21 de março de 2012

Dois


Há dois dias, em França, um representante da comunidade judaica e outro da comunidade muçulmana deram uma conferência de imprensa, rodeados pelos seus pares, na rua, provavelmente perto do local dos atentados de Toulouse. Disseram eles que ambas as comunidades eram víctimas da intolerância, do racismo e da sociedade em geral. Lado a lado os líderes apontavam o dedo, de forma implícita, aos políticos de direita e, o dedo mindinho, à "extrema direita", concerteza. Ambos declararam que exigiam das autoridades a prisão do criminoso, sublinhando o Rabi, que os judeus continuam a ser perseguidos... (provavelmente pelos "cristãos", digo eu). Como eu escrevi há dois dias, a única acção que se deve empreender é o combate à violência e ao crime, seja ele de que teor. Hoje, a França acordou a saber que o criminoso, supostamente, é um argelino, muçulmano, radical jihadista, que se intitula membro da rede terrorista al-Qaeda, já havia sido detido, em 2010, por crimes de delito comum na cidade de Kandahar, um bastião taliban, esteve duas vezes no Paquistão, em 2010 e 2011, para fazer formação nos campos de treinos de radicais islâmicos, está, ou esteve, ligado ao grupo Forsane Alizza (cavaleiros do orgulho). Por aqui se vê que o crime não escolhe ideologias, nações ou teorias carpideiras. Por certo que esta descoberta deve ter deixado muitos adeptos da esquerda um pouco desiludidos. Vamos lá a ver se os dois representantes das comunidades se voltarão a reunir concertadamente para aplaudir a detenção.

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