31 de março de 2012

Estivador


Olho para esta carinha laroca, capinha na mão, ócles na cabeça, ar sereno e leio a notícia. Este fulano parece ser o provocador da arruaça com a polícia, no passado dia 22 em Lisboa, aquando da "manifestação" acoplada à "greve geral". Este fulano lançou, ao que parece, um petardo entre a multidão e tinha mais um no bolso, quando foi identificado. Presente ao "juíz" foi absolvido. A ser verdade, que este "estivador" lançou o petardo e foi absolvido, nem ouso pensar como pode ser proibido levar petardos para os estádios, para as creches ou para as igrejas. Olho outra vez para esta carinha laroca que tem nome, Luís Fernandes. Não diria que era estivador. Agora acho que é um estupor e é muito parecido com a nossa estuporada justiça.

30 de março de 2012

Demonização!


Um ex-ministro de Sócrates diz que há uma "gigantesca campanha" para demonizar o José Pinto de Sousa. Bem vistas as coisas, o ex-primeiro ministro demonizou o país, a sua economia, a já pouca esperança do povo português. Querer espaço para relaxar e passear é um hábito dos ex-ministros e políticos após a sua passagem pelo poder. A investida deste Assis não é de santo mas faz-se de anjinho: o povo no inferno eles no céu!

28 de março de 2012

Quê?

Qual "Neo-Liberalismo" qual quê, nós estamos é a pagar as facturas do Socialismo!

27 de março de 2012

Escuro


Ontem à noite assisti perplexo a um programa na TVI24 com o Medina Carreira e um administrador, ou ex-, da REN. Falava-se do preço da energia; o que se discutia era assustador. Portugal tem o preço de energia para o consumidor mais caro da Europa e será o mais caro do mundo dentre de uns anos, isto se os proprietários dos complexos eléctricos (hídricos, eólicos, etc) não abdicarem dos "direitos adquiridos" com os seus contractos ao longo do socialismo. Só o consolado Sócrates fez várias PPP com direitos renovados com os "exploradores" energéticos: descontem agora, paga-se mais tarde. De uma factura de 48 euros, 15 são electricidade consumida e o resto (que vai aumentar, dizem, trimestralmente) são impostos encapuçados, juros e custos de "exploração". A quantia em dívida aos "contractos de exploração" já é de 3 mil milhões e passará em poucos anos a 6 mil milhões, isto se o petróleo não subir e as taxas de juro não aumentarem. Eu pergunto-me, como foi possível o estado financiar a produção energética dando garantias de rentabilidade assegurada de 8,5%, que com os "acordos" estão agora nos 15%? Como foi o "estado" pensar que era tão gordo, tão chibo? Em Espanha o estado cortou com os contractos e agora corre o risco de ter de indemnizar os "exploradores" nos processos que correm em vários tribunais europeus! Por aqui, de certo ficaremos às escuras, primeiro as ruas, depois as casas, entretanto, muitos cérebros já andarão aos apalpões. Vai ser preciso muita energia para ultrapassar isto.


26 de março de 2012

Eu sinto-me indignado com o Zé


A viúva de Zeca Afonso sente-se indignada pelo PSD ter utilizado versos do seu defunto marido num congresso realizado à dias. E explica: “se fosse vivo”, José Afonso “estaria na primeira fila dos que hoje, em Portugal, combatem a política neoliberal do Governo de Passos Coelho”. Concerteza a viúva também vai querer fazer protestos contra todos os que não forem do partido comunista de traulitarem as músicas do Zeca. Eu também me sinto indignado por alguém cantar as músicas do Zé. É que o Zeca também se colocou no "lado oposto da barreira" no que toca a desejar uma sociedade livre para Portugal. Por muito que a viúva e outros milhares de viúvos digam, a cantoria do comunismo em 1974 estava pronta a enjaular-nos numa ditadura muito pior do que aquela (já moribunda!) que havíamos saído. E, contra a cantilena pró-comunismo devemos estar todos na primeira fila. Era com isso que se devia indignar ou com a falta de gosto dos psd's.

21 de março de 2012

Dois


Há dois dias, em França, um representante da comunidade judaica e outro da comunidade muçulmana deram uma conferência de imprensa, rodeados pelos seus pares, na rua, provavelmente perto do local dos atentados de Toulouse. Disseram eles que ambas as comunidades eram víctimas da intolerância, do racismo e da sociedade em geral. Lado a lado os líderes apontavam o dedo, de forma implícita, aos políticos de direita e, o dedo mindinho, à "extrema direita", concerteza. Ambos declararam que exigiam das autoridades a prisão do criminoso, sublinhando o Rabi, que os judeus continuam a ser perseguidos... (provavelmente pelos "cristãos", digo eu). Como eu escrevi há dois dias, a única acção que se deve empreender é o combate à violência e ao crime, seja ele de que teor. Hoje, a França acordou a saber que o criminoso, supostamente, é um argelino, muçulmano, radical jihadista, que se intitula membro da rede terrorista al-Qaeda, já havia sido detido, em 2010, por crimes de delito comum na cidade de Kandahar, um bastião taliban, esteve duas vezes no Paquistão, em 2010 e 2011, para fazer formação nos campos de treinos de radicais islâmicos, está, ou esteve, ligado ao grupo Forsane Alizza (cavaleiros do orgulho). Por aqui se vê que o crime não escolhe ideologias, nações ou teorias carpideiras. Por certo que esta descoberta deve ter deixado muitos adeptos da esquerda um pouco desiludidos. Vamos lá a ver se os dois representantes das comunidades se voltarão a reunir concertadamente para aplaudir a detenção.

Metade


O ministério da saúde está a informar os "contribuintes" que pediram isenção de taxas moderadoras nos hospitais. Pelo menos um milhão de pessoas/agregados familiares solicitaram a isenção recentemente. Segundo o ministério, Portugal deve ter perto de 5,2 milhões de "contribuintes" que possam estar abrangidos por motivos de insuficiência económica! Estes dados são relevantes. Deviam ser transmitidos a todos os políticos que nos governaram nas últimas décadas. Metade da população está a caminho ou já habita na pobreza. Acredito que dessa metade a maioria votou alegremente as politicas do "Portugal não pode parar", do "Prá frente é o caminho", "Nós acreditamos" e, principalmente, apoiou festivamente a injecção do socialismo em todas as áreas do estado, bem alimentado com os rios de dinheiro emprestado para dar conforto ao povo. Nos últimos 30 anos não ouvi um único ministro pedir aos portugueses para trabalharem, pouparem, serem exigentes e orgulhosos. O que ouvi foram uns ignóbeis dizerem que o "estado" trabalhava por eles, pelo povo, desde que este retribuísse com mais votos na urna que agora se abre perante as gerações. Portugal está a pagar por não querer ver e aceitar que a República falhou, os filhos políticos desta falharam, não prestam, os partidos mentem, que a sociedade está minada pelo compadrio. Será que pelo menos metade da população não vê isto?

20 de março de 2012

C' alhos

Membros de uma seita secreta controlam e observam as "secretas" do país. Querem mais palavras para definir o que é a República? Para os adeptos deste regime não há incompatibilidades dentro da cloaca...

Mentir


O governo vai avançar com uma proposta de lei que configura uma pena de um ano de prisão para quem mentir ao fisco. Concordo, se todas as penas forem proporcionais a esta nova proposta, digamos, com algum juízo: mentir - 1 ano; omitir - 6 meses; roubar - 3 anos; insultar um agente (ou o "fisco"): 5 anos; agredir o "fisco" (ou um agente): 7 anos; e por aí fora. Não vale a pena pensar em moral ou justiça; nestas "coisas" tem de se começar por algum lado a aderir à realidade em que vivemos. À que aumentar as penas no que é mais importante: a defesa dos direitos da receita fiscal!

19 de março de 2012

Toulouse


Um selvagem disparou contra pais e alunos que se encontravam à porta de uma escola "judaica". Porventura não serão só crianças judaicas que lá estudam. Lá como cá, as escolas estrangeiras, ditas fora do regime oficial, aceitam e sobrevivem com alunos que procuram fugir às escolas públicas. Mas nada disto tem razão de argumentação. O crime foi covarde e demente. Aproveitar o facto de ser uma "escola judaica" para atiçar uma onda de repúdio religioso ou étnico é a principal intenção do assassino. O problema está nele, nesse reles sem sentimentos que, supôe-se, assassinou três militares na semana passada. Dar um toque ideológico ou filosófico a um crime não o ameniza, não o estigmatiza, tem, aliás, o efeito inverso nos que se identificam com os outros lados da questão. Muito menos, deverá servir de trampolim para os puristas do costume fazerem política e escreverem mais umas linhas na choradeira do holocausto. Não colaborar com este género de crimes devia ser uma lei rasa. A única saliva que merece ser gasta é a condenação física e moral deste crápula.

15 de março de 2012

Mau mau Maria


Manuel Maria Carrilho escreve no expresso um artigo que intitula de Sem Grandeza. Fala sobre a República e exercita uns adjectivos que só poderão ser seus, filosóficos. É o que eu mais aponto nos políticos; estarem longe da realidade. Esse mito do "homem" que emerge pelos votos ao "cargo" mais alto da nação tem muita falácia. Toda a prosa republicana acenta na probabilidade (bipartida, tripartida) dos partidos grandes (sem grandeza!) elegerem um dos seus para o controlo do estado. Nem um só cidadão independente chegou – ou chegará – a presidente. Dito isto, o filósofo escreveu com o único intuito de dar pau no presidente da república que anda por estes tempos com as costas quentes. Coitado, pois, de facto, numa República nunca haverá grandeza independentemente de quem esteja sentado no penico.


Já sabemos

Sem qualquer originalidade os oficias dizem que "a soberania está a esvair-se"! Aguardo por saber o que os mesmos oficiais pensam do regime, desta democracia, dos governos e se a "transfusão" que pretendem para suster o esvaimento são mais euros, soberanos, no ordenado. Já sabemos.

13 de março de 2012

Um pequeno espaço


Enquanto os políticos e os "legisladores" andam entretidos com as suas cadeiras a sociedade anónima lá vai construindo um outro país, aliás, um outro edifício com demasiadas portas e alçapões. É o país das caçadeiras, do gamanço, do desprezo, da desculpa conveniente, do quero posso e mando bala. É o país da fachada moral, dos "brandos" costumes, do deixa andar que trabalhar faz calos, do sr. doutor. É o país moderno moderníssimo que goza com as tradições e os conservadores, o país do chinelo chique que come só com uma mão porque a outra está a segurar um télé 4G. É o país do ódio e da inveja por decreto, dos coitadinhos, da luta de classes, do rolo ideológico compressor pronto a esmagar quem pretenda ir contra as "conquistas" arreadas com dinheiro emprestado e sol à beira mar. Este outro país edificado por todos não deseja ver-se ao espelho. Sem uma referência afectiva e histórica, central, este país tem divergido como um todo e vagueia perdido e desintegrado, sem o saber. Estamos a caminhar para um espaço onde pequenas coisas deixaram de ter importância! Um espaço pequeno para os que ainda vivem com esperança de construir uma pátria, um espaço grande para aqueles que lucram por serem apátridas.

12 de março de 2012

É claro


É claro que um Presidente da República, seja ele quem for, nunca poderá ser um representante consentâneo pela simples razão de que foi eleito por vários e díspares critérios. Uns votam pela cor dos olhos, outros pela cor partidária, outros pela promessa de emprego, outros por ódio aos restantes candidatos. Depois, há uns palermas que acham que se deve votar útilmente. As desavenças que o chefe de estado Silva anda a colher partem destes pressupostos. Ter um chefe de estado, que nunca representará o país mas parte dele, por via dos votos dá neste folclore. O estado devia ser representado por alguém que não se vendesse em campanha, não comprasse favores, não tivesse estado envolvido em negócios materiais e políticos, alguém que unisse. O estado devia ser representado por um Rei. Mas isso é muita areia para a camioneta esfrangalhada em que se tornou este país.

Jean Henri Gaston Giraud


Tenho poucos heróis e alguns dos que admiro pela excelência descobri-os na adolescência. Um deles foi Jean Henri Gaston Giraud que infelizmente faleceu há uns dias. O seu personagem "Blueberry" fez-me viajar no tempo, no gosto, na aventura e em valores que ainda hoje acredito. Para mim "Blueberry" e Giraud são o mesmo e assim é quando um autor consegue humanizar a sua história, contagiando, e através dela humanizar-se.
Que Deus o guarde.

9 de março de 2012

No dia em que morrerem


Em Portugal, propriamente, no portugal atrofiado e pequenino em que nos tornamos, o povo gosta de frases feitas; usa-as como se usa uma picareta numa escalada. O pior, digo o melhor, são as expressões feitas de falsas concensualidades, essas que vêm não se sabe de onde mas sabe-se como. A expressão "o Fascismo" emprenha-se como um enciclopédia de certezas. Noventa por cento das pessoas não sabe o que quer dizer Fascismo, o que é, foi, onde foi praticado, nem apontar características que o definam. É porque se diz que é ou em oposição ao seu improvável "opositor", o Comunismo. Nada mais errado. Contudo, o povo diz porque as "elites"* dizem e copia copiosamente a expressão, seja para falar de polícias, pessoas com mais de três apelidos, empresários bem sucedidos, coleccionadores ou políticos da "cor" oposta à sua. Esse "fascismo" que não existiu por cá mas existiu em Itália é um fantasma que ao invés de não deixar dormir a "grande esquerda" e o povo unido deixa-os a dormir regalados e bem felizes. É uma dose de heroína para os "heróis", anti-fascistas. Vem isto a respeito desta notícia que diz que o povo anda exaltado por a comissão de toponímica de Beja querer dar nomes de ruas a autarcas, que o foram, no tempo da II República, esse tempo do regime Salazarista. Coitado do povo de Beja. Coitados dos anti-fascistas que agora andam-lhes a destruir anos e anos de luta convencida. O remédio, esse, está lá no artigo, "(para essas pessoas de Beja) as memórias do antigo regime "só irão desaparecer no dia em que morrerem". Uma falsa verdade a não ser que a "verdade" (das memórias) seja uma mentira.

* neste blogue certas "elites" também são apelidadas de escumalha.

8 de março de 2012

Hiato

Face à qualidade deprimente dos programas televisivos eu acredito que possa ser verdade.

7 de março de 2012

Petisqueiros


O funcionário-mor de Belém tem uma petição que o deseja relegar por causa de uma "ofensa". Onde estão as petições sobre o julgamento dos ministros e políticos que ofenderam a nação e o cofre comum através do roubo, compadrio e a traição? Isto é um país de petiscos habitado por petisqueiros.

6 de março de 2012

A arte das dívidas incuráveis


O ministério da saúde deve 1,3 mil milhões de euros às farmacêuticas. Somos, assim, um país tão doente? Estamos todos doentes? Estivemos tão doentes, assim? Como é possível deixar acumular estas dívidas, senão pela incúria de deixar "transitar", ano após ano, para outros orçamentos? – que foi que ouvimos durante seis anos do timoneiro socialista? "Portugal não pode parar"... O que o bacharel devia querer dizer mas não teve coragem era: "Portugal não pode pagar"! – que racionalismo ou condicionalismo observam as centrais de compras dos hospitais? De uma forma ou de outra as dívidas vão deixar os doentes mais doentes. Não há injecções que curem as despesas e a "dívida pública" é exactamente isso, pública, pouco púdica, desenvergonhadamente obscena.

A arte da seita


Os institutos continuam a sua missão de preservar e oferendar. Não desenquadrado do tempo em que vivemos, um "curso livre" é-nos oferecido pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, objectivamente uma escola reconhecida por estes temas "artísticos". Trata-se de aprender sobre arte e maçonaria. Está visto. Espero que não se remetam à interpretação dos caixilhos e figurinhas simbólicas das ordens maçónicas, se vão falar de arte falem dos artistas que se inclinaram para as seitas e da arte de esconder, sonegar, aniquilar, conspirar e outras ciências secretas. E, claro, sem esquecer a interacção "estética" com a República terrorista e chupista.

2 de março de 2012