2 de fevereiro de 2012

Estamos quase a entrar na Primavera


Os incidentes que ocorreram num estádio de futebol na cidade egípcia de Port Said, onde pelo menos 74 pessoas morreram, são a verdadeira imagem do que é/foi a Primavera Árabe. No futebol, o povo foi generoso na sua demonstração de democracia cívica, da sua festa pela liberdade alheia, da sua consciência pela fraternidade que almeja. Ontem numa praça, hoje num estádio, amanhã num centro comercial. O povo unido tem destas coisas, destas expressões de inteligência e virilidade. Mas manter o povo enraivecido é a razão de ser da grande esquerda, sempre a favor dos loucos empobrecidos que não passam de meros joguetes das seitas políticas. Não tardou, a Irmandade Muçulmana acusou os partidários do ex-Presidente egípcio, Hosni Mubarak, de estarem por detrás da matança como se a razão de o estádio ter-se enchido fosse um comício político. Tudo interessa para espicaçar o ódio, essa substância que os camaradas tão bem sabem ser o combustível para se conquistar o "progresso" e a "igualdade".


2 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

É mesmo ridícula, esta alegação acerca dos mubarakistas. Futebol é futebol e deve ser colocado nos eu devido lugar, ou seja, nos últimos 3 ou 4 minutos do telejornal.

João Amorim disse...

Sim, se se falasse menos de futebol a febre baixava um pouco mas é desse producto que os media sobrevivem. Quanto à Primavera Árabe ainda vai no inverno.