25 de fevereiro de 2012

Uma minhota sem papinhas na língua

"Não tenho vocação para a política, o que sei é analisar empresas, mas temos tido políticos muito maus, que nos puseram nesta desgraça. Como é que o destino de um povo pode estar nas mãos de um tolo tantos anos? Isso é que é terrível… Agora temos de mudar e espero que consigamos. O problema é que o horizonte dos políticos também é curto, são as eleições. Este país não tem muitos recursos, mas tem algumas coisas boas. (...) O “Financial Times” publicou em tempos um artigo sobre Portugal e o título era: “The country where know who is better than know-how” (O país onde é mais importante conhecer alguém que conhecer). E ainda é assim. Só assim é possível ter tantos palermas à frente de um país."

A economista Emília Vieira diz o que sabe e que muitos pensam com a particularidade de ser uma exímia na área financeira. O país está como está pela sede de ganância (e do "subir muito, muito, muito, muito na vida") e por não ter sabido reagir ao hipnotismo que as palavras "progresso", "futuro", "Portugal não pode parar", e outras que tais diarreias, provocaram. A mesma ganância existe nas finanças e nos investidores que recorrem à empresa da nossa economista. Contudo, o que é gritante constactar é a diferença entre a precaução ao risco, que um investimento envolve, por parte dos particulares ou empresas privadas, e o desbarato ladroeiro que ocorre nas instituições públicas e nas gestões feitas "à medida" com o dinheiro dos contribuintes. Se os "palermas à frente do país" tivessem o mínimo de cultura ética, já nem digo cultura financeira, a "desgraça" podia ter sido evitada. Mas não foi. Que seja, ao menos, julgada.

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