15 de dezembro de 2011

Caladinhos


Após a tragédia de Oslo, em Agosto, o país foi inundado com artigos e historietas sobre o alucinado Behring Breivik. Todos os paineleiros deste país lutaram entre si pelos melhores epítetos; ele era terrorista, fascista, cristão, caucasiano, nazi e os temas variavam entre o perigo da "extrema-direita" e as "políticas de direita" e a sua influência na vida das pessoas. Recordo em particular os textos da Fernanda Câncio e do Rui Tavares. Deliciosos. 
Três dias passaram sobre o atentado de Liége, consumado por Nordine Amrani, um belga de origem marroquina, muçulmano assumido, perito em armas, preso várias vezes por violência e violação. Onde anda a emoção da escrita moralista? Os paineleiros-cronistas estão calados nas suas deambulações? Não, estão caladinhos.

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