9 de março de 2012

No dia em que morrerem


Em Portugal, propriamente, no portugal atrofiado e pequenino em que nos tornamos, o povo gosta de frases feitas; usa-as como se usa uma picareta numa escalada. O pior, digo o melhor, são as expressões feitas de falsas concensualidades, essas que vêm não se sabe de onde mas sabe-se como. A expressão "o Fascismo" emprenha-se como um enciclopédia de certezas. Noventa por cento das pessoas não sabe o que quer dizer Fascismo, o que é, foi, onde foi praticado, nem apontar características que o definam. É porque se diz que é ou em oposição ao seu improvável "opositor", o Comunismo. Nada mais errado. Contudo, o povo diz porque as "elites"* dizem e copia copiosamente a expressão, seja para falar de polícias, pessoas com mais de três apelidos, empresários bem sucedidos, coleccionadores ou políticos da "cor" oposta à sua. Esse "fascismo" que não existiu por cá mas existiu em Itália é um fantasma que ao invés de não deixar dormir a "grande esquerda" e o povo unido deixa-os a dormir regalados e bem felizes. É uma dose de heroína para os "heróis", anti-fascistas. Vem isto a respeito desta notícia que diz que o povo anda exaltado por a comissão de toponímica de Beja querer dar nomes de ruas a autarcas, que o foram, no tempo da II República, esse tempo do regime Salazarista. Coitado do povo de Beja. Coitados dos anti-fascistas que agora andam-lhes a destruir anos e anos de luta convencida. O remédio, esse, está lá no artigo, "(para essas pessoas de Beja) as memórias do antigo regime "só irão desaparecer no dia em que morrerem". Uma falsa verdade a não ser que a "verdade" (das memórias) seja uma mentira.

* neste blogue certas "elites" também são apelidadas de escumalha.

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