30 de janeiro de 2012

A parentela


A "Casa Civil" da Presidência veio sossegar os jornalistas e dizer que não há problemas nem litígios com o governo de Passos Coelho. Mas tanto obséquio porquê? Porque tem a Presidência que prestar contas do seu estado de alma à governança? E porque é assim tão importante a consonância? A Presidência deve fazer o que lhe compete e a governação idem, idem. Convém os cidadãos saberem que a representação do regime e a governação não são um casal, amantes ou namorados. São o que são e devem fazer para o que foram paridos. Coisa que pelos vistos a República ainda não sabe, é mesmo coisa de uma desnudada abusada! Ainda por cima é órfã, abastardada.

26 de janeiro de 2012

Uma boa notícia


A (boa) ironia e a causticidade inteligente parecem estar de volta. Mais uma boa notícia entre as milhares que podem entrar, se quisermos, no nosso âmago.

You simply the best


Não é que eu seja particularmente atraído pelos buracos das fechaduras ou cole o ouvido às paredes mas sobre a coisa pública tenho alguns pudores. Se há missa que advogo é a total transparência nos concursos de admissão à função pública. Tudo, para baixo de ministro (incluindo secretários de estado, adjuntos, etc) devia ser colocado por concurso (é assim em França, Inglaterra, Noruega, Alemanha e concerteza muitos que tais) através de curriculum e prova académica. Mesmo nestes casos, a renovação do cargo, a partir de determinado posto (os tais que são mais sujeitos à pressão política do momento), só seria consentida com nova prova entre concorrência. Enquanto a República não avançar para isto (não quer e não querem) vai-se continuar a engolir com isto.

25 de janeiro de 2012

Um dia


Um dia, vamos deixar de ser um país para ser uma freguesia. Talvez tenha sido este o sonho dos socialistas europeus. Da forma como a UE está a conduzir as soluções financeiras face à "crise", a aglutinação dos poderes "locais" parece ser a estratégia contra a teimosia pátria dos estados membros em acatar os alinhamentos e os tratados. Um só estado "europeu", um só "parlamento", várias províncias. No futuro uma só língua. Não será difícil tornarmo-nos cineastas para realizarmos este filme. Falta saber como irão os povos acolher o festival. Se pela inércia da pobreza e da fome se pela tortura das dívidas (as pessoais e os impostos impostos). Eu não diria tanto uns estados unidos como os EUA, talvez como uma URSS.

24 de janeiro de 2012

À beira mar

Uma verdadeira notícia, onde não se fala de impostos, pobreza, política, corrupção mas antes deixa no ar a visão da inocência e beleza da, incongruentemente chamada, vida "selvagem". Selvagens são muitos de nós.

21 de janeiro de 2012

Cavaquinhos

Eis a República pela voz do seu representante a queixar-se da sua reformazita. E dito com cara séria. Os portugueses não têm razão para se inflamar. Querem Repúblicas, paguem-nas e aguentem-nas. Todos os que foram para se sentar no penico da república são iguais no apego ao emprego e mordomias. E se fosse só um mas não, sustentamos mais três cavaquinhos.

19 de janeiro de 2012

Gente repugnante


Este país tem gente admirável e gente repugnante. Considero gente repugnante (dentro do espectro temático que pretendo anuir) os que tendo consciência, que se auto-intitulam moralistas, humanistas, fraternalistas, etc, vejam as questões pátrias sob a batuta do agregismo sectário, do primarismo ideológico e as morais pelo espelho mágico dos preconceitos. O pior é que a gente repugnante cativa. Cativa pelo choque, pelo desprezo pelos outros e, ó, como neste país a inveja e o desprezo têm adeptos! Esta gente infecta qualquer família, qualquer nicho, qualquer grupo de trabalho, fala duro e assertivo e se ousarem uma boa barba ou um blaser, desencontrado, mais considerados são. Esta gente, agora, está excitada com o fim dos feriados. Em todo o lado, o mesmo discurso: que se acabem os feriados religiosos mas que se mantenham as pontes para os trabalhadores!! Que se mantenham os feriados revolucionários mas que acabem os feriados patrióticos. Que se erga a memória curta mas que se esconda a verdade longínqua. Esta gente repugnante trepa a tudo. Esta gente repugnante não se repugna. Acha-se limpa. Fixe. "Moderna". É isso que também repugna.

Vamos ser precisos


Depois de ler uma emoção no blogge 5 dias importa-me saber que tipo de adjectivos qualitativos se deve chamar a um comunista. Agradeço.
Será um comunista um "filho da puta"? E que género de adjectivo se deve chamar ao comunista Otelo que ainda ontem voltou a referir-se ao "momento propício" para um golpe de estado?

Obrigado.

16 de janeiro de 2012

"Voice" mal


São daquelas notícias que me atraem muito mais do que o jornalismo faccioso sobre a política nacional. Em certas pérolas podemos subtrair um rebatimento para a socio-patologia da nossa sociedade. São, ademais, verdadeiros retratos da psicologia do português pós-25 de Abril. Nesta peça vemos que um "herói" português na Turquia estava num "Audi R8" parado na "rua Engenheiro Cunha Leal" (a importância da toponímia!) com, entre outros adereços brilhantes, 8 mil euros em notas de 500 (euros) quando foi assaltado. Não diz se tinha o dinheiro numa carteira se no bolso. Inclino-me para o bolso traseiro das calças. Sei que os jogadores de futebol não têm tempo para pensar nem andar nos multibancos, actualmente muito "mal frequentados", vai daí, o Quaresma, levanta de uma vez para os gastos de uma semana. Outro dos pontos altos da peça é a revelação que um dos ladrões foi traído pela voz. Um verdadeiro voice mal para a caixa deslindadora deste crime. 
Quem, como eu, é um apaixonado pela Antropologia da Comunicação, pelos signos visuais e signos vocais, enquanto constructores da definição da palavra oral e da história da consolidação dos primeiros alfabetos, não pode ficar indiferente à exposição dos sinais visuais que o citado artigo comporta. É neste género de linguagem marcadamente complexada e de chicote que reside um dos espelhos da decifração sociológica do homem-Abrileiro. Não há "revolução" portuguesa que atenue o ressabiamento e a inveja endógena, nem fartura que refrie o crime. Assim como, não há "revolução" que traga mais "fraternidade" nem "liberdade". Quanto à "igualdade" não duvido que haja quem queira ser um "Jackie" ou um "Quaresma" com maços de notas de 500 no bolso!


13 de janeiro de 2012

Ele diz-se cansada

Penso que não será motivado pelo novo aborto ortográfico, acredito que seja mais por motivos de aborto intelectual, o que é um facto é que o o sente-se a. E disse-o num Tribunal. É assim um caso de identidade re-treinada, uma dislexia mental que se denota pela desintegração do ego (mesmo que este seja um fantasma inconsciente) e por uma paródia, descontrolada, na busca por uma personalidade. Algo distante mas paralelo à história do Dr Jekyll/ Mr Hyde. E assim, ela goza com os outros achando que com isso se promove enquanto ele. Tristemente, encontro semelhanças deste género de personalidade noutros actores da vida nacional, alguns dos quais apreciam aventais, diamantes de Angola, fundos bancários, fundações e subsídios, cartões de crédito da República, papeis e maços por baixo da mesa, cunhas, robalos e chouriços. Também não são eles os responsáveis pelos seus actos, não são eles... perguntem-lhes a elas!

Unita, Unita, Angola terra bonita


Dá-me gosto ver as barrigas encolhidas de uma certa esquerda portuguesa que nada diz, nada profere, nada adianta sobre uma merecida primavera para a "nossa" ex-colónia Angola...

4000 a mais

Depois de, acidentalmente, ter visto a entrevista na RTP1 ao António Arnaut e ao seu irmão António Reis só me apetece rir com este sketch. Os "irmãos" foram deliciosos, tanto quanto o fel e a hipocrisia. Tanto mérito, tanta Liberdade, tanta Fraternidade que os maçons espalham, tanto sacrifício em busca da Democracia. Mas o melhor foi no final com o grão de bico António Arnaut a dizer que 4000 maçons até é demais para o país, que não deve haver tanta gente "boa" e "habilitada".

12 de janeiro de 2012

Para lá das pedras


O tema vai hirto e confuso mas convém frisar. A Maçonaria gosta de ser "secreta", selectiva, diluída. Dizer, como diz o Prof. Adelino Maltez, que ela contribuiu para a "democracia", para a feitura das leis, e o diabo a quatro, é tecer elogios à sombra das coisas. O que se é assume-se. A Maçonaria vive para si, não vive para a sociedade aberta, de livre associação e admissão e tem uma missão para lá das pedras. Também convém frisar que a Maçonaria não é um "clube", não é uma agremiação. É uma seita, no sentido ideológico e teológico, faz política, faz pressão e imposição. Não nos pátios escancarados da democracia, que apregoa ter sido construtora, mas nos corredores, esquinas e frechas do sistema. No fundo a Maçonaria cultiva a promiscuidade e a dissimulação em proveito da sua (quase) absoluta descrição. Eu não quero uma "democracia maçónica" para isso já basta a maçónica artimanha em que se transformaram os partidos, os políticos e os chefes desta república.


9 de janeiro de 2012

Vamos pagar

Estive hoje no Douro em trabalho. Dos 101 Km, 70 dos quais em auto-estrada, destes, 17 Km são numa só faixa devido a obras de repavimentação e outros 10 são numa auto-pista toda cortada e cheia de estrias de cimento. Quando os nossos milhares de Km de asfalto e cimento começarem a rebentar e a necessitar de manutenção não vai haver aumento de impostos que sustente o piso nacional. Somos um país dividido e martirizado pelo alcatrão e dentro de pouco tempo os cidadãos não vão ter dinheiro para viajar sob tanta portagem. Vamos pagar por termos ficado calados enquanto falavam os cérebros betonados dos políticos que sorriam para nós a abrir estradas para o futuro: o "futuro" que agora vivemos...

7 de janeiro de 2012

Partilhar


Hoje, de bom humor, perguntei ao sr. João, de uma mercearia onde abasteço, se não vai entrar para a Maçonaria, é que lá, nas "lojas" eles cultivam a Liberdade, o Humanismo, a Bondade, a Partilha e outros rituais que fazem bem ao cabedal. E disse-lhe: fale disto ao seu sogro, ao seu empregado e aos seus amigos, passe palavra... Não. Eu não sei onde se faz para entrar mas vou ver a morada e o tel. na net e logo lhe digo. Bom fim de semana!

Apercebi-me

Sobre a "solidariedade" dos irmãos:

6 de janeiro de 2012

Enfim


O jornal Público traz na primeira página uma foto e uma exclamação, que o Sporting forrou uma zona de acesso aos balneários com imagens de adeptos em poses provocadoras e com "gestos de conotação fascista". Leram bem, conotação fascista. Coitado deste jornalismo a querer ser literatura. Não quer dizer que entre os adeptos não hajam fascistas, assim como comunistas, há-os e têm tanto direito a sê-lo como outros que optem por comunismos, socialismos, maoismos, etc. Eu jurei bandeira de mãozinha esticada e não me tornei "fascista". Nunca vi nenhum jornalista a escrever sobre os gestos de conotação comunista, aos milhares, que se denotam nas manifestações e reivindicações públicas. Chamo a isto "insuficiência moral", uma característica dos que padecem do Síndrome de Esquerda, constantemente perseguidos pelo diabo-fascista. Enfim, já nos basta a violência da vida, de leis conotadamente medíocres, de políticos conotadamente corruptos, de deputados conotadamente maçons, do futebol conotadamente mal frequentado.

5 de janeiro de 2012

Preparar o tacho


Na ordem do dia estão as cozinhas onde os "pedreiros" se juntam para preparar o tacho. Mas só agora é que a "sociedade" acordou com o mau cheiro que emana destes preparados?

Preso ao jantar


Não, com isto não quero dizer que alguém ficou preso, atraído, envolvido pelo jantar, quero dizer que um "jovem", cabecilha de um gangue que pratica roubos após roubos, foi preso ao jantar, ou melhor, segundo as notícias, quando se preparava para degustar uma "francesinha". Estou certo que este "jovem" pagaria em dinheiro, deixaria gorjeta e um olhar terno para a funcionária. Depois, concerteza, iria passear um pouco mais pelo Norteshopping (onde ocorreu a detenção), comprar uns "ténis", um perfume, antes de voltar à sua actividade preferida e não declarada nos impostos.
Vai daqui uma salva de palmas para todos os legisladores e "pensadores" políticos que contribuíram para a paz calma deste e de outros "jovens". No fundo, a lei e a justiça em Portugal estão num apuro tal que até dão ajuda a todos os que se dedicam ao ilícito neste momento de crise para todos....

"Nós procuramos ajudar a criar homens bons e respeitadores da lei"

Quem diz isto, quem diz?

Graças a Deus que temos "lojas" preparadas para levar pelo bom caminho ("criar homens bons") toda a escumalha que vegeta na nossa sociedade.

4 de janeiro de 2012

A propósito:


A propósito desta notícia, confusa e talhada para a conversa de chinelo, faço um reparo: aqueles que defendem o aborto – pago e bem pago pela pátria – não acham que não faria qualquer mal se tivessem sido abortados? É que assim parece! Tudo ideias-ó-linguagens de verdadeiros abortos não abortados.

Estamos pior?


Estamos pior do que em 1974? NÃO. Estamos muito pior do que em 1910. Não é o governo que tem de escapulir é o regime!

3 de janeiro de 2012

Direito de admissão


A nossa empregada doméstica começou o ano novo a contar-nos a seguinte estória: "Dia 5 vai haver reunião de pais e eu não sei se quero ir! Alguns pais da minha zona já me avisaram que vão partir a cara aos professores, por causa da nota dos meninos"! Tal e qual. Eu, disse-lhe para ela ter calma pois estas atitudes são o prosseguir do comboio rolante da nossa decadência, conduzido pela demagogia da esquerda-à-direita. Que ela tivesse calma, que o povo é quem mais ordena! Há uns anos atrás eu escreveria inflamado um artigo diferente. Hoje, ano novo 2012, limito-me a constactar o que eu pensava e via há uns bons anos. Com calma. A minha luta e energia agora é outra. É um sentimento de protecção muito reservado e circunscrito. Reservando a minha liberdade e vontade de voar, atraído pela cultura e inteligência de alguns, até outras paragens, as vivências que eu percorro estão cada vez mais limitadas a um circuito privado. Com direito a admissão.

Seitas e mais seitas

Uma cambada de amigos!