19 de março de 2012

Toulouse


Um selvagem disparou contra pais e alunos que se encontravam à porta de uma escola "judaica". Porventura não serão só crianças judaicas que lá estudam. Lá como cá, as escolas estrangeiras, ditas fora do regime oficial, aceitam e sobrevivem com alunos que procuram fugir às escolas públicas. Mas nada disto tem razão de argumentação. O crime foi covarde e demente. Aproveitar o facto de ser uma "escola judaica" para atiçar uma onda de repúdio religioso ou étnico é a principal intenção do assassino. O problema está nele, nesse reles sem sentimentos que, supôe-se, assassinou três militares na semana passada. Dar um toque ideológico ou filosófico a um crime não o ameniza, não o estigmatiza, tem, aliás, o efeito inverso nos que se identificam com os outros lados da questão. Muito menos, deverá servir de trampolim para os puristas do costume fazerem política e escreverem mais umas linhas na choradeira do holocausto. Não colaborar com este género de crimes devia ser uma lei rasa. A única saliva que merece ser gasta é a condenação física e moral deste crápula.

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