22 de fevereiro de 2012

Quando me dizem


Quando me dizem que a nossa vida depende dos "políticos", quando me dizem que somos víctimas dos outros e das suas acções, quando me garantem que os "eleitos" comandam o pensamento sobre o país, quando me dizem que nada valemos porque anónimos, quando eu vejo que a opinião comum é decalcada dos paineleirismos televisivos, como se estes fossem a análise única e correcta do "mundo", quando eu vejo que "as forças" nos incitam a resignar eu penso, falo e apresento os irmãos Castelo Branco. O Miguel e o Nuno são a visão que eu sempre tive da aristocracia, do aristocrata enquanto cidadão emanado nos valores mas vazio nas vaidades públicas. Não posso falar muito sobre quem conheço há pouco tempo mas não me cuibo de elogiar a agradecer o quanto os dois têm lutado pela cultura, história e razão pátria portuguesa. A sua mensagem é de uma independência contagiadora e os seus argumentos, consolidados na história, são uma fonte de influência anímica, moral e de carácter. Provavelmente não entrarão na galeria dos "famosos", dos frívolos, nos canapés das grandes enciclopédias, das seitas e dos "grupos académicos", cujos lugares estão ocupados e com filas de espera dos intelectuais do pensamento único e politicamente correctinho. Mas os Castelo Branco são o (ou um dos) motor que o país precisa. São parte-peça do engenho que a sociedade precisa de construir para se regenerar e aspirar a ser um país feliz.

* Foto: entre tailandesas, O Miguel (a quem se deve muito do sucesso das comemorações dos 500 anos Portugal-Tailândia) e o Nuno, 21 de Fev. 2012

6 comentários:

George Sand disse...

É sempre um gosto ouvi-los.
Achoq ue esta frase espelha o sentimento de muita gente. É simples, é assim: um gosto de ouvir e de ler

Combustões disse...

Estas palavras só podem vir de um amigo e os amigos têm sempre o defeito de exagerar. Nós somos, como o João, simples soldados.
Abraço
Miguel

Nuno Castelo-Branco disse...

João, ainda estou "chocado" com estas palavras. Acredito enfim, na razão daquilo a que se chama democracia. Que pena jamais termos conhecido aqueles que se digladiavam rijamente num velho Parlamento que por ca, infelizmente, nem sequer é disposto "frente a frente". Sim, não cedemos naquilo que julgamos essencial e vaidades de tapas e copos, não nos interessam. Obrigado por tudo, João e assim continuarei a informar-me quotidianamente no portugal dos Pequeninos (ou será dos Grandes incógnitos?).

João Amorim disse...

caros Miguel e Nuno

Modéstia. Tenho 46 anos, viajei pela europa fora, desde cedo, trabalho há mais de vinte anos com instituições particulares e do estado, já conheci por motivos de trabalho dezenas de personalidades e centenas de "personalidades", tenho sido convidado como orador e conferencista para dezenas de ventos, onde predominam as ditas elites pensadoras e até já fui convidado para falar num congresso das Nações Unidas. Apesar de ser pouco, tenho suficiente experiência para saber com o que deparo. Os Castelo Branco são, e tenho de afirmar por descargo de consciência, invulgares, pelas causas e valores porque lutam.

PEDRO QUARTIN GRAÇA disse...

Muito bem!

WZD disse...

Ambos são um grande exemplo para todos nós.