6 de março de 2012

A arte das dívidas incuráveis


O ministério da saúde deve 1,3 mil milhões de euros às farmacêuticas. Somos, assim, um país tão doente? Estamos todos doentes? Estivemos tão doentes, assim? Como é possível deixar acumular estas dívidas, senão pela incúria de deixar "transitar", ano após ano, para outros orçamentos? – que foi que ouvimos durante seis anos do timoneiro socialista? "Portugal não pode parar"... O que o bacharel devia querer dizer mas não teve coragem era: "Portugal não pode pagar"! – que racionalismo ou condicionalismo observam as centrais de compras dos hospitais? De uma forma ou de outra as dívidas vão deixar os doentes mais doentes. Não há injecções que curem as despesas e a "dívida pública" é exactamente isso, pública, pouco púdica, desenvergonhadamente obscena.

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