mais do que uma reforma, necessária, ao património que só peca por tardia. O congelamento das rendas, que a "esquerda" tanto protegeu, deu azo ao histerismo da "casa própria", ao excesso de crédito, ao abuso de sucessivas gerações de inquilinos que pagavam de renda mensal por casas com jardim o equivalente a uma refeição para 3 pessoas. O que eu verifico na história é o deserto de criticas ao maior despejo colectivo de que há memória no nosso país. Já tivemos um governo "democrático" que desprezou cidadãos portugueses, os humilhou, segregou e despejou do seu espaço afectivo e físico; ainda por cima rotulou-os de "retornados". Sobre essas "reformas" e políticas, sobre esses exemplos, não ouço os paineleiros e cronistas oficiais tecer teses de reflexão ou de discussão pública.

Sem comentários: