28 de fevereiro de 2012

De consciência em consciência


Ontem, num programa da TVI, Manuela Ferreira Leite e Medina Carreira falaram sobre a crise e, principalmente, sobre a dívida. Estavam a falar dois ex-ministros. Ouvindo um bocadinho da matéria  requentada, fico a pensar de onde veio a dita gente que nos governou. Pensar que o "processo democrático" é a justificação para a desculpabilização de um ministro é falácia. Mas, de facto, a democracia tem disto. O povo vota e o votado-eleito acha-se com direitos de. Isto passa-se dos eleitos às Juntas, aos eleitos para o parlamento. Todavia, o povo vota num sujeito e num partido. Todos os outros "eleitos" são-o por descarga da camioneta sobrelotada. É isto a democracia. Uns votam, outros ganham e dão a ganhar. Durante 38 anos o país andou aos votos, a brincar aos votos, a comprar votos, a "votar em consciência". E de "consciência" em "consciência" andamos à deriva dos sonhos vazios de uma dúzia de ministros que apelavam a "mais" democracia para fazer e acontecer. Realmente, tem acontecido. Ontem na TVI falaram dois ex-ministros que também são parte desta democracia e que também fizeram as suas coisas, dito de outras maneira, não fizeram, pelo menos não fizeram de acordo com o que agora criticam. Mas que ninguém tenha dúvidas, é necessário corrigir as políticas e a vida económica para a que a economia não mate a nossa vida. Sim a vida, essa que não precisa da democracia para viver.

27 de fevereiro de 2012

Teria sido

Como outros também sugerem, teria sido uma boa Rainha para Portugal.
Que se façam as justas homenagens.

25 de fevereiro de 2012

Uma minhota sem papinhas na língua

"Não tenho vocação para a política, o que sei é analisar empresas, mas temos tido políticos muito maus, que nos puseram nesta desgraça. Como é que o destino de um povo pode estar nas mãos de um tolo tantos anos? Isso é que é terrível… Agora temos de mudar e espero que consigamos. O problema é que o horizonte dos políticos também é curto, são as eleições. Este país não tem muitos recursos, mas tem algumas coisas boas. (...) O “Financial Times” publicou em tempos um artigo sobre Portugal e o título era: “The country where know who is better than know-how” (O país onde é mais importante conhecer alguém que conhecer). E ainda é assim. Só assim é possível ter tantos palermas à frente de um país."

A economista Emília Vieira diz o que sabe e que muitos pensam com a particularidade de ser uma exímia na área financeira. O país está como está pela sede de ganância (e do "subir muito, muito, muito, muito na vida") e por não ter sabido reagir ao hipnotismo que as palavras "progresso", "futuro", "Portugal não pode parar", e outras que tais diarreias, provocaram. A mesma ganância existe nas finanças e nos investidores que recorrem à empresa da nossa economista. Contudo, o que é gritante constactar é a diferença entre a precaução ao risco, que um investimento envolve, por parte dos particulares ou empresas privadas, e o desbarato ladroeiro que ocorre nas instituições públicas e nas gestões feitas "à medida" com o dinheiro dos contribuintes. Se os "palermas à frente do país" tivessem o mínimo de cultura ética, já nem digo cultura financeira, a "desgraça" podia ter sido evitada. Mas não foi. Que seja, ao menos, julgada.

24 de fevereiro de 2012

Empreendedores


O presidente desta seca república visita por estes dias, no norte, jovens empreendedores com sucesso. Com isto deve querer dizer que há empreendorismo e que há sucesso. Pois há. O problema não é o sucesso esporádico, a explosão momentânea. O óbice nesta notícia é a noção métrica do que se considera "sucesso". Dinheiro, lucro, fotografias nas revistas cor-de-rosa? Convinha saber. Eu conheço muitos jovens de valor que andam às aranhas a tentar descobrir o que é o sucesso. Para mim "sucesso" é conseguir alcançar um objectivo pré-definido. E, para mim, o "sucesso", atinge-se por etapas. Uma a seguir à outra. Digamos que um sucesso é recheado de outros sucessos e de muitos, mais, insucessos. E é aqui que eu quero chegar. O insucesso é, talvez, a melhor medida do esforço reservado, do estado moral que define a reacção. Por isso, não posso deixar de ver com bons olhos a agenda do chefe de estado, com o senão que devia ser ampliada aos menos jovens, aos adultos, aos idosos. Portugal é um país com vencedores, acredito, um país cuja maioria não se deixará vencer. O sucesso, esse, estará em cada um, mesmo que não queiram ser exportadores ou conquistar os "mercados internacionais". Se vencermos cá venceremos em qualquer lado, porque não existe pior território do que o nosso, minado pela inveja, pelo ódio miudinho, pela pedras sujas da política carreirista, pelo complexo social, pelo complexo de ser-de-esquerda-é-melhor-que-ser-de-direita, pelo compadrio, pelo sectarismo nos negócios. Abrir agenda pelos "jovens empreendedores" é expôr tudo isto, contrariar a pedinchice, elevar o risco de cada um por conta própria. E de cada um em cada um conta Portugal.

22 de fevereiro de 2012

Quando me dizem


Quando me dizem que a nossa vida depende dos "políticos", quando me dizem que somos víctimas dos outros e das suas acções, quando me garantem que os "eleitos" comandam o pensamento sobre o país, quando me dizem que nada valemos porque anónimos, quando eu vejo que a opinião comum é decalcada dos paineleirismos televisivos, como se estes fossem a análise única e correcta do "mundo", quando eu vejo que "as forças" nos incitam a resignar eu penso, falo e apresento os irmãos Castelo Branco. O Miguel e o Nuno são a visão que eu sempre tive da aristocracia, do aristocrata enquanto cidadão emanado nos valores mas vazio nas vaidades públicas. Não posso falar muito sobre quem conheço há pouco tempo mas não me cuibo de elogiar a agradecer o quanto os dois têm lutado pela cultura, história e razão pátria portuguesa. A sua mensagem é de uma independência contagiadora e os seus argumentos, consolidados na história, são uma fonte de influência anímica, moral e de carácter. Provavelmente não entrarão na galeria dos "famosos", dos frívolos, nos canapés das grandes enciclopédias, das seitas e dos "grupos académicos", cujos lugares estão ocupados e com filas de espera dos intelectuais do pensamento único e politicamente correctinho. Mas os Castelo Branco são o (ou um dos) motor que o país precisa. São parte-peça do engenho que a sociedade precisa de construir para se regenerar e aspirar a ser um país feliz.

* Foto: entre tailandesas, O Miguel (a quem se deve muito do sucesso das comemorações dos 500 anos Portugal-Tailândia) e o Nuno, 21 de Fev. 2012

17 de fevereiro de 2012

Troco


Parece que o Presidente da República faltou a uma visita a uma escola porque não quis ser confrontado com uma "manif" de miúdos, no máximo, entre 14 e 17 anos. E não quis porquê? Porque ele sabe que é um interveniente no jogo político. Não é? Não. Não devia ser. A política é para os parlamentaristas, autarcas, profissionais da escalada partidária e ocultos chulos do erário público. Uma presidência de estado devia estar muito acima disso. Para se ser Presidente tem de se gostar de ser apontado como influente e influência. Mais, uma República ao ser representada por um presidente e não por um Rei (que salvaguardasse a res publica) é um factor divisório de muitas partes e um balde para muitos arremessos. Muitas vezes a figura de um Presidente é tal qual a de um lacaio. Seja de obediências, de factores opacos, de compadrios que cobram a despesa da eleição a Belém. Se não percebem eu troco isto por miúdos!

Óh!

Não me diga!!!

16 de fevereiro de 2012

Ora agora ajustas tu ora agora ajusto eu


O Bloco de Esquerda disse no parlamento que este governo quer "ajustar contas" com as "conquistas de Abril". Para além da esquerda, sem pejo, deixar transparecer que se acha dona de "Abril", eu não tenho dúvidas que o ajuste é o caminho. Porque as "conquistas de Abril" têm vindo a ajustar contas com todos nós. E que contas.

O povo está a sair à rua


O povo português está a sair à rua, está a expressar-se, a mostrar o que vale e ao que vem. Todos os dias ouvimos falar deste movimento que mexe na República, esta linda República sedenta de revoluções. Bravo.

15 de fevereiro de 2012

Portugal - Tailândia


No ano da celebração dos 500 anos de relações Portugal-Tailândia, a Fundação Oriente proporciona um espectáculo interessantíssimo. Pena para os distantes de Lisboa!
Mais informações aqui.


Clique na imagem para ver todo o convite.

Canhotos


A recente vaga de entrevistas a militantes de esquerda que estão na "linha da frente" das manifs gregas, inclusivé de um extremista de 89 anos que se tornou herói aos 19 por ter retirado uma bandeira nazi de um mastro, torna latente um juízo. Os manifestantes têm uma agenda política e são orientados por políticas que não passam somente por uma pontual contestação. Se não era novidade a detenção de extremistas radicais, viajantes transnacionais peritos em incendiar a propriedade alheia, a rotina táctica que as manifestações apresentam sublinha uma guerrilha ideológica que não se importa em ter nas suas hostes a ralé desordeira como lebre para contágios e desvarios de rua. Trata-se de destruir para destruir. Uma vez no poder os garotos dos molotofs não poderão fazer mais do que continuar a destruir. Por isso é que a oposição no parlamento grego (direita e esquerda) veta sem escrúpulos para se abeirar melhor dos despojos no momento de enterrar o país.
É fácil fazer oposição quando o programa passa por, pura e simplesmente, atiçar o ódio, a pobreza e a frustração dos concidadãos. Por aqui, a oposição ao PSD-CDS, diz que "não dá mais", que estamos a "passar os limites". Continuo à espera de ouvir quais os limites que os canhotos nos proporiam uma vez no poder!


14 de fevereiro de 2012

Então é assim...


Um avô ficou combalido por ter sido roubado por dois netos, dois cidadãos da República Portuguesa, com 18 e 20 aninhos. Acamado, foi agredido e nada pode fazer. A guarda pretoriana da república fez buscas e subtraiu aos meninos, uma pistola, uma arma transformada, várias munições e armas brancas! É caso para pensar que rica educação tiveram estes meninos. Foram educados na linha genética do avô ou na linha genética do regime? Só posso pensar que foram educados pela República, essa desnudada ama que tanta formação lhes deve ter dado e continua a dar. Dizem que vivemos em crise. Pois vivemos. Então é assim.... a culpa fica com a crise e os meninos vão sem crise e sem culpa roubar mais avós. 

12 de fevereiro de 2012

Trezentos mil e um

Os camaradas intersindicalistas comunistas totalitaristas dizem que estavam 300 000 "manifestantes" na praça do povo em Lisboa. Eu acho que deviam promover destas reuniões todas as semanas. É bom para as gasolineiras, portagens, comerciantes, vendas de sandes e garrafões de vinho. Não discuto os direitos e legitimas pretensões dos manifestantes mas as "acções" da inter estão carregadas de ideologia facciosa e repugnante. Se há grupo que tem prejudicado o trabalho e tem incutido o medo no empreendorismo é o vírus desta central, sempre pronta a espalhar o ódio contra os patrões, esses filhos da ..., os fascistas. Até hoje ainda não vi um único camarada intersindicalista a dizer isto, alto e bom som:
– Camaradas, é tempo de lutar, tendes de começar a abrir empresas e a gerar trabalho, temos que nos tornar empreendededores, não basta exigir. Vamos lutar para gerar riqueza.
(!)
 Entretanto, as contas do camarada Arménio (que diz ter ajuntado 300 000, bem à frente de Jerónimo que nunca esticou tanto a língua) devem pecar por escassez, visto daqui parecem trezentos mil e um, nunca menos.

10 de fevereiro de 2012

Brásil


No Brasil de Lula e Dilma, guerrilheiros da galera esquerdista, quando a polícia faz greve os criminosos mandam bala em terceiros, tenham eles culpa de alguma coisa ou não. Por muito que digam que o Brasil está a evoluir como potência, que o crescimento económico é de 12% ano, etc, etc, 146 assassinatos em sete dias, motivados pela greve da polícia, é o melhor índice de desenvolvimento que eu necessito constactar. O crescimento económico nunca foi a marca de uma nação, são os níveis de cultura de cidadania, de integridade cívica que definem um país. Pobre era em que os países se definem pelas revoluções e pelas convulsões.

9 de fevereiro de 2012

É a tua tia, a tua avó, os teus primos e os teus camaradas todos


O complexo galopa como o álcool no cérebro dos esquerdistas. Atiram a matar com os termos que mais lhes doem e que mais julgam que doem aos seus adversários ou opositores. Depois, resmungam que a paciência se esgota nos comuns cidadãos e noutros mais fustigados. Há rosas que nem para as campas dos reles.

6 de fevereiro de 2012

São o que são


As sondagens são o que são, assim como os votos on-line, os votos por telefone, as contagens à boca das urnas, os votos das urnas, os inquéritos por telefone ou os referendos. São o que são.

Frágil


O "debate" na discoteca Frágil sobre Monarquia vs República foi o possível. Um só interveniente elevou a tertúlia trazendo para a festa conceitos históricos concretos que não as estórias da carochinca. Não fosse a presença de Miguel Castelo Branco e aquilo teria sido uma cavaqueira sem interesse. Já se sabe que é muito, muito, difícil debater preconceitos e fábulas enraizadas mas a propaganda também se desfaz com a discussão séria e salutar. Nunca como hoje foi tão propositado discutir o regime. A celebração do centenário da república foi o que se viu, um fiasco, e as gerações mais novas têm acesso, através da net, a imensos conteúdos sobre a Causa Real. O principal óbice é desmistificar a noção de monarquia medieval que muitos julgam ser as intenções dos "monárquicos". Nada mais falso. Não que não existam pessoas que sonhem com uma monarquia setecentista, se calhar existem, mas muito menos devem ser do que as pessoas que sonham com um país totalitário onde todos andassem de fato-macaco e se tratassem por camarada yxz. Monarquia também não significa "nobreza", assim como República não significa "igualdade". Como bem disse o Miguel, esta república foi orquestrada pela inveja. Pode ser que a crise económica nos abra as consciências e nos faça pensar como aqui chegamos, nos faça pensar melhor no que nos tornamos. Quando a maioria o fizer estaremos a caminho da restauração do nosso país.

3 de fevereiro de 2012

A semana


Se atemparmos em algumas notícias esta semana foi interessante, pelo menos fugiu ao rame-rame da "crise" para cá e para lá. Celebrou-se o centenário de uma das infantas de Portugal, neta do mítico D. Miguel, falou-se em toda a comunicação social do manifesto "Instaurar a Democracia, Restaurar a Monarquia" (num país de "cultos" analfabetos, traumatizados, já é um passo!), discutiu-se a monarquia em todas as bandas de sintonização da blogosfera, o eterno sindicalista, a que chamam o doutor dos pobres trabalhadores, foi de skate para ser professor, instalou-se ao comando da Inter uma cassete a lembrar os anos idos de 74-75 (dá para matar saudades da adolescência), em Espanha o aborto livre e imoral vai ser revisto, à feição da nova conjuntura económica e ideológica, Vasco Graça Moura mandou erradicar o aborto ortográfico do CCB. Só faltou a confirmação do enterro do feriado de 5 de Outubro. Para a semana há mais.

O aborto ortográfico

Vasco Graça Moura, que conheço pessoalmente, fez aquilo que sempre assumiu na retórica, aboliu o aborto ortográfico na sua nova "casa". Teve coragem. Vamos a ver o que os ratos do costume farão para conseguir levar avante a lepra que se pretende instalar na nossa língua.

2 de fevereiro de 2012

Estamos quase a entrar na Primavera


Os incidentes que ocorreram num estádio de futebol na cidade egípcia de Port Said, onde pelo menos 74 pessoas morreram, são a verdadeira imagem do que é/foi a Primavera Árabe. No futebol, o povo foi generoso na sua demonstração de democracia cívica, da sua festa pela liberdade alheia, da sua consciência pela fraternidade que almeja. Ontem numa praça, hoje num estádio, amanhã num centro comercial. O povo unido tem destas coisas, destas expressões de inteligência e virilidade. Mas manter o povo enraivecido é a razão de ser da grande esquerda, sempre a favor dos loucos empobrecidos que não passam de meros joguetes das seitas políticas. Não tardou, a Irmandade Muçulmana acusou os partidários do ex-Presidente egípcio, Hosni Mubarak, de estarem por detrás da matança como se a razão de o estádio ter-se enchido fosse um comício político. Tudo interessa para espicaçar o ódio, essa substância que os camaradas tão bem sabem ser o combustível para se conquistar o "progresso" e a "igualdade".


1 de fevereiro de 2012

Combater preconceitos

No dia em que se evoca o regicídio do Rei D. Carlos (poucos jornalistas se referiram ao facto, não lhes interessa, são novos) uma notícia importante vem a lume. Um manifesto pela Monarquia. Leiam os comentários e vejam lá se não há muito trabalho a fazer para limpar da cabeça das pessoas os complexos de inferioridade e de "modernidade". Desde os insultos ao escárnio tudo é um lençol de ignorância face ao que se deseja para Portugal quando se fala de monarquia. A culpa não é deles é da propaganda mentirosa do regime e da imprensa concubina com a situação. Está nas mãos dos monárquicos explicar e desintoxicar. Não vai ser fácil. Mas nada é fácil quando se trata de combater preconceitos.