12 de janeiro de 2012

Para lá das pedras


O tema vai hirto e confuso mas convém frisar. A Maçonaria gosta de ser "secreta", selectiva, diluída. Dizer, como diz o Prof. Adelino Maltez, que ela contribuiu para a "democracia", para a feitura das leis, e o diabo a quatro, é tecer elogios à sombra das coisas. O que se é assume-se. A Maçonaria vive para si, não vive para a sociedade aberta, de livre associação e admissão e tem uma missão para lá das pedras. Também convém frisar que a Maçonaria não é um "clube", não é uma agremiação. É uma seita, no sentido ideológico e teológico, faz política, faz pressão e imposição. Não nos pátios escancarados da democracia, que apregoa ter sido construtora, mas nos corredores, esquinas e frechas do sistema. No fundo a Maçonaria cultiva a promiscuidade e a dissimulação em proveito da sua (quase) absoluta descrição. Eu não quero uma "democracia maçónica" para isso já basta a maçónica artimanha em que se transformaram os partidos, os políticos e os chefes desta república.


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