6 de fevereiro de 2012

Frágil


O "debate" na discoteca Frágil sobre Monarquia vs República foi o possível. Um só interveniente elevou a tertúlia trazendo para a festa conceitos históricos concretos que não as estórias da carochinca. Não fosse a presença de Miguel Castelo Branco e aquilo teria sido uma cavaqueira sem interesse. Já se sabe que é muito, muito, difícil debater preconceitos e fábulas enraizadas mas a propaganda também se desfaz com a discussão séria e salutar. Nunca como hoje foi tão propositado discutir o regime. A celebração do centenário da república foi o que se viu, um fiasco, e as gerações mais novas têm acesso, através da net, a imensos conteúdos sobre a Causa Real. O principal óbice é desmistificar a noção de monarquia medieval que muitos julgam ser as intenções dos "monárquicos". Nada mais falso. Não que não existam pessoas que sonhem com uma monarquia setecentista, se calhar existem, mas muito menos devem ser do que as pessoas que sonham com um país totalitário onde todos andassem de fato-macaco e se tratassem por camarada yxz. Monarquia também não significa "nobreza", assim como República não significa "igualdade". Como bem disse o Miguel, esta república foi orquestrada pela inveja. Pode ser que a crise económica nos abra as consciências e nos faça pensar como aqui chegamos, nos faça pensar melhor no que nos tornamos. Quando a maioria o fizer estaremos a caminho da restauração do nosso país.

1 comentário:

George Sand disse...

João,

Estive lá.
O Luís Coimbra também esteve bem. Mas o Miguel castelo Branco foi o ponto alto da noite. Um gosto ouvi-lo falar.